03/08/2026
Quem já estudou um pouquinho sobre marketing comigo, ou já participou de alguma das minhas aulas, sabe muito bem o que eu vou dizer: O mercado não cria a demanda do zero; ele apenas enxerga a necessidade latente do consumidor e entrega a solução. 👓
A entrada da gigante Adidas no segmento pet é a prova viva do crescimento estrondoso desse mercado, que movimenta bilhões globalmente. Afinal, para uma marca de lifestyle e esportes, faz todo sentido estender a experiência da família para o "membro de quatro patas".
Mas quero fazer uma provocação estratégica:
🐈 A crítica da utilidade: Roupas para animais, em especial para os gatos, que precisam mobilidade e sensibilidade na pele para se lamberem e se equilibrarem. Na verdade, atendem apenas ao capricho estético do dono, não à fisiologia do animal.
🤚 O alerta dos adestradores: que já batem forte nessa tecla: humanizar excessivamente os pets (tratando-os como se fossem bebês humanos) gera ansiedade, desvio de comportamento e estresse nos bichos. O cão precisa ser cão; o gato precisa ser gato, etc.
Fato é que as marcas, como a Adidas, não estão aí para educar o público sobre o que é certo ou errado na criação do animal, elas enxergam o desejo de pertencimento e consumo do tutor e atraí-los com o branding. Se o tutor quer ver o pet "combinando o look", o mercado vai criar a coleção.
A pergunta que f**a é: devemos criticar a Adidas por criar uma linha de produtos para um mercado que não para de crescer, ou a verdadeira reflexão deve ser sobre até onde nós, como tutores e consumidores, estamos transferindo nossas próprias necessidades e vaidades para os nossos animais?