12/08/2026
Nam Do-san, de Start-Up, me faz pensar em uma coisa que aparece muito quando falamos sobre neurodivergência: a interpretação das pistas sociais.
Grande parte da nossa comunicação acontece de maneira indireta. Aprendemos a interpretar expressões, tons de voz, pausas, gestos, ironias e expectativas que nem sempre são verbalizadas.
Mas e quando essas pistas não são tão fáceis de identificar?
Uma pessoa pode se importar profundamente com alguém e, ainda assim, não perceber que aquela pessoa está chateada.
Pode querer participar de uma conversa e não saber exatamente quando ou como entrar. Pode interpretar literalmente algo que outra pessoa considerava óbvio.
Isso não significa automaticamente autismo, TDAH ou qualquer outro diagnóstico — um personagem não pode ser diagnosticado pela observação de algumas características.
Mas podemos usar a ficção para refletir sobre algo muito real:
quantas vezes interpretamos um comportamento como falta de interesse quando, na verdade, a pessoa simplesmente não interpretou a situação da mesma maneira que nós?
Talvez comunicação também seja aprender a tornar explícito aquilo que costumamos presumir que o outro já sabe. 💜