06/01/2023
A ciência avançou muito nos últimos anos na busca para descobrir os mecanismos neurológicos por trás da memória. Como ela é adquirida, como se consolida, patologias que aceleram sua perda e as formas possíveis de prolongá-las.
Temos a nossa disposição indicações de como manter a memória afiada:
>> revistas, jogos, exercícios, técnicas que garantem aumentar o nosso poder de memorização. Mas, e quanto ao esquecimento?
° Em seu livro A arte de esquecer (2004), Izquierdo afirma que é “necessário esquecer para poder fazer generalizações e, portanto, pensar”.
Para que a consciência possa focalizar determinados aspectos do mundo externo ou da experiência subjetiva interior, deve haver inibição transitória (não o apagamento) de reminiscências, associações e imagens memorizadas que, do contrário, perturbariam a focalização da tarefa em pauta.
Logo, é esquecendo que podemos memorizar aquilo que, para nós, é relevante em determinado momento.
Pesquisas atuais visam tratamentos eficazes, como medicamentos e terapias que buscam como resultado o esquecimento de acontecimentos dolorosos como fobias e estresse pós-traumático.
Métodos atrativos, talvez, não só para quem sofre de transtornos psicológicos, mas para aqueles que gostariam de extinguir alguma lembrança que julgam insuportável.
>> Mas qual seria o nível de esquecimento que poderíamos obter?
▫️O psicanalista Sigmund Freud postulou em sua teoria da repressão * que ideias ou impulsos inaceitáveis para a consciência são suprimidos, inconscientemente, como uma barreira de proteção, e assim impedidos de entrar no estado consciente.
A repressão é um mecanismo de defesa que age para afastar um desejo, mantendo-o a distância, no inconsciente, para evitar o desconforto de uma lembrança que o sujeito não está pronto para admitir.
>> No entanto, esse material reprimido vez por outra eclode no consciente, ainda que de forma contrária a vontade do sujeito, estando relacionado com a ansiedade e doenças psicossomáticas.