10/11/2025
Venham participar :)
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̧ãodocente #
Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Curso de Letras Inglês UFPR, Site de ensino, Curitiba.
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20/10/2025
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07/03/2025
O projeto de extensão Português Brasileiro para Migração Humanitária (PBMIH), em parceria com a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) e o Escritório de Relações Internacionais (ERI), tornam público o edital de seleção de bolsistas do curso de Letras para aulas de português a refugiados. Mais informações no link:
https://internacional.ufpr.br/portal/2025/03/07/pbmih-edital-de-selecao-de-bolsistas-de-letras-para-aulas-de-portugues-a-refugiados/
19/08/2024
Pessoas queridas...
Segue o convite. É um evento presencial em inglês e tem certif**ado.
Inscrições no link
Palestra com Tenzin Tsundue WRITING RESISTANCE Writing, more than an expression is understanding, making sense of things. Writing halts you in the moment of flow and blind acceptance...
Espetáculo Quem está aí? (60 min)
Com Thiago Lacerda, direção Ron Daniels
Dias 26 e 27 de abril de 2024, 20:00 hs
Auditório Regina Casillo, Solar do Rosário, Curitiba
Ingressos - Disk Ingressos
HAMLET, príncipe da Dinamarca (1601)
PERSONAGENS
Hamlet, príncipe da Dinamarca
Cláudio, tio de Hamlet, o novo rei
Fantasma de Hamlet pai, que era o rei
Gertrude, mulher de Cláudio, viúva do rei Hamlet, mãe de Hamlet
Polonius, conselheiro do reino
Laertes, filho Polonius
Ofélia, filha de Polonius, apaixonada por Hamlet
Horácio, amigo de Hamlet
Rosencrantz e Guildenstern, supostos amigos de Hamlet, a serviço de Cláudio
Fortimbras, príncipe da Noruega
A MAIS FAMOSA de todas as peças de Shakespeare! O dramaturgo transforma uma simples história de vingança em uma profunda reflexão sobre a condição humana.
A ação começa com guardas na plataforma do castelo que, junto com Horácio (amigo de Hamlet) esperam ver o fantasma do rei Hamlet morto recentemente (que apareceu nas duas noites anteriores). O fantasma aparece de novo e Horácio decide que é importante contar isso ao príncipe.
No castelo, Cláudio, o novo rei, está casado com Gertrude, viúva do rei morto e mãe do príncipe. Cláudio condena o sobrinho Hamlet por estar vivendo um luto que considera excessivo (mas o fato é que o pai de Hamlet morreu há apenas dois meses).
Hamlet faz seu primeiro monólogo (recurso usado por Shakespeare para que plateia compreenda o processo interior de Hamlet) sobre a dor pela morte do pai e o choque do casamento da mãe com o tio:
Oh, se esta carne rude derretesse,
E se desvanecesse em fino orvalho!
Ou que o Eterno não tivesse oposto
Seu gesto contra a própria destruição!
Oh Deus! Como são gestos vãos, inúteis,
A meu ver, esses hábitos do mundo!
Que horror! São quais jardins abandonados
Em que só o que é mau na natureza
Brota e germina. Mas chegar a isto!
Morto há dois meses só! Não, nem dois meses!
Tão excelente rei, em face deste,
Seria como Hipério frente a um sátiro.
Era tão dedicado à minha mãe
Que não deixava nem a própria brisa
Tocar forte o seu rosto. Céus e terras!
Devo lembrar?
E apenas essas lágrimas culposas
Deixaram de correr nos falsos olhos,
Casou-se! Oh, pressa infame de lançar-se
Com tal presteza entre os lençóis do incesto!
Não ’stá certo, nem pode ter bom termo.
O amigo Horácio e seus companheiros de guarda relatam a Hamlet que viram o fantasma de seu pai e Hamlet decide montar guarda com eles. À noite, o fantasma aparece e conta que foi assassinado pelo irmão, justamente o atual rei. O fantasma pede vingança e Hamlet jura que cumprirá.
O rei e a rainha chamam ao palácio dois colegas de Hamlet – Rosencrantz e Guildenstern – para que eles investiguem a causa do estranho comportamento do príncipe. No encontro com o príncipe, no entanto, os dois carreiristas admitem que foram chamados pelo rei. Hamlet fala sobre seu desgosto com o mundo ao redor:
Que obra de arte é o homem, como é nobre na razão, como é infinito em faculdades e, na forma e no movimento, como é expressivo e admirável; na ação é como um anjo; em inteligência, como um deus; a beleza do mundo, o paradigma dos animais. Mas, para mim, o que é essa quintessência do pó?
Chega a Elsinore uma companhia de atores que se oferece para uma apresentação na corte. Hamlet ouve um trecho declamado por um dos atores e indaga ao chefe da trupe se poderia acrescentar mais “doze ou dezesseis versos” de sua autoria à peça que vai ser representada.
Sozinho, Hamlet se desespera por não ter ainda vingado o pai. Embora acredite no que disse o fantasma, ele quer encontrar uma confirmação que justifique a vingança. O monólogo termina assim:
O fantasma talvez seja um demônio,
Pois o demônio assume aspectos vários
E sabe seduzir; ele aproveita
Esta melancolia e esta fraqueza,
Já que domina espíritos assim,
Para levar-me à danação. Preciso
Encontrar provas menos duvidosas.
É com a peça que penetrarei
O segredo mais íntimo do rei.
Em uma sala do castelo, Hamlet diz o seu terceiro grande monólogo, o famoso “ser ou não ser”:
Ser ou não ser, essa é a questão:
Será mais nobre suportar na mente
As flechadas da trágica fortuna,
Ou tomar armas contra um mar de escolhos
E, enfrentando-os, vencer? Morrer – dormir;
Nada mais; e dizer que pelo sono
Findam-se as dores, como os mil abalos
Inerentes à carne – é a conclusão
Que devemos buscar. Morrer – dormir;
Dormir, talvez sonhar – eis o problema,
Pois os sonhos que vierem nesse sono
De morte, uma vez livres deste invólucro
Mortal, fazem cismar. Esse é o motivo
Que prolonga a desdita desta vida.
Quem suportara os golpes do destino,
Os erros do opressor, o escárnio alheio,
Os erros do opressor, o escárnio alheio,
A ingratidão no amor, a lei tardia,
O orgulho dos que mandam, o desprezo
Que a paciência atura dos indignos,
Quando podia procurar repouso
Na ponta de um punhal? Quem carregara
Suando o fardo da pesada vida
Se o medo do que vem depois da morte –
O país ignorado de onde nunca
Ninguém voltou – não nos turbasse a mente
E nos fizesse arcar co’o mal que temos
Em vez de voar para esse, que ignoramos?
Assim nossa consciência se acovarda,
E o instinto que inspira das decisões
Desmaia no indeciso pensamento,
E as empresas supremas e oportunas
Desviam-se do fio da corrente
E não são mais ação.
Hamlet encontra Ofélia. Cláudio e seu conselheiro Polonius espionam o encontro dos jovens pois o rei deseja saber se a teoria de Polonius de que o príncipe se comporta de modo estranho devido a um mal de amor se sustenta. O príncipe percebe que está sendo espionado e se torna cruel com Ofélia, o que dá a Cláudio indícios para duvidar que o amor fosse a causa do estranho comportamento de Hamlet.
Hamlet se reúne com os atores que se preparam para o espetáculo. Hamlet fala sobre a arte da representação, lembrando aos atores que devem ser comedidos no gesto e adequar gesto e palavra, pois o teatro é um “espelho da natureza”.
Antes de o rei chegar para assistir ao espetáculo, Hamlet pede ao amigo Horácio que observe Cláudio. Hamlet sabe que o espetáculo teria uma cena na qual seriam apresentadas as mesmas circunstâncias da morte do rei Hamlet. O espetáculo começa e tudo vai bem até o momento em que a peça mostra um rei sendo assassinado com veneno no ouvido (exatamente como o pai de Hamlet foi morto) e a viúva casando-se com o assassino. Cláudio se levanta e sai, interrompendo a peça. Hamlet comemora com o amigo Horácio a certeza da culpa do tio.
Hamlet é chamado ao quarto da mãe, onde Polonius, escondido, pretende escutar a conversa. A caminho dos aposentos da rainha, Hamlet vê Cláudio ajoelhado, rezando, e não o mata por crer que assim o pai não f**ará vingado. Mas, tão logo Hamlet sai, o rei reconhece que suas orações não serão ouvidas pelos céus.
Gertrude recebe o filho repreendendo-o por ofender o pai (ela se refere ao tio, chamando-o de pai de Hamlet por ser seu marido), enquanto Hamlet afirma em tom agressivo que foi ela que ofendeu seu verdadeiro pai, o rei Hamlet, ao se casar com o tio. Gertrude se assusta e pede socorro. Polonius se mexe atrás das cortinas; Hamlet percebe que há alguém escondido ali, pensa se tratar de Cláudio novamente espionando-os, e mata o espião com estocadas. Hamlet descobre que era, de fato, Polonius, pai de sua amada Ofélia, quem se escondia atrás da cortina, e sai, arrastando o corpo do conselheiro “tão falador em vida e agora tão calado”.
O rei toma a decisão de mandar Hamlet para fora do reino. Secretamente, seguem ordens para que matem Hamlet assim que ele aporte na Inglaterra. Hamlet descobre a ordem na cabine de Rosencrantz e Guildenstern e troca o escrito, ordenando que os dois sejam mortos. Durante um ataque pirata ao navio, o príncipe convence os piratas a levá-lo de volta à Dinamarca
Perto do local de onde embarcará para a Inglaterra, Hamlet conversa com um capitão norueguês das tropas de Fortimbras e f**a sabendo que eles vão lutar por um pedaço de terra tão pequeno que mal serve para enterrar os corpos de todos os que morrerem. Isso faz Hamlet refletir sobre a coragem desses jovens e se lamentar por não ter vingado ainda o pai.
Informado sobre a morte de seu pai, Laertes volta da França e descobre que Ofélia enlouqueceu de dor (pela morte do pai e pelos maus tratos de Hamlet). O rei envolve Laertes em um plano para matar Hamlet, que acabou de retornar da viagem à Inglaterra. Ofélia morre afogada e, durante o seu enterro, Hamlet aparece inesperadamente, e salta na cova, bradando que a amava.
O rei propõe um duelo, supostamente amigável, entre Laertes e Hamlet, mas o plano é que a ponta da espada de Laertes esteja envenenada. Se Hamlet escapar, uma pérola envenenada na taça de vinho oferecida a Hamlet fará o trabalho. Por um caminho ou outro, a intenção é matar Hamlet.
O duelo é realizado diante da corte reunida. Antes do combate, Hamlet tenta fazer antes as pazes com Laertes, que aparentemente aceita. O rei insiste que Hamlet tome um copo de vinho, mas este se recusa a beber e a rainha acaba tomando a bebida. Ao morrer, a rainha diz que foi envenenada. O duelo acontece. Laertes fere Hamlet, mas este, ao perceber a ponta da arma desprotegida, troca-a com a sua e fere Laertes, que cai mortalmente ferido, revelando que o rei foi culpado de tudo.
Finalmente, Hamlet, já com os minutos contados, cumpre a vingança: mata o tio e indica Fortimbras, príncipe da Noruega, como seu sucessor. Hamlet pede a Horácio que esclareça a todos o acontecido. O amigo marca assim o momento da morte de Hamlet:
Partiu-se agora um nobre coração.
Boa noite, doce príncipe. E que os anjos
Venham em coro embalar-lhe o sono.
O reino da Dinamarca volta a ter ordem, mas ao custo das vidas de Polonius, Rosencrantz e Guildenstern, Gertrudes, Cláudio, Ofélia, Laertes e Hamlet.
MACBETH (1607)
PERSONAGENS
Macbeth, general escocês, thane de Glamis, thane de Cawdor, e mais tarde rei
Lady Macbeth, apoia o marido em sua ambição
Banquo, general escocês, companheiro de Macbeth e pai de Fleance
As três irmãs bruxas
Rei Duncan, da Escócia
Macduff, nobre escocês que desconfia de Macbeth
Lady Macduff, vítima de Macbeth
Rosse, nobre escocês que desconfia de Macbeth
Fleance, filho de Banquo
Seyton, militar fiel a Macbeth
Lennox, nobre escocês
Malcolm e Donalbain, filhos do Rei Duncan
Dama de companhia de Lady Macbeth
Médico de Lady Macbeth
Macbeth é um general bravo e respeitado que opta pelo mal quando a ambição se sobrepõe às suas qualidades. A ação começa como encontro de Macbeth e Banquo com três bruxas, “três irmãs estranhas” que saúdam Macbeth com:
Salve, oh salve, thane de Glamis!
Salve, oh salve, thane de Cawdor!
Salve, oh salve, que um dia há de ser rei!
Quando Banquo indaga sobre o seu futuro, elas respondem, enigmaticamente, que ele será “maior porém menor” do que Macbeth, que não será rei, mas pai de reis.
Logo chegam dois emissários do rei Duncan, que trazem a notícia de que o rei concedeu a Macbeth o título de thane (barão) de Cawdor que pertencera ao revoltoso e traidor derrotado. Em um monologo, Macbeth revela seus verdadeiros sentimentos:
A tentação do sobrenatural
Não pode nem ser má e nem ser boa:
Se má, por que indica o meu sucesso,
De início, com a verdade? Já sou Cawdor;
Se boa, por que cedo à sugestão
Cuja horrível imagem me arrepia
E bate o coração contra as costelas,
Negando a natureza? Estes meus medos
São menos que o terror que eu imagino;
Meu pensamento, cujo assassinato
Inda é fantástico, tal modo abala
A minha própria condição de homem,
Que a razão se sufoca em fantasia,
E nada existe, exceto o inexistente.
Lady Macbeth recebe uma carta do marido narrando o acontecido e pondera que ele é privado do mal que há na ambição e tem o “leite da bondade humana”. Ela invoca “os espíritos das ideias mortais” ao receber a notícia de que o rei vem passar a noite em seu castelo:
É rouco o próprio corvo
Que anuncia a fatídica chegada
Do rei à minha casa. Vinde, espíritos
Das ideias mortais; tirai-me o s**o:
Inundai-me, dos pés até a coroa,
De vil crueldade. Dai-me o sangue grosso
Que impede e corta o acesso ao remorso;
Não me visitem culpas naturais
Para abalar meu sórdido propósito,
Ou me fazer pensar nas consequências;
Tornai, neste meu seio de mulher,
Meu leite em fel, espíritos mortíferos!
Vossa substância cega, onde andar,
Espreita e serve o mal. Vem, negra noite!
Apaga-te na bruma dos infernos,
Pra não ver a minha faca o próprio golpe,
E nem o céu poder varar o escuro
Pra gritar-me “Para, Para!”
Ao chegar ao palácio, o rei cobre Macbeth de honras mas, ao mesmo tempo, nomeia o próprio filho príncipe de Cumberland, fazendo-o herdeiro do trono. Lady Macbeth recebe o rei com a maior cortesia, agradecendo as honrarias, mas secretamente estimula o marido a matar o bom rei Duncan.
À noite, angustiado com o plano, Macbeth abandona a mesa do jantar e só consegue pensar no crime planejado, em um monólogo memorável:
Ficasse feito o feito, então seria
Melhor fazê-lo logo; se o matar
Trancasse as consequências e alcançasse,
Com seu cessar, sucesso; se este golpe
Pudesse ter um fim de tudo aqui,
E só aqui, nesta margem do tempo,
Riscava-se o futuro. Mas tais casos
Têm julgamento aqui que nos ensina
Que os truques sanguinários que criamos
Punem seus inventores; e a justiça
Conduz o cálice que envenenamos
Aos nossos lábios. Ele está aqui
Por dupla confiança, ao meu cuidado:
Primeiro, sou seu súdito e parente –
São ambos contra o ato. E, hospedeiro,
Devia interditar o assassino
E não tomar eu mesmo do punhal.
Duncan, além do mais, tem ostentado
Seu poder com humildade, e tem vivido
Tão puro no alto posto, que seus dotes
Soarão, qual trombeta angelical,
Contra o pecado que o destruirá;”
Lady Macbeth aparece para não deixar que ele perca a coragem de levar o plano adiante. Macbeth aguarda a melhor hora para assassinar Duncan. Sob terrível tensão, ele ouve o sino tocar que indica que é chegado momento:
O sino me convida;
Não o ouça, Duncan, pois esse dobrar
Pro céu ou para o inferno o vai chamar.
Lady Macbeth embebedou os guardas do quarto do rei. Ela aguarda o marido, que, com as mãos ensanguentadas, chega horrorizado com o que fez. Ele carrega os punhais que devia ter deixado no quarto do rei. Ela o recrimina pela fraqueza e, como ele não tem coragem de voltar ao quarto do rei, é ela mesma quem vai deixar os punhais no local do crime. Ao voltar, ela se gaba de ter também as mãos vermelhas de sangue mas manter o coração branco, dizendo ao marido que um pouco de água lava todo o crime. Macbeth, porém, afirma que não poderá mais dormir, porque ele matou o sono. Marido e mulher se recolhem.
Macduff chega antes do amanhecer, com ordens de acordar o rei, que planeja partir. Ao entrar no quarto de Duncan, descobre o corpo do rei assassinado. O alarma é dado e Macbeth se junta aos outros, repudiando o crime. Macbeth entra no quarto do rei e, por medo que os dois guardas possam revelar alguma coisa, os mata. Isso gera desconfiança em todos os nobres e os filhos do rei Duncan resolvem fugir (temem serem mortos também). Malcolm, o herdeiro, vai para a Inglaterra, e Donalbain, para a Irlanda.
A partir desse momento, Macbeth passa a ser regido pelo medo. Ele não confia mais em ninguém, não compartilha mais nada com sua mulher. E passa a cometer mais assassinatos, com a intenção de livrar-se do medo. Suas próximas vítimas são Banquo e Fleance. Quando pai e filho saem para cavalgar, Macbeth ordena a dois assassinos que matem pai e filho. Os assassinos matam Banquo mas Fleance consegue fugir.
No banquete, diante dos convivas, Macbeth reclama da ausência de Banquo. Os nobres sentam-se em seus lugares; Macbeth, que é o único a ver o fantasma de Banquo, diz que não pode sentar-se por estar cheia a mesa. Todos f**am perplexos porque há ainda um lugar vazio; Lady Macbeth tenta encobrir a situação dizendo que o marido tem uma doença estranha. Por um momento, Macbeth parece se acalmar; porém, novamente, ao mencionar o nome de Banquo, o fantasma reaparece e Macbeth perde o controle, dizendo coisas sem nexo para os presentes, porém reveladoras. A confusão toma tal proporção que Lady Macbeth pede que todos se retirem.
Macbeth vai procurar as bruxas para que lhe predigam o futuro. Elas lhe apresentam três visões: a primeira, uma cabeça armada, previne-o contra Macduff;
a segunda, uma criança ensanguentada, que afirma que ninguém que tenha sido parido por mulher poderá prejudicar Macbeth; e, finalmente, a terceira, uma criança com uma árvore na mão, que anuncia que Macbeth estará a salvo até que “a floresta de Birnam avance contra Dunsinane”. Macbeth f**a satisfeito mas, em seguida, aparece uma nova visão: uma procissão de oito reis e o fantasma sorridente de Banquo.
No castelo em Dunsinane, Macbeth aguarda o ataque das forças de Malcolm. A ama da Rainha e o médico veem Lady Macbeth andar pelo castelo sonâmbula e revelar sua culpa e os fatos ocorridos:
Sai, mancha maldita! Sai, eu disse! – Uma, duas: mas então é hora de agir. – O inferno é tenebroso. – Que vergonha, meu senhor, que vergonha! Um soldado, com medo? – Por que teremos de temer quem o saiba, quando ninguém pode pedir contas do nosso poder? – Mas quem haveria de pensar que o velho tivesse tanto sangue? (…)
Aqui ainda há cheiro de sangue: nem todos os
perfumes da Arábia hão de adoçar esta mãozinha.
Pouco tempo depois, Macbeth recebe a notícia de que a rainha está morta e tem a mais terrível de suas falas:
Ela devia só morrer mais tarde;
Haveria um momento para isso.
Amanhã, e amanhã, e ainda amanhã
Arrastam nesse passo o dia a dia
Até o fim do tempo prenotado.
E todo ontem conduziu o tolo
À via em pó da morte. Apaga, vela!
A vida é só uma sombra: um mau ator
Que grita e se debate pelo palco,
Depois é esquecido; é uma história
Que conta o id**ta, toda som e fúria,
Sem querer dizer nada.
Agora, ele é esse homem triste, que sente ter perdido a alma por nada.
Malcolm, apoiado pelo rei inglês e pelo nobre escocês Macduff, ordena que cada homem tome um galho de árvore e o carregue diante de si rumo ao ataque. Para Macbeth, que observa de longe, parece que a floresta está “avançando” para o castelo.
Na batalha final, Macbeth mata vários e, finalmente, enfrenta Macduff, que julga não precisar temer; mas este revela ter sido arrancado do ventre da mãe antes do tempo e que, portanto, não foi parido. Quando aparece com a cabeça de Macbeth, Macduff saúda Malcolm como o novo rei da Escócia, e a peça acaba com a promessa de paz e harmonia no reino.
MEDIDA POR MEDIDA (1604)
PERSONAGENS
DUQUE DE VIENA, VINCENTIO, QUE SE AFASTA DO PODER E SE DISFARÇA DE FREI LUDOVICO
ANGELO, SUBSTITUTO TEMPORÁRIO DO DUQUE, ESCOLHIDO POR SEU RESPEITO ÀS LEIS
ÉSCALO, QUE DEVE AGIR COMO CONSELHEIRO DE ÂNGELO
CLÁUDIO, CONDENADO À MORTE POR EXCESSO DE RIGOR IMPOSTO POR ÂNGELO
LÚCIO, DEVASSO, MAS AMIGO DE CLÁUDIO
ISABELA, IRMÃ DE CLÁUDIO, QUE TENTA DEFENDÊ-LO
JULIETA, NOIVA DE CLÁUDIO
FREI TOMÁS, AMIGO DO DUQUE
MARIANA, ANTIGA NOIVA DE ÂNGELO, ABANDONADA POR ESTE
MADAME JAPASSADA, CAFETINA EM VIENA
POMPEU, CRIADO DE MADAME JAPASSADA
DELEGADO, QUE DIRIGE A PRISÃO E RESPEITA A LEI
O foco de Shakespeare está nas questões éticas e morais. Vicentio, Duque de Viena, sabe que foi leniente no cumprimento de leis sobre comportamento sexual. Afasta-se temporariamente do cargo de governante e se disfarça de frei Ludovico a fim de investigar o que realmente se passa em seu ducado, deixando o governo nas mãos de um substituto, Angelo, um exemplo de firmeza moral.
Angelo logo faz cumprir com rigor excessivo as leis: Cláudio, noivo de Julieta, a engravidou antes de casar-se e por isso será condenado a morte. A punição é excessiva uma vez que o noivado era reconhecido como uma espécie de contrato de pré-nupcial na época. O conselheiro Éscalo e um juiz tentam persuadir Angelo a não condenar o jovem à morte. O delegado, chocado com a condenação de Cláudio, perguntar a Angelo se é mesmo verdade que o jovem deve ser executado. Angelo se mostra inflexível.
Desesperado, Cláudio pede a Lúcio que procure sua irmã, a noviça Isabela, para que ela venha em seu auxílio. Isabela intercede pelo irmão e, a princípio, Angelo é frio e nega. Porém, aos poucos, ele é tomado do mais ardente desejo por Isabela e pede que ela volte no dia seguinte para saber o que ele vai resolver. Ao sair, Isabela diz “Deus salve a sua honra” e Angelo, depois sozinho, faz um monólogo em que expressa todo o seu desejo pela moça:
De ti: dessa virtude!
A culpa disso, então, é dela ou minha?
Quem peca mais? Quem tenta ou é tentado?
Não é ela que tenta, mas sim eu,
Que ’stando ao lado da violeta ao sol,
Imito o verme vil, e não a flor,
Corrompendo a beleza. Mas pode
O pudor trair nosso bom senso
Mais que luz feminina? Tendo tanto campo,
Havemos de arrasar um santuário
Para nele lançar nossos demônios?
Que vergonha!
Que fazes, Ângelo? Antes, quem és?
Teu desejo por ela vem das coisas
Que a fazem boa? Deixa que o irmão viva!
O roubo do ladrão se justif**a
Com um juiz larápio. Será que amo,
E desejo de novo ouvir a sua voz?
E g***r do seu olhar? Qual é o meu sonho?
Pra agarrar um santo, o astuto demônio
Usa um santo pra isca. É perigosa
A tentação que nos leva ao pecado
Por amor à virtude. A pr******ta
Não pode, com sua arte e seu vigor,
Tocar-me a têmpera; mas sua virtude
Me conquistou. E até hoje eu sorria,
Sem compreender o homem que sofria.
Isabela volta na manhã seguinte a fim de conhecer a decisão de Angelo. Ele diz claramente que poupará a vida de Cláudio desde que Isabela lhe ceda “o tesouro de seu corpo”. Ela se recusa porque se o irmão vai perder a vida, ela vai perder sua alma ao aceitar esse tipo de proposta.
Isabela vai à prisão e conta a Cláudio a proposta de Angelo. O irmão, chocado, concorda com a recusa dela, mas depois sugere não ser tão grave assim o pedido de Angelo, reconhecendo finalmente:
A morte é coisa horrível.
Morrer, sem saber pr’onde vamos,
Jazer no frio e lá apodrecer;
Sensações que se movem, calorosas,
Tornadas massa bruta; enquanto o espírito
Vai se banhar em fogo, ou residir
Na emocionante região dos gelos;
Ser prisioneiro de ventos que cegam,
Jogado aqui e lá, com violência,
Por este mundo; ou, pior ainda,
No que o pensamento, sem certeza,
Concebe uivando – é por demais terrível.
A mais odiosa vida deste mundo –
Com dor, idade, cárcere ou penúria
Lançados à natureza – é um paraíso
Diante do nosso temor à morte.
O duque, disfarçado de frei Ludovico, ouve a conversa dos irmãos e diz a Isabela que quer falar com ela. O duque/frei conta a Isabela a história de Mariana, com quem, cinco anos antes, Angelo mantivera um noivado e que a abandonou, quebrando o pré-contrato, ao saber que o dote da moça se perdera com um irmão morto em um naufrágio. O duque/frei sugere que Isabela aceite a proposta de Angelo para resolver dois problemas: salvar a vida do irmão e conseguir que Angelo confirme seu noivado, dormindo com Mariana pensando ser Isabela. Mariana é convocada para o plano e concorda em substituir Isabela no encontro.
Tudo parece resolvido mas Angelo quebra sua palavra, mandando o delegado executar Cláudio mesmo depois de dormir com Mariana (ele pensa que dormiu com Isabela). Sabendo da ordem sumária de Angelo, duque/frei convence o delegado entregar a Angelo a cabeça de um preso que tivera morte natural naquela manhã. Depois, escreve a Éscalo e a Ângelo, anunciando sua volta imediata e pedindo que o recebam formalmente junto às portas da cidade.
No dia seguinte, com todo o povo presente, Isabela acusa Angelo de ser assassino, hipócrita e violador de virgens, e Mariana se apresenta afirmando que Angelo é seu marido. Diante da negação de Angelo, frei Ludovico se apresenta como testemunha em favor das moças, é acusado de mentir. O duque revela sua verdadeira identidade e tudo se esclarece. Angelo é obrigado a casar-se com Mariana mas, depois do casamento, o duque condena-o à morte. Isabela, mesmo crendo na morte de Cláudio, apoia Mariana, que implora o perdão para o marido, que é perdoado. O delegado traz Cláudio vivo e ele se casa com Julieta. A peça acaba com o duque pedindo a mão de Isabela.
Isabela, cara.
Eu tenho uma proposta que pretende
Trazer-lhe bem e à qual, se der ouvidos,
O meu é seu e o que for seu é meu.
Entremos no palácio, onde há de ver
Tudo o que do porvir deve saber.
(resumos preparados pela prof. Liana Leão (UFPR e Academia Paranaense de Letras) e baseados no livro Shakespeare: o que as peças contam. De Barbara Heliodora.)
24/11/2023
Convidando...
Emoções na formação de docentes de línguas: reflexões e práticas
Quando: 01 Dezembro – das 14h às 16h
Onde: Sala 1009 – Ed. D. Pedro I 10º. Andar – Campus Reitoria UFPR
Inscrições gratuitas: https://forms.gle/zhovsgtmXXUgJJcd7
Francisco Fogaça, Ane Cibele Palma, eu e nossos alunos de Licenciatura em Inglês (UFPR) Vitoria Dubezkyj, Leticia Ragagnan Nunes e Vinicius Laurentino esperamos por você!
22/09/2023
30/08/2023
Alunos e alunas do Curso de Letras Inglês UFPR, que tal nos ajudar a construir a identidade visual do nosso site https://letrasingles.ufpr.br/?
Organizamos um forms: https://forms.office.com/r/6c8bkqi4qv que f**ará disponível até 25 de setembro. Será ótimo contar com a sua ajuda :)
23/08/2023
[DIVULGAÇÃO]
Curso de inglês para alunos UFPR - nível iniciantes
16/08/2023
[DIVULGAÇÃO]
| Segunda-feira | 09:00 - 17:00 |
| Terça-feira | 09:00 - 17:00 |
| Quarta-feira | 09:00 - 17:00 |
| Quinta-feira | 09:00 - 17:00 |
| Sexta-feira | 09:00 - 17:00 |
| Sábado | 09:00 - 12:00 |