04/06/2026
Estou longe do Brasil, mas em dias como hoje o coração sempre encontra um jeito de voltar para casa.
Volta para as pessoas que fazem parte da minha história, para os amigos e familiares que seguem presentes na minha vida, e também para aqueles que fizeram parte dela e deixaram marcas que permanecem para sempre.
Hoje me lembrei com muito carinho das minhas duas madrinhas, a de batismo e a de crisma. Duas mulheres especiais que já não estão mais aqui, mas que continuam vivas nas minhas lembranças e no meu coração.
E me lembrei especialmente de uma delas, que costumava me dizer que eu era uma flor de maracujá.
Na época, eu não entendia muito bem o que isso significava.
Hoje, olhando para essa flor tão única, tão cheia de formas, cores e detalhes, gosto de acreditar que existe um pouco de mim nela.
A flor de maracujá desperta curiosidade. Tem muitas camadas. Combina delicadeza e força. Não chama atenção por ser igual às outras flores, mas justamente por sua singularidade.
É sensível, criativa, complexa e cheia de personalidade.
Talvez minha madrinha enxergasse tudo isso em mim antes mesmo que eu pudesse enxergar.
Neste aniversário, entre a saudade e a gratidão, escolho celebrar não apenas mais um ano de vida, mas também todas as pessoas que me ajudam a construir quem sou.
Pessoas que seguem ao meu lado e pessoas que partiram, mas deixaram um legado de amor, afeto e pertencimento que nem o tempo nem a distância conseguem apagar.
E se eu realmente for uma flor de maracujá, espero continuar florescendo com a mesma curiosidade, sensibilidade, força e beleza que ela sempre enxergou em mim.
Também sou profundamente grata às pessoas que caminham ao meu lado hoje. Ao meu marido, companheiro de todas as horas, pelo amor, apoio e presença constante.
À minha família, que mesmo à distância continua sendo meu porto seguro.
E aos amigos que compartilham comigo a vida, as alegrias e os desafios do caminho.
Hoje, meu coração está cheio de saudade, amor e gratidão.