Dicas da nossa língua portuguesa

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Informática : Portugu?

30/12/2025

✍🏾 As palavras de Carolina Maria de Jesus, escritora brasileira publicada em mais de 40 países, ainda ecoam na vida de milhões de mulheres trabalhadoras.

Mãe de três filhos, ela trabalhou como catadora de papel e empregada doméstica. Nos papéis que catava, escrevia sobre seu dia a dia e transformou sua luta em literatura.

📖 Seus textos atravessaram fronteiras e revelam o que permanece: enquanto trabalhamos e corremos contra o tempo, os ricos f**am cada vez mais ricos e os pobres f**am cada vez mais pobres e cansados.

Nós merecemos descanso, boa alimentação, dignidade e o direito de existir sem exaustão.

30/12/2025

Como não amar José Saramago? ❤

QUEM AINDA ERRA SIGNIFICADO/GRAFIA?VEJA OS EXEMPLOS OFERECIDOS PELO ESPECIALISTA DO GRUPO, Elias AntónioO texto na image...
14/12/2025

QUEM AINDA ERRA SIGNIFICADO/GRAFIA?

VEJA OS EXEMPLOS OFERECIDOS PELO ESPECIALISTA DO GRUPO, Elias António
O texto na imagem apresenta as diferenças de signif**ado e uso de pares de palavras homófonas ou parônimas na língua portuguesa.
Eis os exemplos (Especialista Elias António):
•Ela me traz sempre novidades. (Verbo trazer, no presente do indicativo
•Elias, traz-me o meu telefone. (Verbo trazer, no modo imperativo);
•Quem está atrás de mim?
•Atrás desse curral, há uma planície.
•Eu necessito de mais tempo para acabar este trabalho.
Conceição coloca canela de mais nos bolos e pãezinhos.
•A empresa precisava de mais funcionários para funcionar com eficácia e eficiência.
•Hoje está quente demais!
•A serpente é astuta demais.
•O homem deve comer para sobreviver; senão, ele morre.
•Compareçam amanhã; senão, não venham mais.
•Se não houver mais chuva este mês, a minha plantação secará.
•Se não existisse a maldade, o mundo seria um paraíso.
•Estando em frente do povo, o Presidente da República o persuadiu pelo seu discurso.
•O pastor passou em frente das ovelhas e conduziu-as ao pasto.
•Caso você queira ser um vencedor, enfrente sempre os problemas da vida.
•Eu enfrento este adversário; você, enfrente aquele.

11/09/2025

LÍNGUA PORTUGUESA MANUAL DO PROFESSOR

Débora PatríciaDébora Patrícia

26/08/2025

O conceito de racismo ambiental pode ser trabalhado de forma interdisciplinar nas escolas

26/08/2025

Recado importante para os dependentes do chatGPT! ⚠️

RESUMO DE "A LÍNGUA DO BRASILO mineiro Gladstone Chaves de Melo foi um GRANDE filólogo e linguista, com um estilo de esc...
25/05/2025

RESUMO DE "A LÍNGUA DO BRASIL
O mineiro Gladstone Chaves de Melo foi um GRANDE filólogo e linguista, com um estilo de escrita inconfundível. O homem era lúcido, certeiro, didático, sagaz e divertido. Uma cultura de dar inveja.
Impossível não virar fã logo na primeira leitura.
Da Faculdade de Letras da UFRJ, do Instituto de Letras da UFF, da Academia Brasileira de Filologia, recebeu (merecidamente) o Doutoramento Honoris Causa da Universidade de Coimbra em 1996.
GCM morreu em 2001, aos 84 anos.
Até hoje não entendo por que o meu curso de Letras (na UFRJ) não me apresentou esse espetacular professor. Bem... Hoje sei quem ele é. E o leio frequentemente. Faça o mesmo.
Dito isso, como já virou costume aqui no meu perfil do Facebook, farei mais um resumo de uma obra importantíssima para a formação linguístico-cultural dos estudantes de Letras e professores de Português — após três meses de leitura.
O livro "A língua do Brasil", escrito em 1945, foi melhorado e aumentado nas edições seguintes (a minha é a quarta edição, de 1981). O autor confessa que "não se passa em vão dos 27 aos 53 anos", isto é, pôde melhorar o texto por causa do acúmulo de conhecimento e temperança que o tempo lhe deu.
Eis os nove capítulos do livro que serão resumidos por mim nesta sequência de postagens (hoje é só a primeira):
1) A língua portuguesa no Brasil: resenha bibliográf**a
2) O problema, doutrinas, soluções
3) A influência tupi
4) A influência africana
5) A língua popular
6) A nossa pronúncia
7) Língua e Estilo
😎 O nosso vocabulário
9) A língua literária .........................
Segue o resumo do CAPÍTULO 1:
A LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL: RESENHA BIBLIOGRÁFICA
✅ P. 1-3: Gladstone começa marcando um fato da vida intelectual brasileira após a primeira guerra mundial, sobretudo a partir da década de 1930: uma profusão de textos tratando da realidade brasileira, sob diversos aspectos — históricos, artísticos, filosóficos, literários...
Esse movimento de pensar o Brasil certamente atingiu a língua, voltando mais uma vez o insistente problema da suposta "língua brasileira" e todas as discussões advindas disso.
Criado esse clima intelectual, cria-se também uma bibliografia. E é disso que trata Chaves de Melo neste capítulo, relembrando que o problema não é novo e que surge, como também diz Celso Cunha em seu livro "Língua portuguesa e realidade brasileira" (1968), naquele ambiente pós-proclamação da Independência (1822), quando o sentimento nacionalista se intensificou, e o sentimento de distinção de Portugal atingiu a visão sobre a própria língua: o mesmo idioma ou não?
GCM, assim como a maioria dos estudiosos, entende que a língua é a mesma, que há uma unidade na diversidade — isto é, o sistema linguístico é o mesmo apesar de haver duas normas (ou estilos): uma brasileira e uma lusitana.
Como o objetivo do autor, neste capítulo, é levantar uma bibliografia, fazendo a "revisão da literatura" acerca dos estudos das características próprias do português brasileiro, serve-se (mas não só) do livro "O Português do Brasil" (1936), de Renato Mendonça.
Sobre este livro de Mendonça, que esquematiza a história do estudo em questão apresentando três fases distintas (1826–1879; 1879–1920; 1920–) pelas quais passaram as discussões a respeito da "língua brasileira", GCM tece alguns elogios e críticas ao trabalho do autor: quanto aos elogios, diz ser um texto cronologicamente satisfatório apesar de um ou outro reparo que poderia ser feito; quanto às críticas, diz que Mendonça cai na mesma "opinião corrente e falsa" sobre José de Alencar ter instituído a existência do "idioma brasileiro". Sobre esse ponto, cito Chaves de Melo:
"Diz-se por aí, com efeito, a boca miúda que Alencar escrevia em 'brasileiro', desprezando as normas da língua literária tradicional. Por isso o enaltecem com ingenuidade os brasileiristas e lhe fazem sérias restrições os cata-piolhos gramaticais. A verdade, porém, é bem outra. Alencar escrevia em português de lei, com 'estilo brasileiro'. Temos um estudo realizado principalmente em Iracema e Ubirajara, o qual justif**a a afirmação (Alencar e a 'Língua Brasileira', 3.ª ed. (seguido de Alencar, Cultor e Artífice da Língua), Conselho Federal de Cultura, Rio, 1972)."
Acredita GCM que o primeiro português do século XX a tratar do aspecto linguístico brasileiro tenha sido Leite de Vasconcelos, em 1901, com seu livro (em francês) "Esquisse d'une Dialectologie Portugaise", no qual trata do "dialeto brasileiro" não como "a feição culta da nossa linguagem, mas os seus aspectos populares tomados em conjunto, de resto com diversos erros de fato".
Sobre a terceira fase (1920 em diante), chamada "dialetológica", a variedade brasileira do português (ou "a língua do Brasil", segundo o título de GCM) é vista não mais como um dialeto, e sim como um conjunto de dialetos. Segundo GCM, esta fase se inicia em 1920 com o aparecimento do marcante e admirável ensaio "O Dialeto Caipira", de Amadeu Amaral, considerado o primeiro estudo de m***a no âmbito da Dialetologia, apesar de ter havido um ou outro texto também relevante sobre o tema em 1909 (Joaquim Gomes de Campos Jr.) e em 1916 (Virgílio Lemos) que lançaram a ideia da constituição dos estudos dialetológicos de maneira sistemática.
Voltando ao livro de Renato Mendonça (1936), diz GCM que é uma obra "onde se reúne considerável soma de fatos, infelizmente desperdiçados, porque interpretados com paixão, jacobinismo, subjetivismos deformantes. Eis por que o autor não pôde furtar-se a cair em contradições. É trabalho que obriga a sérias restrições...".
Importantes ressalvas antes da revisão bibliográf**a: entre os autores que seguem, há alguns portugueses, mas a maioria deles são brasileiros; alguns autores se ativeram apenas a um ou outro aspecto da questão da língua no Brasil, como a influência tupi e a influência africana.
✅ P. 3-15: Em 1922, Antenor Nascentes lança um livro também sobre dialetologia, intitulado "O Linguajar Carioca". Solidônio Leite, também em 1922, nos dá o seu "A Língua Portuguesa no Brasil".
Em 1923, escreve Sousa da Silveira um capítulo sobre a língua portuguesa no Brasil em seu livro "Lições de Português", distinguindo o português europeu (PE) do português brasileiro (PB).
Em 1928, Teodoro Sampaio lança o elogiado livro "O Tupi na Geografia Nacional".
Em 1931, surge o elogiado "Português da Europa e Português da América", de Clóvis Monteiro. Também neste ano, surge outro livro de Teodoro Sampaio: "A Língua Portuguesa no Brasil".
Em 1933, João Ribeiro escreve "A Língua Nacional", no qual está a frase lapidar sobre o aspecto linguístico brasileiro: "A Língua Nacional é essencialmente a língua portuguesa, mas enriquecida na América, emancipada e livre nos seus próprios movimentos". Por seu filho Joaquim Ribeiro, que reuniu textos sobre a influência africana na língua publicados por João Ribeiro (sem data), lançou-se o livro "O Elemento Negro". Ainda em 1933, escreve Herbert Parente Fortes "A Gramática e a Evolução da Língua Portuguesa no Brasil". Neste ano, também foi publicado o melhor livro sobre a influência africana, segundo GCM: "O Elemento Afro-Negro na Língua Portuguesa", de Jacques Raimundo.
Em 1934, Mário Marroquim lança "A Língua do Nordeste".
Em 1935, surge a obra "A Língua Brasileira", de Domingos Castro Lopes — segundo GCM, "livro exaltado, vermelho, como o indica o próprio nome, trabalho desequilibrado... escrito — é curioso! — num português empertigado e arrevesadamente clássico". Também em 1935, Renato Mendonça lança a segunda edição acrescida de "A Influência Africana no Português do Brasil".
Em 1936, Renato Mendonça lança o livro "O Português do Brasil", já comentado acima. Também de 1936, Luís Viana Filho lança "A Língua do Brasil", elogiado por GCM.
Em 1937, Cândido Jucá Filho lança o importante livro "Língua Nacional". Também em 1937, surge o elogiado livro "Geografia Linguística e Cultura Brasileira", que depois se chamou "Ensaios de Geografia Linguística", de Eugênio de Castro. Ainda em 1937, o autor português Antônio Sérgio escreve o "Em Torno do Problema da Língua Brasileira", em que, numa parte do texto, arrefece a abrasiva questão divisória da colocação pronominal: "Proponho que nesse campo se faça a paz, estatuindo-se enfim que na nossa língua a ordem das palavras é muito livre, e que todas as formas da colocação dos pronomes são igualmente válidas no português. Ou, bem melhor ainda: que são admissíveis no português atual certas formas que ocorriam no português antigo, e que Portugal esqueceu, mas que o Brasil manteve".
Em 1938, Sá Nunes escreve a 4ª série do livro "Língua Vernácula. Gramática Histórica e Antologia" — livro de consulta obrigatória, segundo GCM, pois trata das diferenças e semelhanças em diferentes níveis da língua entre o PB e o PE.
Em 1939, o autor João Leda lança "A Quimera da Língua Brasileira".
Em 1940, Edgard Sanches lança o fortemente criticado livro "Língua Brasileira". Também em 1940, surge o elogiado e obrigatório livro de Artur Neiva, "Estudos da Língua Nacional". Ainda em 1940, um dos grandes destaques entre os livros voltados a este tema: "O problema da língua brasileira", do grande autor Sílvio Elia — sobre ele diz GCM: "Para Sílvio Elia a questão da língua do Brasil se prende à do 'destino da cultura', ao problema da cultura brasileira. Afirma ele que a libertação da língua postula uma quebra de unidade cultural com o velho mundo, o que me parece inteiramente justificável". Isto é, GCM concorda com Sílvio Elia ao discordar da postura divisionista de certos brasileiros.
Em 1941, Jacques Raimundo lança o elogiado livro "A Língua Portuguesa no Brasil (expansão penetração, unidade e estado atual)".
Em 1942, surge "Cultura da Língua Nacional", de Xavier Marques, elogiado por GCM. Em 1942, também lança Antenor Nascentes o quarto volume do seu livro "O Idioma Nacional", que resgata o trabalho acima de Sousa da Silveira, trazendo "à cena muita observação pessoal" e "generalizações apressadas". Provavelmente em 1942 também foi publicado o texto "O Português do Brasil", do português José Pedro Machado, que assegura coerentemente: "Há, no entanto, um ponto que convém agora assinalar: visto que não se pode aceitar a língua brasileira, estará bem a designação de dialeto brasileiro? Em absoluto não. Por ora, o que temos, sem dúvida, é o português americano, ou o português do Brasil ramif**ado num sem-número de dialetos".
Em 1944, Aires da Mata Machado Filho escreve "O Negro e o Garimpo em Minas Gerais".
Elogiadíssimo, surge em 1950 (já vinha sendo escrito desde o início da década anterior) o livro "Introdução ao Estudo da Língua Portuguesa no Brasil", de Serafim da Silva Neto. Sobre ele, finaliza GCM:
"O trabalho do saudoso e grande filólogo é de primeira ordem, cheio de fatos, rico de erudição, inclusive histórica e sociológica, trabalho que põe termo à questão, de tal arte que, depois, só os teimosos ou os de espírito preconcebido, nacionalistas, integralistas, hegelianos etc., podem ainda recalcitrar e insistir em reabrir o debate. No domínio da serena ciência, o que há por fazer, e muito, é ampliar e melhorar as pesquisas dialetológicas e sociológicas. Isto, sim, será útil e meritório. O resto é vanilóquio."
Em 1957, lança-se o livro póstumo "A Questão da Língua Brasileira", em que o autor Herbert Parentes Fortes defende jacobinamente a ideia independentista da "língua brasileira", louvada por Cassiano Ricardo (em 1958), o que motivou a escrita de um texto de GCM no Jornal do Brasil (em 1958) sobre o fervor ultranacionalista contido nessa velha ideia de "língua brasileira".
Em 1958, Barbosa Lima Sobrinho publica o elogiadíssimo livro "A Língua Portuguesa e a Unidade do Brasil", que critica a visão jacobinista da "língua brasileira" e conclui haver uma "unidade luso-brasileira" em sua norma culta.
Em 1959, Clóvis Monteiro lança "Fundamentos Clássicos do Português do Brasil", defendendo a unidade linguística presente na norma culta do PE e do PB.
Em 1960, publica Arlindo de Sousa o elogiado livro "A Língua Portuguesa no Brasil".
Por fim, em 1968, lança Celso Cunha o seu também elogiado livro "Língua Portuguesa e Realidade Brasileira", sobre o qual GCM cita alguns trechos bem concordantes com as suas próprias ideias, extraídas da p. 14 e aqui citadas:
"Para gáudio nosso, são exatamente as mesmas conclusões que defendemos...: unidade de língua, diversidade de uso; luta pela manutenção da unidade, em esforço cultural comum luso-brasileiro."

O PROBLEMA, DOUTRINAS, SOLUÇÕES ✅ P. 17-18: Até o século XVIII, o tupi era mais falado do que o português em certas regi...
25/05/2025

O PROBLEMA, DOUTRINAS, SOLUÇÕES
✅ P. 17-18: Até o século XVIII, o tupi era mais falado do que o português em certas regiões do Brasil. Porém, com as políticas do Marquês de Pombal de expulsão dos jesuítas e aportuguesamento do território brasileiro, em 1757 se proibiu o uso da língua geral (idioma derivado do tupi e de outras línguas indígenas com elementos do português), de modo que o português se torna a língua oficial usada no país — seja em escolas, seja nos demais órgãos oficiais de comunicação e administração. Com a vinda de colonos portugueses e a expansão territorial por meio dos bandeirantes e fazendeiros, a língua portuguesa se expandiu ainda mais.
No entanto, diz Gladstone Chaves de Melo (GCM) sobre os brasileiros que adotaram de vez o novo idioma: "Naturalmente não puderam dominar todo o mecanismo e todas as sutilezas deste; antes, aprenderam-no mal, desfigurando-o com uma série de defeitos provenientes dos antigos hábitos linguísticos. Agora, pelo tempo adiante, as gerações sucessivas foram perdendo esses defeitos iniciais...".
Visto ser o Brasil um país miscigenado (branco, preto, índio), os indivíduos negros também se encontravam na mesma condição acima, isto é, o português falado pelos negros foi alterado pelas marcas dos seus anteriores hábitos linguísticos. GCM pontua algo interessante dentro desse cenário de formação do português brasileiro: "... não se pode esquecer o papel... das mucamas e mães-pretas, que criavam e ensinavam a falar os 'sinhozinhos'".
Com o tempo, obviamente apareceram os elementos linguísticos unif**adores: "as ondas linguísticas oriundas da metrópole, o meio mais culto, as escolas, a língua escrita e o contato com pessoas instruídas".
Assim GCM conclui a sua introdução, levantando a questão central do seu livro:
"Pois bem: o português, transplantado, sofreu um rude abalo. Passou por vicissitudes mil, decorrentes das condições históricas, sociais e geográf**as da formação brasileira, sofreu a concorrência do tupi, foi altamente deturpado na boca de índios e mamalucos, e na boca dos pretos, ficou ilhado em muitos pontos do território nacional, que se imunizaram do bafejo civilizador. Mesmo depois que reagiu e se adaptou às novas condições de vida, mesmo depois que foi tonif**ado pelas injeções de sangue novo, as levas de emigrantes lusos que, sucessivas, buscavam a Colônia, mesmo depois que se pôde acastelar na língua escrita, teve de ser usado por um povo que já tinha outra afetividade que não a portuguesa, outro espírito nacional, outra maneira de sentir e interpretar a vida.
Pergunta-se: esta série de abalos que sofreu, sob os céus americanos, o velho idioma do Condado Portucalense determinou a formação de um tipo linguístico novo e diferente, ou apenas condicionou divergências acidentais que não permitem o reconhecimento — com honestidade intelectual — de uma 'língua brasileira', senão apenas o de um 'aspecto brasileiro' da língua portuguesa? Eis o problema."
✅ P. 19-21: Tratando do tema "A 'Língua Brasileira': posições doutrinárias", GCM aborda alguns pontos interessantes, como o "biologismo linguístico", ou simplesmente a doutrina da evolução linguística — a de que uma língua deriva de outra que deriva de outra, e por aí vai.
GCM diz que há dois grupos interessados no tema da "língua brasileira": "uns afirmam a unidade linguística entre o Brasil e Portugal" e "outros defendem a todo transe uma completa ou, ao menos, relativa independência linguística".
Sobre esses últimos, que perduram até hoje, GCM cita Monteiro Lobato: "Assim como o português saiu do latim, pela corrupção popular desta língua, o brasileiro está saindo do português. O processo formador é o mesmo: corrupção da língua-mãe. A cândida ingenuidade dos gramáticos chama corromper ao que os biologistas chamam evoluir".
GCM diz ser essa a visão da vasta maioria dos que postulam a "língua brasileira" como idioma autônomo, diferente da língua portuguesa. "Porém, nada mais falso", diz ele, para em seguida revelar duas fontes que analisam e refutam o raciocínio contido nas palavras de Monteiro Lobato: Serafim da Silva Neto e Sílvio Elia (este, no livro "O Problema da Língua Brasileira" e aquele num artigo de 1936 no jornal "Voz de Portugal").
Afirma GCM ser a afirmação de Lobato ponto inteiramente superado, "hoje é fossilíssimo cultural". E cita alguns linguistas que acreditavam na evolução da linguagem como um processo de seleção natural, em que alguns elementos vão sendo superados por outros quase que espontaneamente, como se a língua fosse um organismo biológico. Porém, isso foi contestado por outros tantos linguistas que abordavam a linguagem como um fenômeno cultural e psicológico. A língua passou a ser estudada tanto em seu aspecto social (coletivo) quanto em sua dimensão individual, reconhecendo que mudanças linguísticas não são apenas processos naturais, mas também frutos das relações culturais, da intervenção, da vontade humana.
Em outras palavras, o "processo que determinou a fragmentação da unidade latina não foi a evolução biológica, mas o desmoronamento da cultura romana e o caos subsequente", de modo que, segundo Antoine Meillet, citado por GCM, "as leis nos mostram possibilidades e não necessidades. Nunca poderemos prever o que serão as línguas daqui a 100 ou 200 anos!".
As profecias em Linguística são impraticáveis. Portanto, os que costumam apregoar que a "língua brasileira" existe como derivada do Português e que, portanto, este será substituído em algumas décadas pelo "Brasileiro" advoga uma crença insustentável.
Com todas as letras, GCM se posiciona, baseado nas evidências científ**as trazidas por ele à tona: "... o argumento que insiste na separação 'necessária' entre o brasileiro e o português não é sério, não merece maiores atenções".
✅ P. 22-28: GCM separa os advogados da "língua brasileira" em mais grupos, além dos linguistas biologistas já superados: os vocabulistas, os nacionalistas, os sentimentalistas.
Os vocabulistas são os "mais ingênuos", pois acreditam que o fato de brasileiros e portugueses nomearem certas coisas e objetos com diferentes palavras lexicográf**as — verbos ou nomes (substantivos, adjetivos, advérbios) — implica a existência de duas línguas autônomas, o que certamente não faz o menor sentido, pois essa distinção lexicográf**a existe em todas as línguas — espanhol, inglês, francês, etc. Portanto, se em Portugal se pega um "comboio" e no Brasil se pega um "trem", isso é completamente indiferente para o sistema da língua. As palavras mais importantes, que realmente distinguem uma língua da outra, não são as "lexicográf**as", e sim as "gramaticais" (as de classe fechada, como o artigo, o pronome, a preposição, a conjunção). E, nesse caso, tanto o Brasil quanto Portugal dividem as mesmíssimas palavras. Conclusão: não podem ser línguas diferentes, pois, se essa distinção vocabular justif**asse a existência de línguas diversas, haveria línguas diferentes em cada uma das 5 grandes regiões do Brasil, quiçá entre estados da mesma região.
GCM ilustra essa questão de um modo bem interessante:
"A girl flertava com um play-boy no hall.
Todos convirão tranquilamente que a frase é portuguesa, está escrita em português, sem embargo de suas palavras lexicográf**as serem todas inglesas. E por que está escrita ela em português? Exatamente porque sua estrutura é portuguesa, como f**a evidenciado por serem portuguesas suas palavras gramaticais e seus morfemas: a, -ava, com, um, em, o. Temos, pois, que as palavras gramaticais ou estruturais caracterizam a língua, ao passo que as lexicográf**as a compõem ou a enriquecem."
Já os nacionalistas, os apologistas da "língua brasileira", são aqueles de sentimento nacional exacerbado, que — em nome de uma defesa esdrúxula separatista, com verniz de factualidade — extrapolam a sensação de pertencimento a um vínculo histórico, espiritual, cultural e, sobretudo, afetivo, comungando língua, raça, religião, música, comida, território e todo tipo de elemento que configura uma ligação, uma identidade nacional.
O fantasma colonialista do português opressor se torna arma no discurso ideológico nacionalista. Segundo GCM, subjacente a isso, "há um ressentimento, um recalcado complexo de inferioridade", como se o brasileiro precisasse se libertar desse falso espantalho que nos afasta da realidade nacional, prendendo-nos como visgo aos moldes do colonizador. Essa visão de mundo é irrealista, pois já temos vastíssima literatura e identidade linguística nacional estabilizada, cuja variedade da língua portuguesa se chama "português brasileiro", de modo que qualquer agressividade antilusitana (direta ou indireta) é injustif**ada. Vez ou outra esse fantasma volta à tona, por meio de artigos aqui e ali, documentários aqui e ali...
O perigo do nacionalismo também afetava/afeta os puristas — caçadores de anglicismos, galicismos e afins.
GCM chega a comentar que houve projeto de lei para tornar a "língua brasileira" a língua dos brasileiros, lá pela primeira metade do século XX, citando alguns nomes por trás disso, como Frederico Trotta, Herbert Parente Fortes, Plínio Salgado, que, segundo GCM se enquadram na categoria de pessoas com um "idealismo radical, que leva os fiéis a cuidar menos da realidade do que da projeção do espírito sobre ela" — ou seja, há pessoas que acreditam mais na verdade retórica de sua mundividência do que da verdade empírica.
GCM critica a exacerbada visão nacionalista que questiona o fato de o Brasil, um país muito maior que Portugal, ter a mesma língua do antigo colonizador, como se Portugal a impusesse ao Brasil. O autor argumenta que essa questão deve ser analisada de forma objetiva e científ**a, não com base em sentimentos nacionalistas.
Ele compara esse raciocínio com a expansão do latim pelo Império Romano, mostrando que a adoção de uma língua não depende apenas do tamanho do território ou da população. Além disso, aponta que tanto portugueses quanto brasileiros cometem erros ao lidar com as diferenças linguísticas. Os portugueses, segundo o autor, tendem a menosprezar as variantes do português falado no Brasil, considerando-as meros "crioulismos", sem perceber que muitas delas são arcaísmos preservados ou evoluções naturais da língua. Também critica o fato de que filólogos portugueses desconhecem ou rejeitam estudos brasileiros: como exemplo, menciona obras portuguesas que não levam em conta as contribuições de linguistas brasileiros renomados, o que resolveria muito dos atritos existentes entre os povos e esclareceria que há muito mais o que nos une do que o que nos separa.
Finaliza assim GCM:
"Urge remover as dificuldades, esclarecer as causas e pôr fim a esse estado de coisas... É necessário que brasileiros e portugueses nos entendamos profundamente e trabalhemos de concerto pela preservação da bela língua literária e pelo engrandecimento sempre crescente da Linguística e da Filologia Portuguesa, que é deles e que é nossa."
✅ P. 28-34: Debaixo do tópico "Princípios de solução", GCM aborda o (I) "conceito de unidade linguística", (II) "o problema em termos sociológicos" e conclui sua argumentação sob a pergunta (III) "qual seria a 'língua brasileira'?".
I. GCM argumenta que os apologistas da "língua brasileira" precisam conceituar o que é "unidade linguística". Segundo o autor, "esse conceito é fundamental, pois, como pode alguém decidir se a língua do Brasil e a de Portugal são duas línguas, ou apenas dois aspectos da mesma língua, se não sabe definir 'unidade linguística'?".
GCM passa, então, a definir "unidade linguística" para evidenciar a inexistência da suposta "língua brasileira".
Diz ele que, a despeito de sua natureza essencialmente variável e instável, há forças unif**adoras, de modo que "uma língua se enquadra na conceituação genérica de 'variedade na unidade'". Afinal, se esmiuçássemos "ao extremo a análise das diferenciações linguísticas", encontraríamos diversas línguas individuais (o que chamamos idioletos).
Recorrendo aos conceitos saussurianos de langue e parole, GCM nota que a definição de uma língua está condicionada a um corpo social que adota uma linguagem em comum para se comunicar. Os aspectos linguísticos característicos de uma língua a delimita como tal e a distingue das demais.
Um desses aspectos são os dialetos, ou seja, os modos regionais de falar uma língua (variação diatópica) e também as gírias (socioletos).
Os dialetos são inconscientemente assimilados, pois que são recebidos naturalmente dos pais, parentes e vizinhos da mesma região dialetal, de modo que o indivíduo "cresce falando com sotaque característico e acento peculiar, usando termos e construções regionais, sem dar por isso".
Já as gírias são uma característica consciente, porque criam um senso de grupo social em que se criam "novas palavras e atribuem-se às já existentes valores semânticos especiais". Em seguida, GCM fala dos tecnoletos, tratando-os como uma espécie de gíria, de grupos sociais de especialização científ**a — a linguagem própria, o jargão, usada por médicos, advogados, professores, economistas, jornalistas, etc.
GCM aponta um terceiro aspecto linguístico bem definido: a língua-comum ou coiné — um uso da língua considerado "instrumento geral de comunicação, a todos inteligível, a todos dirigido, destinando-se a qualquer região, em qualquer tempo", por isso é "suprarregional e acrônica". Endereçada a todos os homens duma nação, "tem de ser clara, regulamentada, conservadora" — em geral, essa coiné advém do dialeto social dos grandes centros urbanos, devido ao alcance que esse dialeto adquire socialmente. É por isso que tal língua é empregada nos textos de cunho legislativo, jurídico, administrativo.
Uma vez estabelecida essa língua-comum, passa a enriquecer-se naturalmente, pelos usos do povo, e artificialmente, pelos usos dos que lidam diariamente com o manejo da língua: escritores, oradores, jornalistas, conferencistas, professores... "Portanto, a coiné se superpõe às variantes dialetais e grupais de uma língua, mas delas também se influencia enriquecendo-se".
De maneira cristalina, constata e atesta GCM: "A expressão concreta da coiné é a LÍNGUA ESCRITA".
Em seguida cito GCM na íntegra — como ele cita Meillet, em francês, tomei a liberdade de usar a tecnologia da tradução para o português a fim de revelar o dito a todos que me leem:
"Há por parte de muitos linguistas e estudiosos de questões linguísticas desconfiança e desprezo da língua escrita. Porém, não existe razão para tal, uma vez que, na maioria dos casos — e é certamente o nosso —, a língua escrita comum se funda na coiné, ou melhor, é a mesma coiné. Serve, pois, de ponto de referência, de estalão da unidade linguística.
Lembrem-se, a propósito, estas justíssimas palavras de Meillet: "Acontece, como é habitual hoje na maioria dos povos da Europa, que a língua literária seja uma forma normalizada da fala corrente; a língua literária oferece, então, uma ideia aproximada dessa fala, e as particularidades que se podem observar sobretudo nos escritores relativamente pouco letrados frequentemente fornecem um vislumbre, ao menos parcial, do uso ordinário"... "Por sua natureza, as línguas literárias distinguem-se das falas usuais e populares. Mas têm sobre estas a vantagem de oferecer formas fixadas, das quais aqueles que as empregam tomaram consciência". (Aperçu d'une histoire de la langue grecque. 5.ème édition, r***e et corrigée. Paris, s/d, p. 114). E mais adiante: "Há hipocrisia no desprezo dos linguistas pelas línguas literárias" (p. 115). E ainda: "Aliás, o papel das línguas literárias na evolução das línguas não é desprezível. Sem dúvida, as línguas literárias não permitem observar as inovações espontâneas; elas apresentam apenas as consequências fixadas dessas inovações, às vezes muito tempo depois do momento em que ocorreram as mudanças. Mas é frequentemente na forma que aparece fixada nas línguas literárias, ou pelo menos em uma forma modif**ada por elas, que repousam as evoluções linguísticas posteriores" (p. 116).
A citação foi longa, mas faz ao caso. E note-se que Meillet se refere pròpriamente às línguas literárias e não à lingua escrita comum."
Destaco a força das palavras do linguista francês sobre uma parte dos linguistas que lidam com o tema da norma: "Há hipocrisia no desprezo dos linguistas pelas línguas literárias".
Sobre essas citações de Meillet, recomendo muito a leitura do breve e esclarecedor artigo do linguista brasileiro Ricardo Cavaliere: "O corpus literário na tradição gramatical brasileira"...............
Atenção!
Adendo meu baseado em outras leituras de textos de Gladstone Chaves de Melo, como o texto "A lição dos textos e as normas gramaticais": a norma verdadeiramente culta não é simplesmente a coiné (a norma corrente, supradialetal), e sim a estilização da coiné, da qual deriva a norma-padrão, isto é, a norma contida nas gramáticas normativas tradicionais, que vai servir de norma de referência a ser empregada em situações especiais de comunicação, normalmente em situações com maior grau de formalidade ou cuidado com a língua...............
Sobre a "unidade linguística", GCM conclui dizendo que a unidade linguística obviamente reside na coiné (na língua comum a todos), e não nos dialetos ou nas gírias, de modo que bate o martelo: "duas regiões, dois países, dois agrupamentos de homens possuem a mesma língua quando sua coiné é a mesma". Visto que a concretização, a estratif**ação da coiné é a língua escrita formal, e essa "mesma língua escrita é naturalmente compreendida por dois povos, estes falam a mesma língua", porque "um e outro se sente diante da sua língua".
✅ P. 35-38: II. Após analisar o problema da "língua brasileira" de um ponto de vista estritamente linguístico, vejamos agora os apontamentos de GCM quanto ao "problema em termos sociológicos".
Segundo o autor, é impossível refletir sobre a identidade linguística sem levar em conta o conceito de cultura, entendido por ele como "o conjunto de estilos de vida, quer materiais quer espirituais, isto é, 'a religião, as ciências, as artes, as leis e os costumes [que] formam esta atmosfera quente e luminosa em que as almas encontram alimento, força e vida'". Ainda segundo ele, "um dos elementos mais importantes de uma cultura é a língua", por isso existe "estreitíssima relação entre o destino das línguas e o destino das culturas". Como argumento, diz que a sociedade romana se desintegrou e com ela o latim, dando lugar às línguas neolatinas. Como acreditava ser majoritária verdade, GCM entendia que "unidade de cultura, unidade de língua".
Como o livro trata da língua do Brasil, o autor correlaciona esse raciocínio ao caso do nosso país, indicando que a nossa cultura é essencialmente portuguesa (religião, arquitetura, culinária, literatura), ou seja, apesar das influências indígena e africana, a formação da nossa cultura é majoritariamente lusitana, sobretudo a linguístico-literária.
Diz GCM que, antes da Segunda Guerra Mundial, em que os EUA saíram vencedores e passaram a influenciar fortemente a cultura brasileira, a formação da nossa elite intelectual era "francamente europeia, em quase todos os domínios da atividade mental".
Devido a sua constituição cultural fortemente fundamentada na herança portuguesa, "não seria normal que o Brasil tivesse conservado a cultura luso-europeia e criasse, paralelamente, uma língua própria", porque "a unidade de cultura provoca e sustenta a unidade de língua", de modo que "posto o problema em equação sociológica, a solução é favorável à unidade linguística entre Brasil e Portugal", sobretudo por causa dos laços ainda hoje indissociáveis, de intercâmbio globalizado provocado pelas emigrações e pelas redes sociais entre brasileiros e portugueses.
✅ P. 38-40: III. Em conclusão, GCM responde à questão de "qual seria a 'língua brasileira'?" valendo-se de dois argumentos que nos levam a refletir, a saber:
1) Não é coerente considerarmos as diferenças dialetais entre o PB e o PE como determinantes para a formação de línguas independentes, uma vez que igualmente teríamos de considerar como línguas diferentes os dialetos do Nordeste, do Sul, do Centro-Oeste, do Norte, do Sudeste. Não obstante, ainda que haja formas variantes entre países e variantes entre regiões dos países em que se fala a mesma língua, deve-se tomar como base a coiné, a língua comum, a norma-padrão derivada dos textos escritos nesse idioma para definir que a língua usada no Brasil e a língua usada em Portugal (sem falar no português africano) SÃO A MESMA LÍNGUA, cada uma com suas peculiaridades.
GCM cita Matoso Câmara Jr, o qual, com o seu bom senso característico alerta para algo bastante sério e preocupante (creio que a motivação de suas palavras tenham sido os caprichos e abusos de certos escritores modernistas, quiçá de certos linguistas): "Daí, o erro das modernas tentativas, felizmente esporádicas, no sentido de cortar os laços da nossa língua literária com a tradição portuguesa dalém-mar, a fim de fazer surgir novos padrões escritos, assentes na língua cotidiana: oscila-se, perigosamente, entre os falares regionais e a gíria popular, num duplo atentado à coesão linguística nacional e às exigências da cultura coletiva".
2) GCM cita um autor patrício, sem identificá-lo: "à medida que se vão melhor conhecendo a língua arcaica e os dialetos portugueses, diminui o número dos brasileirismos".
Assim, é incoerente dizer que existe uma "língua brasileira", distinta da língua usada pelos portugueses, porque os supostos brasileirismos são nada mais senão arcaísmos conservados, ou seja, usos linguísticos puramente português antigo, a saber: "o pronome ele em função acusativa, a liberdade na colocação dos pronomes, a preposição em na regência de complementos dos verbos de movimento, o lhe como objeto direto etc.". Em dialetos portugueses, ainda hoje, se encontram em terras lusas traços da pronúncia presentes na variedade brasileira: "andaro, fizero, buscaro, por andaram,

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