07/10/2025
🧠 Você compartilha por acreditar ou por estratégia?
Novo estudo da UFPR desvenda as verdadeiras motivações por trás do compartilhamento de fake news. A pesquisa, conduzida pela Dra. Cristiane Sinimbu Sanchez (membro do ), mostra que a desinformação é muitas vezes uma arma estratégica nas guerras culturais.
A conclusão é que as pessoas não compartilham apenas por ignorância, mas para reforçar suas visões de mundo e causar dano a adversários políticos.
"O objetivo passa a ser causar dano ou manter a confusão", explica o orientador do estudo, Prof. Rafael Cardoso Sampaio (coordenador do COMPADD).
Entender essa complexidade é o primeiro passo para combater o problema de forma eficaz.
Acesse aqui ou link na bio
https://ciencia.ufpr.br/portal/divulgacao-de-fake-news-pode-ter-motivacoes-emocionais-e-estrategicas-diz-estudo/
19/08/2025
🚨 Pesquisa inédita sobre IA no ensino superior!
Rafael Cardoso Sampaio, professor da UFPR e coordenador do Compadd, revela que a maioria das universidades brasileiras ainda não possui regras claras para o uso de inteligência artificial em sala de aula.
🔎 Entre mais de 150 instituições analisadas, apenas 7 apresentaram documentos oficiais sobre o tema.
👉 O estudo alerta: sem diretrizes, cresce a insegurança jurídica e pedagógica, além de riscos para integridade acadêmica e proteção de dados.
Pesquisa feita nas principais universidades mostra que uso da IA segue desregulado no ensino superior brasileiro
De um universo de 150 instituições, apenas sete possuem algum tipo de documento que regulamente a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) entre alunos e professores
10/01/2025
💡 Disponível para download!
O livro “Diretrizes para o uso ético e responsável da Inteligência Artificial Generativa”, lançado em dezembro pela Intercom, aborda o uso produtivo da IA generativa no universo acadêmico.
Entre os autores está o coordenador do COMPADD, Rafael Cardoso Sampaio, professor e pesquisador do Departamento de Ciência Política da UFPR. Os outros autores são Marcelo Sabbatini, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Ricardo Limongi, da Universidade Federal de Goiás (UFG).
📖 O guia tem o objetivo de desmistificar o hype e os temores infundados sobre a tecnologia, oferecendo um guia prático e acessível — essencial diante da falta de materiais similares no Brasil.
🔗 Confira e faça o download gratuito - link na bio!
24/10/2024
📢 Curso Gratuito: "Análise de Conteúdo: novas perspectivas e abordagens"
🔍 Quer aprender a realizar uma análise de conteúdo quantitativa de forma científica e prática? Participe do curso Análise de Conteúdo: novas perspectivas e abordagens com o professor Rafael Cardoso Sampaio!
📅 Datas: 28, 29 e 30 de outubro
⏰ Horário: 19h às 22h
💻 Totalmente gratuito!
👥 Aberto para pesquisadores, estudantes e profissionais que desejam aplicar a análise de conteúdo em suas pesquisas de mercado ou acadêmicas.
Neste curso, você aprenderá a técnica mais confiável, replicável e quantitativa de análise de conteúdo, essencial para avaliações científicas de diferentes tipos de conteúdo. Com base nas exigências dos principais periódicos científicos do mundo, o curso oferece uma leitura atualizada da técnica amplamente conhecida através de Laurence Bardin, com foco em aplicações quantitativas para pesquisas rigorosas e replicáveis.
LINK PARA INSCRIÇÕES: https://www.idp.edu.br/mestrado-adm/escola-de-metodos/analise-de-conteudo-novas-perspectivas-e-abordagens/
17/10/2024
Hoje, tive uma grata surpresa. Os gentis colegas da Parábola Editorial me enviaram o último livro do Robson Cruz "O mal-estar na escrita acadêmica" e de quebra me mandaram outros dois livros do colega, a saber " O Zen e a arte da escrita acadêmica" e o romance "Diário de um artigo inacabado" (quem nunca? rsrs).
Conheci o Robson em um evento no PPG de Psicologia da USP Ribeirão Preto e posso tranquilamente dizer que foi a palestra mais relevante que estive nos últimos anos.
Ele é um psicólogo doutor que estuda o bloqueio da escrita acadêmica, enfatizando uma série de problemas presentes na vida nas universidades e na pesquisa acadêmica.
Entre outras coisas, Robson Cruz defende que paremos de romantizar a escrita, paremos de achar que apenas a leitura cria bons escritores, que paremos de achar que preconceito linguístico é algo aceitável e que passemos a investir diretamente no treinamento prático de nossos futuros acadêmicos.
Escrevi um texto que vou deixar no primeiro comentário sobre o livro anterior do Robson, que é o Bloqueio da Escrita Acadêmica: Caminhos Para Escrever com Conforto e Sentido.
Honestamente, a leitura do trabalho do Robson me fez repensar criticamente boa parte de minha própria trajetória e eu recomendo fortemente para discentes com dificuldade de escrever e inclusive para colegas professores.
O livro mais recente pode ser comprado aqui:
https://www.parabolaeditorial.com.br/o-mal-estar-na-escrita-academica
07/10/2024
Diretrizes para o uso ético e responsável de inteligências artificiais generativas: : um guia prático para pesquisadores
Pessoal,
toda vez que dou uma palestra ou curso sobre Inteligência Artificial, naturalmente as principais demandas são por princípios, diretrizes e regramentos similares para um uso ético e responsável.
Surpreendentemente (ou não), não temos nada ainda similar de CAPES e CNPq e nem de MEC ou MCTI. Poucas universidades também fizeram uma discussão aprofundada e tornaram públicas suas regras.
Assim, peguei um pouco do que tenho estudado neste último ano e montei esse guia. Resolvi colocar aberto em preprint para receber eventuais contribuições.
Tentei apresentar os princípios gerais mais normativos que já temos consenso, mas busquei ir um pouco além e verificar os efetivos usos das ferramentas e quais são os cuidados que devemos ter em termos éticos e de responsabilidade.
Ainda não sei onde publicar. Aceito ofertas. rsrs
Link no primeiro comentário.
04/10/2024
Como a IA é usada em uma decisão tão importante de nossas vidas como aposentadoria e outros benefícios do INSS?
Foi esse interesse que moveu a professora Maria Alejandra Nicolás e eu quando ficamos sabendo que algum tipo de sistema automatizado do órgão estava recusando pedidos de aposentadoria em 5 minutos!
Aí com base em auditórias realizadas pelo TCU e pela CGU, a gente fez uso do quadro teórico de IAs de interesse público e avaliou o caso do INSS. Em especial, reforçamos que independentemente de sua eficácia e eficiência, o sistema do INSS precisa de transparência, justificação pública, governança e monitoramento de riscos e participação cidadã para ser efetivamente considerado de interesse público e promover equidade.
Estou bastante feliz, pois fazia bastante tempo desde a minha publicação internacional e ainda é uma revista bacana e aberta. :)
O caminho para a pesquisa você encontra no primeiro comentário. ;)
21/09/2024
Acabei de voltar de interessantíssimo seminário na Enap sobre inteligência artificial, governança e democracia. Fiz uma apresentação sobre regulação de inteligência artificial generativa sob a perspectiva do sul global.
Agradeço a Fernando pelo convite e pela organização, assim como todos colegas da ENAP. Foi um enorme prazer escutar os colegas especialistas em democracia, governança e IA em vários aspectos, como Fernando, Virgílio, Ricardo Fabrino, Helen Margretts, Rafael Zanatta e tantos outros.
Foi incrível também poder trocar com as parceiras acadêmicas Christiana Freitas e Maria Alejandra Nicolás.
Aprendi muito e acho que pude contribuir um pouco também. A regulação de IA generativa deve levar aspectos econômicos e políticos para ser realizada. Em outras palavras, a regulação do uso de IA no governo e em políticas públicas não é a mesma que a regulação de IA generativa.
A apresentação está aqui:
https://www.researchgate.net/publication/384196025_Regulacao_e_principios_para_IAs_generativas_questoes_do_Sul_Global_Seminario_inteligencia_artificial_governanca_e_democracia
15/09/2024
Fiz uma apresentação na Fiocruz sobre impactos das IAs sobre a pesquisa acadêmica.
A minha mudança para seminários anteriores é que tenho dito que é hora de lidar com o elefante na sala. MEC, Capes, CNPq e as próprias universidades precisam debater como usar e como não usar IA no ensino e pesquisa.
Tenho dito que precisamos enfatizar o processo acadêmico.
Proibir o uso vai apenas incentivar os alunos a fazerem em segredo e sem orientação.
Professores precisam se capacitar para fazer essa orientação.
Pesquisa acadêmica não se restringe aos produtos: artigo, tese.
Existe um processo inteiro da pesquisa. IAs podem ser incorporadas a este processo.
Certas tarefas podem ser terceirizadas (revisão, tradução), outras não (escrita), como bem me falou Ricardo Fabrino Mendonça.
Aprender a ler e a escrever são parte vitais do processo, assim como ter autonomia para análises.
Não podemos deixar que a IA nos substitua em tarefas vitais como a leitura e escrita.
É difícil adquirir essas habilidades, mas é parte do processo. Temos de conseguir passar isso aos alunos. A IA deve ajudar e não ser algo para se apoiar em excesso. Não podemos depender excessivamente dela para tudo.
Para quem tiver interesse, a apresentação completa está disponível no primeiro comentário.
24/08/2024
Ontem, dei uma palestra sobre impactos da inteligência artificial na pesquisa acadêmica no curso de Pós-graduação em Psicologia da USP Ribeirão Preto e posso dizer que foi uma excelente experiência. Muitas vezes falamos de forma genérica ou mesmo vazia sobre interdisciplinaridade, mas essas minhas apresentações para outros cursos e mesmo áreas têm sido as trocas mais interessantes de minha carreira acadêmica.
Com os colegas da Psicologia mesmo, pude aprender muito sobre escrita científica (com o incrível Robson Cruz!!) e sobre questões do processo da pesquisa acadêmica. Isso me ajudou a resolver alguns impasses que eu estava com minhas próprias reflexões sobre as IAs “fazerem coisas em nosso lugar”. Sinto que consegui fazer avanços por essas trocas e as colegas do PPG me disseram coisas semelhantes em termos de ganhos de reflexão. E não me refiro a trocas apenas com as docentes, mas com as discentes também. Gurizada (sim, estou no Paraná) trazendo perguntas excelentes!
Apresentei sobre: 1 mudanças no fazer científico, 2 consequências e reflexões dessas mudanças e 3 Limites e usos éticos para as IAs na pesquisa científica. Tivemos excelentes discussões sobre autoria, e quais papeis nos “restam” se as máquinas começam a fazer diversas tarefas da pesquisa acadêmica. Os colegas me fizeram ver a importância de questões como sensibilidade, criatividade e do processo. Que pesquisa acadêmica está longe de ser apenas o produto (artigos e trabalhos de conclusão) e que o processo é o mais importante. Continuo refletindo sobre isso. Além disso, sobre as adaptações que precisaremos fazer na forma como interagimos com os discentes e como fazemos avaliações. Seria a prova escrita a melhor solução? Não sabemos.
Quem quiser, eu coloquei a apresentação online no primeiro comentário.
Então, agradecer demais a Clarissa Corradi-Webster, coordenadora do PPG de Psicologia, pelo convite e pelas ótimas trocas!
17/08/2024
Tive a grande honra de debater com FERNANDO FILGUEIRAS sobre impactos da inteligência artificial na sociedade, na política e mesmo nas democracias. O debate se deu no importantíssimo Fora da Política Não há Salvação de Cláudio Couto, que é honestamente o melhor podcast de Ciência Política que conheço.
https://open.spotify.com/episode/0jWNO7zsRdUXqfU6igadOX?si=8bdil3MRRyOXYwO4z2HzpA&nd=1&dlsi=81c8b35606a54c1f
Inteligência Artificial e a Democracia | com Fernando Filgueiras & Rafael Sampaio | 237
Episode · Fora da Política Não há Salvação · A inteligência artificial se tornou um dos temas – senão o tema – mais discutidos da atualidade. Tornou-se objeto de debate o seu emprego na pesquisa científica, na produção artística, na publicidade, na segurança e, claro, na política....
05/08/2024
Amanhã, às 8h30, estarei em uma mesa redonda da
ABCP - Associação Brasileira de Ciência Política, apresentando resultados de uma pesquisa sobre o uso de métodos qualitativos na Ciência Política ao lado de colegas super qualificados! Para quem estiver presencial, encontre-nos no PASL (2. andar), sala 10.