02/10/2024
Há quase 15 anos trabalho com rodas de mulheres mães puérperas. E uma das coisas que eu mais escuto nos encontros e vivências foi: “ufa, não tô sozinha”.
A jornada de se tornar mãe nos coloca em uma experiência de embotamento, isolamento, para aprendermos a cuidar da criança. Faz parte do processo. Mas durante as noites sem dormir com o bebê no colo, muitos diálogos internos atormentam nossa mente “será que sou uma boa mãe? será que estou fazendo certo? será que vou dar conta? porque para outras mulheres parece mais fácil?”
Mas muitas vezes esse pensamento se dilui ao nos reunirmos com outras mulheres mães que também estão atravessando o puerpério. A gente não se sente louca nem mais sozinha na nossa caminhada.
Compartilhar os desafios com quem NÃO vai te julgar é essencial.
Atravessar o puerpério sozinha NÃO É SUSTENTÁVEL.
Ter companhia nessa jornada não é luxo, é sanidade mental.
Se você não tem rede de apoio... minha sugestão é começar a pensar nisso, pois saber criar rede de apoio não é só para quem está no puerpério, é para a vida inteira!
Infelizmente não temos apoio suficiente de políticas públicas, economia ou governo para que nossos puerpérios sejam mais saudáveis. Um sistema patriarcal que, além de não ajudar, só atrapalha, pois não somos vistas em todo o caos que o puerpério traz.
Mas existe uma parte que cabe a nós: saber quem pode nos oferecer a ajuda da qual precisamos e gostamos. E apenas nós sabemos o que nos cuida.
Mas aí é que tá o problema: não aprendemos a pedir, fomos ensinadas a ter sucesso na vida em uma jornada cruelmente solitária. E isso, definitivamente, não cabe à maternidade, nem à vida.
Tenho uma filha de 15 anos, e hoje eu vejo que seria INSUSTENTÁVEL não ter apoio.
Apoio é uma necessidade humana.
Você tem rede de apoio? Você sabe o que te cuida?
Como chega essa reflexão aí pra você? Me conta!
Toda quinta-feira nos reunimos, mães com bebês de colo de 2 meses a 1 ano, para essa roda cheia de empatia, acolhimento, companhia, dança, movimento, sling, abraços, emoções…
Slingar e Dançar
Dança terapêutica no puerpério
Quintas-feiras as 14:30 na
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