09/08/2020
Um pai sela no filho a vontade de cuidar;
Um pai imprime na memória infantil esse cuidar mais objetivo, mais simples, porém eficaz;
Um pai mostra ao filho que existem formas diferentes de sermos amados;
Paternar completa lindamente o maternar... E ambas as ações, compõem um futuro adulto que sabe cuidar, proteger,acolher... uma pessoa que entende a dor alheia e é sensível a ela.
Um pai que exerce o paternar entra na dinâmica de auxiliar a formar um indivíduo que formará o seu próprio jeito de amar... porém trará, em seu subconsciente a herança de como ele próprio foi cuidado, zelado, protegido e amado.
Aspecto importante da paternidade, que nem sempre é lembrado, é o respeito à mãe... isso não significa concordar com tudo. Significa tratar as diferenças com respeito e com compreensão. Tratar os problemas de maneira objetiva, clara, com comunicação eficiente.
Temos visto crianças machucadas por guerras entre pai e mãe, situação que prejudica o emocional de uma criança por toda a vida.
Criança não precisa ter que se juiz de seus pais, ter que escolher lados... esse não é o papel de nenhum filho. Por isso, ser um bom pai é respeitar à mãe e ser uma boa mãe é respeitar ao pai. Um ambiente emocional sadio, já é meio caminho andado para uma criança crescer bem.
Pais que optaram por paternar seus filhos: saibam que, é difícil, tenso, a responsabilidade é imensa. Vocês terão aulas constantes de zelo, frustração, paciência, desprendimento, reflexões homéricas acerca de quem você é, e como você lida com o outro... tarefa intensa...
Mas no fim das contas, sentir contra o seu rosto aquela mãozinha, ser solicitado para um abraço na hora do "dodoi", ver como aquela criança te olha e te admira, escutar frases como: "meu pai me disse", "meu pai me contou ", "meu pai me ensinou "... faz tudo valer a pena!
Feliz Dia dos Pais!!
Texto: Angelica Trasel Elias