15/09/2026
Eu passava oito horas encantando pessoas na integração. Depois, vi essas mesmas pessoas serem demitidas em minutos.
Aos 24 anos, acompanhei uma das experiências mais traumáticas da minha vida profissional: demissões em massa.
Na entrada, eu apresentava benefícios, possibilidades de crescimento e tudo que aquelas pessoas poderiam construir ali. Na saída, não dedicávamos sequer meia hora.
Eu propunha orientação de carreira, workshops de currículo e LinkedIn, apoio do RH. Se precisávamos demitir, não poderíamos oferecer algum preparo para o que viria depois?
Minhas propostas pareciam distantes da realidade empresarial. Quando havia apoio à recolocação, ele era reservado aos cargos mais altos. Quem tinha menos recursos para enfrentar o desemprego ficava sem suporte.
Foi ali que entendi a mudança que queria promover: preparar pessoas para conduzir a própria carreira, sem vender a fantasia de que dedicação garante estabilidade ou de que alguém está cuidando do nosso futuro por nós.
Isso não diminui a responsabilidade das empresas. Mas reforça a importância da educação para a carreira.
Afinal, quase todo mundo aprende a trabalhar. Quantas pessoas aprendem a conduzir a própria trajetória?
É isso que levo às empresas nas palestras, às faculdades como professora e ao DDE, minha Escola de Carreira, que está com vagas abertas.
E você: algum conteúdo meu já mudou sua forma de enxergar o trabalho ou ajudou em uma decisão? Me conta nos comentários👇🏻