19/09/2026
Dossiê PT: mais de duas décadas de poder sob a lupa
O PT chegou à Presidência em 2003. Em 2005, explodiu o Mensalão, esquema de pagamentos a parlamentares que terminou com condenações no STF de dirigentes petistas e aliados. Nos anos seguintes vieram novas crises políticas e, a partir de 2014, a Lava Jato revelou um gigantesco sistema de cartel, propinas e contratos superfaturados envolvendo a Petrobras, empreiteiras, operadores e políticos de diferentes partidos. Parte das condenações foi posteriormente anulada por questões processuais, fato que precisa ser separado da existência dos crimes e esquemas comprovados.
Na economia, o governo Dilma terminou marcado por forte recessão, desemprego crescente, deterioração das contas públicas e pedaladas fiscais. Em 2016, Dilma sofreu impeachment. O PT retornou ao Planalto com Lula em 2023. Desde então, déficit, crescimento da dívida, aumento de despesas e situação financeira das estatais voltaram ao centro da discussão. Os Correios, por exemplo, passaram a acumular prejuízos bilionários.
Também existe uma relação institucional que merece atenção: Lula e Dilma indicaram vários ministros ao STF. Indicação presidencial é constitucional e não transforma ministro em representante partidário. Da mesma forma, classif**ar ministros como “comunistas” sem evidência objetiva é opinião política, não fato.
Em 2026, o caso Banco Master colocou novas relações entre poder político, agentes públicos, empresários e o Judiciário sob escrutínio. Contratos milionários envolvendo o banco e escritório ligado à família de Alexandre de Moraes passaram a ser discutidos publicamente. Investigações e suspeitas, porém, não equivalem a condenações.
Mensalão, Petrobras, Lava Jato, recessão, impeachment, crise fiscal, estatais deficitárias, sigilos questionados e Banco Master. São mais de 20 anos de acontecimentos que precisam ser cobrados com documentos e fatos, sem transformar acusação em sentença. Porque, quando o histórico já é pesado, não é preciso inventar nada.