30/06/2026
Adi Shankara (Advaita Vedanta)
Para Shankara, A espiritualidade não é um processo de aperfeiçoamento do indivíduo, mas de reconhecimento da sua natureza ilusória. O ser humano acredita ser uma entidade separada, limitada pelo corpo e pela mente, mas essa percepção nasce da ignorância (*avidya*). A realidade última é Brahman, a consciência absoluta, indivisível e eterna.
Sob essa ótica, muitas práticas espirituais modernas continuam presas ao mesmo erro fundamental: assumem que existe um "eu" separado que precisa ser curado, fortalecido ou iluminado. Para o Advaita, enquanto houver alguém tentando alcançar a iluminação, a ilusão permanece. O despertar acontece quando se percebe que o buscador e aquilo que ele busca são a mesma realidade.
A libertação não é adquirir algo novo, mas remover o véu da ignorância. O que somos nunca esteve perdido; apenas foi encoberto pela identificação com pensamentos, emoções e histórias pessoais.