Campos - Revista de Antropologia

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Publicação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal d Para mais informações consulte as diretrizes para autores.

CAMPOS - Revista de Antropologia, publicação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Paraná, tem o propósito de constituir um espaço permanente de interlocução com antropólogos e pesquisadores de áreas afins, no país e no exterior. O nome CAMPOS traduz o reconhecimento do valor singular da etnografia para a Antropologia, remetendo também à pluralidade de perspectiva

Photos from Campos - Revista de Antropologia's post 09/11/2025

Resumo
O ensaio etnofotográfico apresenta os caminhos e movimentos das benzedeiras do centro sul do Paraná, por meio da fotografia que emergiu como ferramenta etnográfica para apreender o modo de vida das benzedeiras. O registro de práticas e lugares preponderantes para o encontro entre conhecimentos tradicionais, relações territoriais e ações políticas abordam o modo de vida das benzedeiras do interior paranaense. A partir de caminhadas, visitas e encontros, as fotos foram elaboradas no ano de 2018 durante trabalho de campo realizado com detentoras de ofícios tradicionais de cura organizadas do Movimento Aprendizes da Sabedoria (MASA) nos municípios de Rebouças, Irati e São João do Triunfo.

09/11/2025

Resumo: O presente artigo tem como objetivo refletir sobre as cartografias sociais das benzedeiras do centro sul do Paraná, e como tais processos instrumentalizam políticas de reconhecimento. Para isso, apresento a discussão sobre cartografias de poder e resistência, para então descrever o processo de mapeamento social das benzedeiras das cidades de Rebouças, São João do Triunfo e Irati, no interior do Estado, associado ao processo de organização dos povos e comunidades tradicionais do Brasil. Na sequência, abordo as implicações organizativas, adjacentes ao processo de mapeamento social e a conquista de leis de reconhecimento. A partir das benzedeiras do Movimento Aprendizes da Sabedoria (MASA), identifico outras iniciativas cartográficas e legislativas que ampliam ações de reconhecimento. Por fim, conclui-se que a apropriação de ferramentas de mapeamento no contexto das benzedeiras, implicaram tanto em processos de visibilidade social quanto no reconhecimento jurídico-formal.

https://doi.org/10.5380/cra.v26i(1).91461

21/10/2025

Resumo: Neste artigo debato as ideias de cidade e classe criativa, pensadas por Charles Landry e Richard Florida como instrumento de criatividade e inovação urbana a luz de uma experiência etnográfica no Quarto Distrito de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, mais conhecido Distrito Criativo. Primeiramente trago os conceitos de cidade e classe criativa, demostrando suas aproximações e diferenças. Logo após apresento a imersão etnográfica realizada em um contexto urbano que vem sendo projetado pela administração municipal que associa o discurso da economia criativa ao do
desenvolvimento territorial. Busco demonstrar o quanto a aplicabilidade destes conceitos neste universo de análise se mostrou controversa, principalmente pela crítica às ideias de empreendedorismo e aos macro projetos para a região. Por fim, trago a
problemática da gentrificação, refletindo se os investimentos em criatividades urbanas podem contribuir para um enobrecimento neste território.

Palavras-Chave: Distritos Criativos; Etnografia; Classes Criativas; Gentrificação; Planejamento Urbano

21/10/2025

Resumo: Embora a culinária camponesa seja frequentemente caracterizada pela qualidade artesanal do preparo dos seus alimentos, entre os colonos do Sul do Brasil é comum consumir um tipo de café moderno: o café solúvel. Comparando o trabalho de campo com os colonos e exemplos da literatura etnográfica de outros grupos camponeses, este artigo explora hipóteses que expliquem essa aparente contradição alimentar. A tese mais coerente é aquela que postula uma permeabilidade seletiva dos processos de trabalho no interior do sítio camponês. O fato de o café não ser produzido localmente pelos colonos facilita a mudança em sua forma de consumo. O artigo leva adiante o problema da autossuficiência camponesa para outros aspectos da vida social (arquitetura, mutirões, maquinário agrícola) a fim de observar a resposta às mudanças: a redefinição de limites sociais do que é ser camponês, gerando a base necessária à emergência da categoria “Agro” como englobante da vida rural.

Palavras-chave: Antropologia Rural; Antropologia da Alimentação; Colonos; Trabalho; Agro.

17/09/2025
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