22/09/2026
Às vezes você nem percebe o quanto tá se comparando ao estar aqui. É um vídeo de “tour pelo meu ateliê” no reels, um story de alguém que comprou uma tablet nova de milhares de reais, um artista que você segue que foi contratado por um estúdio e agora mora em Londres...
Sem perceber, ainda que você fique feliz pelas conquistas de outras pessoas, aos poucos a vida que você tem agora não parece mais ser o suficiente. Pra algumas pessoas pode ser que isso gere movimento, inspiração, gás. Mas pra outras, gera paralisia, uma sensação de ser expectador da vida dos outros e às vezes até da própria vida, como se a gente não fosse capaz de AGIR, só de observar as coisas acontecendo online, na vida dos outros.
Quando bate essa angústia, a melhor coisa a se fazer é (e eu sei, artista, que isso pode doer): sair da caverninha. Sim, sair de casa. Vai dar uma volta, caminhar, ver sua cidade, a vida das pessoas acontecendo. Vai desenhar na pracinha, chama uma amiga pra um café, vai respirar um ar um pouco mais puro num parque.
Quando os pensamentos começam a se acumular na nossa cabeça, não tem exercício melhor do que trocar de perspectiva, desligar as vozes internas e fazer as pazes com o presente. Você vai conseguir, artista, mas tem que insistir ✨