29/10/2021
Na visão da Psicologia e Psicoterapia Consciencial uma das situações que mais dificultam o equilíbrio emocional é a exigência de perfeição que muitas pessoas têm.
A autoexigência gera uma sabotagem no desenvolvimento pessoal porque tende a paralisar a pessoa que a cultua.
Gera o perfeccionismo, no qual a pessoa tem muito medo de errar e, por isso, procura fazer tudo perfeito, certinho, sem o mínimo erro.
Quando algo sai errado, como é comum acontecer, o perfeccionista não aceita o erro, culpa-se e pune-se por isso.
Observando-se as aparências, podemos achar que ter perfeccionismo é algo bom, pois a pessoa está sempre procurando fazer as coisas perfeitas, pelo medo terrível que ela tem de errar.
Mas isso é muito diferente da virtude do esforço de aperfeiçoamento, pois quem está nesse caminho aceita que ainda não é perfeito e, portanto, admite o erro, analisando-o como um processo de aprendizado e crescimento interior.
É fundamental desenvolver a virtude chamada sentimento de aprendiz.
Quem se sente um aprendiz da vida dá o melhor de si mesmo para fazer escolhas conscienciais, ou seja, quando faz algo, age dando o melhor que pode para fazer aquilo bem feito, sabendo que pode acertar ou cometer erros e acontecer grandes ou pequenas imperfeições em sua ação.
Isso é normal e não é nada execrável, como acredita o perfeccionista.
Uma pessoa consciente jamais age com negligência quando realiza uma ação, nem tampouco exige de si mesma uma perfeição que não é possível.
Entretanto, mesmo dando o melhor que pode, admite que pode errar e o erro é uma oportunidade para aprender e se superar.
O perfeccionista jamais admite essa possibilidade.
A pessoa que traz a exigência de perfeição deve exercitar as virtudes do sentimento de aprendiz, da humildade, da mansidão, da autocompaixão, da autoaceitação e da flexibilidade, dentre outras, acolhendo-se quando erra, pois sabe que pode aprender com os seus erros.
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Alírio de Cerqueira Filho