02/02/2026
Volta às aulas normalmente traz aquele cheirinho de material novo, não é mesmo? Coloridos, cheios de compartimentos, estampa do personagem preferido, a estrela do momento é o estojo escolar (ou penal, como é conhecido aqui em Curitiba) – e seus acompanhamentos – os lápis grafite, lápis de cor, borracha, canetas coloridas, caneta gel, caneta glitter, borracha, apontador, cola, tesoura e .... ufa! Ainda cabe mais coisa lá dentro!? Sim! É dessa forma que nossos pequenos voltam entusiasmados para as aulas.
Mas o que é para ser ferramenta de trabalho no espaço escolar – e em casa também – pode se tornar um problema! Vamos pensar juntos...
Vivemos em um mundo em que somos bombardeados de estímulos o tempo todo porque utilizamos as tecnologias digitais como forma de lazer também... Então, a falta de foco e a dificuldade em manter a atenção sustentada é um problema que atinge a todos, adultos e crianças. Quando se coloca diante de uma criança um estojo cheio de estímulos visuais, com excesso de compartimentos, materiais e até chaveiros, propicia-se um potencial gatilho de dispersão no momento das atividades. A professora pede para criança pegar o lápis vermelho para destacar as palavras acentuadas, por exemplo, e a criança precisa procurar o lápis entre os 36 tons que possui no seu estojo! E o apontador, que brinca de esconde-esconde dentro da imensidão daquela verdadeira papelaria!? Sem falar da borracha - que se não ganha desenhos durante as explicações da professora – é picotada pelas mãozinhas ansiosas que insistem em usar a tesoura na hora errada!
Independente se a criança possui dificuldades e/ou transtornos de neurodesenvolvimento, o estojo escolar deve ser funcional, facilitando a busca, organização e até a autonomia da criança.
Confira algumas dicas nos comentários.
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