Drª Paola Fadul

Drª Paola Fadul Drª Paola Fadul - CRM/MT 8110.

- Formada na UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista - na cidade de Presidente Prudente/SP;

- Especialização em Pediatria também na UNOESTE/HRPP;

- Especialização em Neurologia Infantil na UNESP em Botucatu/SP.
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�Locais de Atendimento:

�Cuiabá-MT
�Rondonópolis-MT
�Primavera do Leste-MT

21/08/2026

Durante muito tempo, eu achei que coragem fosse chegar até aqui sem medo. Hoje eu sei que coragem foi sentir medo de tudo e, ainda assim, atravessar aquela porta.

Quando o centro cirúrgico se fechou atrás de mim, eu carreguei comigo uma vida inteira. Minha família, minha casa, meus pacientes, cada pessoa que esteve ao meu lado, cada dia difícil desses últimos meses. E, principalmente, a Catarina. Lembro de começar a contar de 10 até 1. Lembro do 10, do 9, do 8. Do 7, eu já não lembro mais.

Mas eu lembro de abrir os olhos.

E talvez nenhuma imagem consiga traduzir o que aquele momento significou para mim. Eu estava do outro lado. Depois de tudo o que meu corpo enfrentou, de cada sessão, de cada desafio e de todas as vezes em que precisei escolher continuar, eu tinha atravessado.

Eu achei que sairia daquela sala diferente. E saí.

Mas não menos eu.

Saí mais inteira. Mais consciente da vida. Mais grata por ainda poder vivê-la.

O centro cirúrgico não foi apenas o fim de uma etapa. Não foi medo. Para mim, foi um renascimento.

Eu atravessei.

Eu ainda estou aqui.

E, depois de tudo, eu ainda sou Paola.

Essa semana eu falei sobre os sentidos. E terminei ela prestando atenção nos meus próprios.O cheiro do café, o som da ch...
21/08/2026

Essa semana eu falei sobre os sentidos. E terminei ela prestando atenção nos meus próprios.

O cheiro do café, o som da chuva no Mato Grosso, o silêncio depois de um dia cheio. Pequenas coisas que o corpo sente antes da mente perceber.

Qual sentido te trouxe paz essa semana? Me conta.

20/08/2026

Existem informações que são difíceis de ouvir. Mas são ainda mais perigosas quando nunca chegam às famílias.

O caso do João Gabriel nos obriga a falar sobre elopement, a fuga involuntária que pode acontecer com crianças autistas, especialmente aquelas com maiores dificuldades de comunicação e percepção de perigo. Não é desobediência. Não é “falta de limite”. E a resposta não está na bronca. Está na prevenção, na adaptação do ambiente e, principalmente, na informação.

Travas, cercas, alarmes, atenção aos acessos da casa e uma rede de cuidadores que conheça esse risco podem fazer diferença. Nenhuma família deveria descobrir a existência desse comportamento depois de uma tragédia.

Por isso, mesmo sendo um assunto doloroso, eu escolhi falar. Porque informação também é uma forma de proteção.

Salve este vídeo e compartilhe com pais, familiares, professores e cuidadores de crianças neurodivergentes. Essa informação precisa chegar antes do perigo.

Tem criança que sente o mundo em volume mais alto. A luz incomoda mais. O tecido arranha mais. O barulho invade mais. Is...
19/08/2026

Tem criança que sente o mundo em volume mais alto. A luz incomoda mais. O tecido arranha mais. O barulho invade mais.

Isso não é exagero, é o sistema nervoso dela funcionando em outra frequência. E merece ser respeitado, não corrigido à força.

Salve esta frase e compartilhe com quem ainda confunde sensibilidade com manha.

Existe um sentido que quase ninguém explica direito, e que responde por boa parte do comportamento infantil que os adult...
18/08/2026

Existe um sentido que quase ninguém explica direito, e que responde por boa parte do comportamento infantil que os adultos chamam de exagero.

Arrasta o carrossel e entenda como o corpo processa o mundo antes mesmo de qualquer palavra ser dita.

Salve este conteúdo. Você vai precisar dele em algum momento.

13/08/2026

Hoje, olhando para esse vídeo depois de tudo o que aconteceu, eu consigo perceber o quanto aquela noite representava.

Eu estava prestes a passar por uma cirurgia e, pela primeira vez em muito tempo, precisei ocupar o lugar de quem é cuidada.

Sou médica há 15 anos. Passei grande parte da minha vida cuidando, orientando e tentando oferecer segurança para outras pessoas. Mas, naquele momento, eu precisei aprender a confiar sem estar no controle.

A cirurgia passou. O medo passou. E ficou uma lição que eu carrego comigo: permitir ser cuidada também é um ato de coragem.

Compartilho esse registro porque, às vezes, a gente só entende a força que teve depois que atravessa aquilo que tanto temia.

E eu atravessei.

Catarina 9 meses 💛Lorenzo 3.6 💙Hoje a comemoração foi dupla, junto com o papai. Filha, você continua sendo o maior e mel...
11/08/2026

Catarina 9 meses 💛
Lorenzo 3.6 💙

Hoje a comemoração foi dupla, junto com o papai.
Filha, você continua sendo o maior e melhor motivo para sorrir. Nossa razão diária. Nosso amor incondicional.

Amor, você é nosso porto seguro. Nossa razão e calmaria durante as tempestade. Nossa agitação pelas manhãs ao acordar. Sabemos que você está ali, sempre, quieto ou brincando. Obrigada por não medir esforços pela nossa família, por ser meu parceiro e o melhor pai pra Catarina. Feliz aniversário!!! 🥳

Amo vocês!!! ❤️

07/08/2026

Existem dias em que a vida nos coloca em lugares que nunca imaginamos ocupar.

Naquele dia, eu fui médica. Eu acolhi, escutei, expliquei e cuidei de uma família que confiou a mim uma parte importante da sua história.

Mas algumas horas depois, eu sentei em uma cadeira diferente. Estendi meu braço e me tornei paciente.

Entre o consultório e a quimioterapia, existiram apenas 11 minutos de carro. Mas, dentro de mim, existiam dois mundos: o de quem cuida e o de quem precisa ser cuidado.

Essa é uma parte da minha história que poucos conhecem. Uma história de medo, coragem, amor e ressignificação.

Porque, antes de qualquer título, existe uma pessoa. E foi vivendo a minha própria vulnerabilidade que eu entendi ainda mais a importância de oferecer presença, acolhimento e humanidade a cada paciente que passa por mim.

Esse é o episódio 4 da minha história.

04/08/2026

As crianças não dizem que estão ansiosas. Elas mostram.

E a maioria dos adultos ainda não sabe ler esses sinais.

Assiste até o fim. Isso pode mudar a forma como você interpreta o comportamento do seu filho.

Compartilhe com pais e educadores. Esse conhecimento salva relacionamentos e trajetórias.

Agosto chega como um convite para recomeçar.Nem sempre um novo mês traz respostas, mas sempre nos oferece a oportunidade...
03/08/2026

Agosto chega como um convite para recomeçar.

Nem sempre um novo mês traz respostas, mas sempre nos oferece a oportunidade de seguir com mais intenção, presença e propósito.

Por aqui, continuo escolhendo fazer medicina da mesma forma que comecei: com escuta, acolhimento e respeito pela história de cada paciente e de cada família que cruza o meu caminho.

Obrigada por acompanhar este espaço, por confiar e por fazer parte dessa jornada. É muito bom ter vocês por aqui.

Que agosto seja um mês de leveza, esperança e novos começos.

E você, qual é a sua intenção para este mês?

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