20/10/2025
Do Museu Oscar Neymeyer ao nosso quintal: Construindo decidas e ressignificando a presença - uma vivência do grupo 2T1.
Tudo começou com uma pergunta: o que é beleza para as crianças? Entre conversas e explorações, ela surgiu, a arte. Música, dança, quadros, literatura… a arte brilhava aos olhos delas. Em uma das rodas de conversa, uma frase ecoou, se repetiu e despertou curiosidade: “Tem um museu que parece
um olho!”. A partir daí, mergulhamos na arquitetura desse museu que tanto nos encantou, o Museu Oscar Niemeyer. Depois de uma visita inspiradora, um novo interesse tomou forma: o “escorregar”. Afinal, como lembravam as crianças, “o olho tem um escorrega!”.
As crianças veem e transveem o mundo de modos que, muitas vezes, nós adultos deixamos de perceber. Elas
enxergam o que está além da forma, o movimento, a leveza e a poesia escondida nas coisas simples, revelando belezas que passam despercebidas aos nossos olhos apressados. Passamos então a investigar o escorregar de
diferentes maneiras, por meio da construção, da observação dos materiais, dos espaços e das proporções. Para dar sentido às descobertas e transformar o encantamento em gesto, decidimos construir um escorregador como ação social, entendendo essa ação como uma expressão simbólica do brincar coletivo, onde a arte, o corpo e o encontro se entrelaçam. 🩵
A proposta ganhou ainda mais força quando Heitor sugeriu a ajuda de seu pai, Diego, que prontamente aceitou
participar. Diego retornou com um escorregador todo planejado e construído em família, com muitas, muitas
mãos envolvidas. Essse gesto ressignificou para nós o sentido da presença: estar de verdade, fazer parte,
contribuir com o cotidiano escolar. Agora, o convite se estende a todos: venham escorregar também! 🛝