25/11/2022
O abortamento provocado é um processo complexo e envolve diversos fatores, tais como a falta de educação sexual, gravidez indesejada, desemprego e a falta de apoio do parceiro e/ou família.
Embora encoberto por tabus e preconceitos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, no Brasil o ab**to representa a quarta causa de morte materna, configurando-se como um problema de saúde pública.
A decisão de interromper a gravidez até o abortamento inaugura um período de extrema sensibilidade emocional, o que demanda não apenas assistência técnica, mas também apoio em relação ao processo de perda e, então, à vivência de luto.
No entanto, comumente, o processo de luto nessa situação não é reconhecido e, portanto, a sua manifestação pode ser problemática, sendo vivenciada como um trauma e podendo levar ao adoecimento.
Para que a dor subjetiva de uma perda seja dissipada, é necessário que “ela seja dita, vivida, sentida, refletida e elaborada, mas nunca negada” (Gesteira, Barbosa & Endo, 2006, p. 465). Nesse sentido, espaços solidários, de escuta, cuidado e acolhimento, quando ofertados, desapontam as possibilidades de enlutamento e de ressignificação dessa experiência.
Referências:
Gesteira, S.M.A.; Barbosa, V.L; Endo, P.C. (2006). O luto no processo de ab**to provocado. Acta Paulista de Enfermagem, 19 (4), p. 462-467. Recuperado de: https://doi.org/10.1590/S0103-21002006000400016
Texto alternativo: Post em carrossel com cinco imagens contendo o texto da legenda em fundo branco e detalhes em verde e marrom de folhagens, círculos e linhas. Na primeira imagem há o título " O luto em ab**to provocado". A última imagem convida o leitor a compartilhar, salvar, acessar as referências e comentar, caso tenha gostado do conteúdo.