15/01/2026
Este vídeo nasce de uma reflexão filosófica e pedagógica (para um trabalho de filosofia) sobre o choro como linguagem universal.
Ao longo das sequências, acompanho diferentes momentos da infância para evidenciar que o choro não é apenas uma reação emocional, mas uma forma legítima de comunicação — anterior à palavra e independente dela - fome, medo, frustração, dor, saudade, solidão.
Nada é excesso. Nada é “drama”.
É expressão.
Do nascimento à solidão, da dor física à dor emocional, o choro aparece como resposta humana à falta, ao desejo, ao medo e à necessidade de vínculo. Filosoficamente, ele revela nossa condição de seres dependentes do outro; pedagogicamente, aponta para a responsabilidade ética de quem escuta.
Como pedagoga e educadora parental, compreendo o choro não como algo a ser interrompido, mas interpretado. Ele não pede silêncio, pede presença.
Escutar o choro é um ato ético.
Nesse sentido, o vídeo propõe um deslocamento do olhar adulto: do controle para a escuta, do julgamento para a compreensão.
“Às vezes, o choro fala por nós” porque, antes das palavras, ele já é linguagem.
E talvez continue sendo, ao longo de toda a vida.