15/04/2025
Ontem, a Lua ascendeu ao céu como um poema em suspensão, bordando de prata o véu escuro da noite. Entre nuvens suaves e fios calados, seu brilho murmurava segredos antigos, como se cada raio tocasse a alma do mundo com dedos de lembrança.
Havia nela um encanto quieto, um convite à contemplação serena. Mais que astro, era espelho do tempo — e, mesmo sendo reflexo, ensinava: há beleza em iluminar com luz emprestada, e coragem em persistir mesmo quando tudo ao redor se cala.