30/09/2022
A OMS demonstrou que 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, sendo a segunda principal causa de morte entre esses mesmos jovens com idade entre 15 e 29 anos. Compreender este fenômeno tem sido um grande desafio para todos.
A depressão está ligada a mais da metade das tentativas de suicídio, muitas vezes, é silenciosa e não percebida pela própria pessoa ou por familiares e pessoas próximas.
O comportamento suicida envolve ideação, planejamento, tentativa e suicídio propriamente dito, comportamentos em geral motivados por crenças de desesperança.
A desesperança é uma cognição, uma crença de um futuro sem perspectivas, e está intimamente relacionada à intenção suicida. Ela pode ser compreendida como uma crença pertinente a um esquema de suicídio que, quando ativada, recorre a recursos cognitivos que o reforçam. Percebe-se que, com esses pensamentos, o indivíduo não consegue vislumbrar outra saída, que não seja acabar com a própria vida, único meio que acredita ter para lidar com seus problemas sem solução.
Geralmente estes pensamentos estão associados ao Transtorno de Humor Depressivo, onde sua interpretação do mundo está enviesada. Padrões cognitivos que levam o paciente a compreender a si mesmo, suas experiências e seu futuro de forma distorcida e não condizente com a realidade. Produzindo sofrimento psíquico a este sujeito.
E para um processo psicoterapêutico, da TCC (Terapia Cognitivo Comportamental), há uma busca pelo desenvolvimento de processos conscientes e adaptativos de pensamento, como o pensamento racional e a solução de problemas. Além disso, espera-se que o paciente reconheça e modifique sua maneira disfuncional de interpretação do meio, especificamente em dois níveis de processamento de informações, que são os pensamentos automáticos e os esquemas centrais.
O terapeuta tem como função educar o paciente, apresentando-lhe o modelo cognitivo, ressaltando as interpretações e distorções cognitivas e como estão associadas com emoções e comportamento disfuncionais. Desta forma, diminui o sofrimento psíquico e promove qualidade de vida.