Uma aula diferente, tratando da independência das mãos, a mão dominante fazendo marcação de bumbo duplo pro samba, a oposta fazendo uma levada de tamborim.
É mais utilizado num tantã ou rebolo, mas para treino, conseguimos fazer no atabaque ou conga sem precisar inventar muito. Bora estudar?
O Couro Fala
Escola de percussão, com ênfase na percussão de terreiro de Umbanda, e formação da base de conhecimen
Repique para Nagô. Surgiu de uma brincadeira com o ritmo durante uma aula, e o aluno gostou do desafio, virou parte do repertório dele. Bom pra aprimorar as notas leves em conjunto com as notas mais fortes, para fazer o desenho desse repique! BORA TREINAR!
Sequência de formas variadas de se tocar o Congo (Kongo, Congo de Ouro, Kongo de Ouro). Esses são desenhos simples que podem ser aplicados em cima da base do toque, fugindo assim do monótono de uma forma só, trazendo mais brilho, vida e musicalidade para a Curimba.
A bossa do aguere cantando pra Oxossi na avenida! Criação do mestre com participação desse que voz fala. A batucada rolou redonda ontem na avenida em Curitiba!
05/11/2025
Sobre a presença do Surdo na gira de umbanda
E o porque sou contra.
A musicalidade de umbanda se da pela presença de 3 tons graves, semitonados entre si, e seus respectivos agudos. O grave se perde por completo ao se colocar um surdo, pela própria potência do grave do instrumento.
Junto a isso, vem a questão principal:
O surdo é um instrumento de marcação, enquanto a função primordial dos atabaques é criar fluência de energia. As pancadas do surdo criam pontos de impacto grave (no sentido sonoro) na onda fluida do toque dos atabaques, criando pontuações constantes, e "pesando", pelo seu grave, o som como um todo. É quase como se estivéssemos fazendo com que a água que sai de uma to****ra tivesse seu fluxo afetado por pancadas na to****ra enquanto jorra.
Musicalmente f**a bom? Encaixa no samba. Mas e congo, barravento, nagô, ijexá?
E o peso desse instrumento nesses momentos, especialmente se não for bem tocado, como é o costume em terreiros, que colocam as pessoas mais inexperientes em surdo e agogô, quando deveria ser o contrário?
"Ah, mas eu gosto." Poucas coisas, de fato, são questão de serem feitas por gosto ou capricho, na curimba. Temos a questão histórica, energética, sonora, de doutrina, de egrégora, de liturgia. São fatores diversos que influenciam a presença de instrumentos diversif**ados, fugindo à herança histórica do trio de atabaques.
Junto a isso, entramos na questão litúrgica da presença do couro nos instrumentos. Metal, madeira e couro, elementos da natureza. O couro do surdo, portanto, deveria ser de origem animal, para ao menos estar dentro dos conformes do pretendido para os instrumentos na umbanda. Mas, claro, tudo isso é a visão e opinião de uma pessoa, e não precisa ser levada em consideração, mas ao me deparar com pessoas me perguntando o pq de ser contra, achei válido escrever sobre.
Sobre a presença do Surdo na gira de umbanda
E o porque sou contra.
A musicalidade de umbanda se da pela presença de 3 tons graves, semitonados entre si, e seus respectivos agudos. O grave se perde por completo ao se colocar um surdo, pela própria potência do grave do instrumento.
Junto a isso, vem a questão principal:
O surdo é um instrumento de marcação, enquanto a função primordial dos atabaques é criar fluência de energia. As pancadas do surdo criam pontos de impacto grave (no sentido sonoro) na onda fluida do toque dos atabaques, criando pontuações constantes, e "pesando", pelo seu grave, o som como um todo. É quase como se estivéssemos fazendo com que a água que sai de uma to****ra tivesse seu fluxo afetado por pancadas na to****ra enquanto jorra.
Musicalmente f**a bom? Encaixa no samba. Mas e congo, barravento, nagô, ijexá?
E o peso desse instrumento nesses momentos, especialmente se não for bem tocado, como é o costume em terreiros, que colocam as pessoas mais inexperientes em surdo e agogô, quando deveria ser o contrário?
"Ah, mas eu gosto." Poucas coisas, de fato, são questão de serem feitas por gosto ou capricho, na curimba. Temos a questão histórica, energética, sonora, de doutrina, de egrégora, de liturgia. São fatores diversos que influenciam a presença de instrumentos diversif**ados, fugindo à herança histórica do trio de atabaques.
Junto a isso, entramos na questão litúrgica da presença do couro nos instrumentos. Metal, madeira e couro, elementos da natureza. O couro do surdo, portanto, deveria ser de origem animal, para ao menos estar dentro dos conformes do pretendido para os instrumentos na umbanda. Mas, claro, tudo isso é a visão e opinião de uma pessoa, e não precisa ser levada em consideração, mas ao me deparar com pessoas me perguntando o pq de ser contra, achei válido escrever sobre.
ALÔ MEU POVO! SEGUE LÁ O , BORA PRA MACUMBA!!!
29/09/2025
Escrevi esse texto em 2016. A Escola nem existia, mas esses pensamentos formaram o pilar central para o surgimento dela. 9 anos depois, infelizmente, muito pouco mudou do que eu já via nessa época. Compartilho com vocês:
Estive pensando sobre ser Ogã, dentro da Umbanda...
Nunca me meto a pensar sobre a posição de Ogã no candomblé, foge da minha alçada e do meu entendimento, logo, não opino.
Mas tenho vivido ou convivido com essa situação de "ser Ogã de terreiro" há alguns anos... Vi pessoas q faziam o seu melhor, dentro da limitação de seu conhecimento, e emanavam uma energia incrível. Vi pessoas que tem muito conhecimento, mas não são capazes de sustentar a energia que já estava ali, que dirá gerar uma energia diferente. Ambas as situações tinham em comum o cargo de Ogã dentro do Terreiro.
Acho que o essencial de se ter consciência é de que o Ogã não é indispensável para uma gira. Vejo muitas pessoas tratarem a posição da curimba como a grande essência de uma boa gira de Umbanda. Vejo pessoas achando que é um grande palco, onde podem mostrar todo seu talento musical, sua capacidade de demonstrar o conhecimento de 23 toques diferentes, acompanhados de sabe-se lá quantas variações de ritmo e compassos alternados. Ou que tentam embelezar tudo com uma grande harmonia vocal... Mas que matam completamente a energia do momento com uma pausa inadequada para cantar a capella.
Grande novidade: apesar de ser um dos elementos de maior movimentação energética em uma gira, a curimba não é indispensável. Se não se tem atabaques, canta-se. Se não se tem Ogãs, a corrente canta.
Aliás, a corrente deveria estar sempre canta do junto. Ajuda que é uma beleza, e pouquíssimas pessoas tem essa consciência. A grande maioria prefere conversar enquanto a curimba provê a música ambiente. Mas o foco aqui é outro. (Cont. nos comentários)
22/07/2025
Momento conhecimento:
Esse ponto é um ponto de curimba, mas que serve muito para quebrar mironga usando o tambor.
Cucuricar é oque o galo faz. Qdo ele fala cucurica que chora mironga, ele ta falando:
Canta (e toca o tambor) que a mironga é desfeita. É no canto (que também é reza), que se desfaz o mal feito.
É algo que era muito usado antigamente, mas hoje em dia se perde mto, principalmente pela ausência de fundamento das curimbas.
Quando precisavam descarregar encrenca forte com o tambor, as vezes passavam um fio de cobre nos instrumentos e na pessoa, e a curimba largava o braço... cada choque que dava no povo que parecia até que ligava na tomada.
F**a ai, povo, mais um pontinho bom pra se cantar nos momentos de precisão da gira!
29/03/2025
NO , num fim de tarde maravilhoso, de muito som e aprendizado!!
01/09/2024
NÃO É NOSSA OBRIGAÇÃO!
Salve, salve, povo, como estão?
Hoje eu quero falar sobre um assunto que pode ser controverso, mas que é necessário.
NÃO É OBRIGAÇÃO DA CURIMBA SEGURAR A GIRA SOZINHA!
É obrigação da CORRENTE INTEIRA ajudar a segurar a gira. Nenhuma curimba vai ser capaz de gerar tanta energia quanto uma corrente inteira cantando.
E, a não ser que a pessoa esteja atendendo alguma entidade ou em conversa com alguma entidade, nada justif**a não cantar.
"Ah mas eu não sei o ponto!"
100% dos ogãs que conheço costumam puxar os mesmos pontos toda gira, exatamente por serem pontos conhecidos da corrente, e, com isso, eles esperam que o povo cante junto.
Só que é essencial lembrar: a curimba encaminha a energia, mas não tem motivo para que ela deva sustentar a energia sozinha, muito pelo contrário! A corrente toda é parte da curimba do terreiro. A corrente toda é elemento essencial na musicalidade umbandista!
Então, f**a um conselho a todos que aceitarem: quer ajudar a curimba da sua casa? Começa prestando atenção nos pontos, e cantando junto, respondendo o coro.
Se todos estiverem cantando, toda a energia flui muito melhor, com muito mais força, mais energia, mais axé! Vamos entender que é obrigação de TODA A CASA sustentar energia, e não só do povo que batuca!
Axé!
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