11/09/2026
Hoje, enquanto pensava no que postar, li a notícia de que no Torneio de Wimbledon será proibida a presença de influencers, pelo fato que no US Open alguns que haviam sido convidados estavam mais preocupados em fazer conteúdo do que em respeitar os jogos e seguranças precisaram intervir, retirar pessoas e material dos camarotes.
Estamos extrapolando não só em grandes evntos. É em jantar de família, em aniversário, em qualquer encontro, academia, teatro - tudo vira stories.
Tenho evitado usar celular quando saio e exercitado estar presente no ‘ aqui e agora’. E quando o deixo na bolsa, sei que alguém ali fotografará, mandará nos grupos e publicará em alguma rede social.
Como éramos felizes quando ninguém fotografava as festinhas. Um olhar furtivo era só nosso, e não virava story. Um segredo cochichado no ouvido continuava sendo segredo e não legenda. O que era da festa, ficava na festa.
E isso, diferente de hoje, nos dava mais liberdade pra sermos exatamente quem éramos naquele instante, sem editação ou pensar em quem ia assistir depois.
A ideia não é condenar quem registra. Eu mesma já registrei, e vou registrar de novo. Só fico pensando no tanto que a gente perde de presença real quando troca viver por documentar.
E sei como é gostoso colocar as lembranças no papel depois, porque escrever é o único registro que exige que a gente sinta de novo antes de contar.
Sinto saudade do tal jeito de estar presente. De rir alto sem me preocupar com alguém fotografando (e eu sair com a boca torta). Em dançar sem medo de ser filmada (e parecer id**ta). De cada instante ser como ele deve ser: irrepetível, só nosso, e exatamente por isso, inesquecível.
Era tão bom só viver, sem se preocupar em virar conteúdo.