27/03/2019
Os pais do José estiveram conversando com outros pais na saída da escola das crianças e uma coisa é fato: estão todos preocupados com a aparição da tal da Momo!
Afinal de contas, o que é Momo?
Trata-se de uma escultura japonesa criada por Keisuke Aisawa que retrata uma lenda urbana do país. De acordo com o site OlharDigital, A lenda japonesa em questão se chama "Ubume" e fala de uma mulher que morre durante o parto e volta à vida num corpo deformado. "De certa forma, sua razão de ser é assustar as crianças, mas não deveria ter sido usada da maneira como foi", disse o criador da escultura quando ficou sabendo da polêmica. Ainda de acordo com o site, em Março, Keisuke declarou ao tabloide britânico The Sun que havia destruído a escultura original. Segundo ele, a peça estava "podre" e foi jogada no lixo. "(A escultura) não existe mais, não foi feita para durar", disse. "Não foi feita para ser usada para fazer as crianças se machucarem ou causarem algum dano físico. Eu não me arrependo de tê-la jogado fora."
O que se sabe é que no ano passado, um número misterioso de whatsapp foi atribuído à personagem para amedrontar e propor desafios perigosos a quem o adicionasse e falasse com ele. Assim, assemelhando-se ao “desafio baleia azul”, propunha tarefas que envolviam machucar a si próprios sob ameaças a seus familiares, amigos e também às próprias crianças. Após alguns meses, a personagem e o desafio desapareceram.
Apesar disso, nesse último mês vídeos da plataforma YouTube Kids onde imagens da tal criatura acompanhada de instruções de como se machucar foram vistos e denunciados por mães em alguns estados do Brasil. Não é possível saber se tais vídeos de fato existem ou se foram retirados pelos próprios autores, pois apesar do Ministério Público ter notificado a plataforma sobre os vídeos e solicitado a retirada, o YouTube não encontrou a presença da Momo em nenhum dos seus vídeos.
Mesmo assim, os pais do José e os outros pais dos colegas não se sentem seguros em deixar as crianças assistindo aos vídeos, mas também não sabem como limitar o uso do tablet. Então como fazer? O uso de dispositivos deve ser sempre supervisionado de perto pelos pais e também é necessário garantir que os pequenos tenham acesso apenas àquilo compatível com a idade. Além disso, o tempo de uso e de acesso às telinhas também deve ser restrito e não usado como passatempo principal do dia, principalmente para crianças pequenas (até sete anos), quando é preferível que o contato com esse conteúdo seja zero (sim, eu sei que as vezes isso é inviável e impossível) É preciso também que exista a possibilidade de se conversar abertamente, para que não exista medo ou receio das crianças contarem sobre coisas que as afetam. Assim, para averiguar sobre situações como esta, basta perguntar de forma tranquila e amena, sem intensificar as perguntas para que não pareça "A conversa".