20/04/2026
Existe uma verdadeira “epidemia silenciosa” de crianças respirando com a boca aberta nos consultórios pediátricos — e esse número pode ser ainda maior do que percebemos.
A respiração oral persistente exige investigação etiológica criteriosa, especialmente para obstrução nasal, hipertrofia adenoideana, rinite alérgica, disfunção miofuncional orofacial e alterações craniofaciais predisponentes.
O ronco habitual na infância apresenta prevalência de até 12% nas séries populacionais.A apneia obstrutiva do sono pediátrica pode acometer até 5% das crianças.80% ou mais dos casos permaneçam subdiagnosticados.Crianças com distúrbios respiratórios do sono apresentam maior risco de prejuízo neurocognitivo, alterações comportamentais e pior desempenho escolar.
A hipertrofia adenotonsilar permanece como principal fator anatômico associado à apneia obstrutiva do sono pediátrica, seguida por obesidade e alterações craniofaciais.
A sonolência diurna excessiva frequentemente se manifesta de forma atípica, predominando irritabilidade, hiperatividade e desregulação emocional.
Muitas famílias não percebem a respiração oral habitual, reforçando o papel estratégico do pediatra e de todos os profissionais que acompanham o desenvolvimento infantil.
Alerta nos consultórios pediátricos: não deixar passar crianças com ronco habitual, respiração oral persistente, sono fragmentado, enurese, déficit atencional, dificuldade escolar, otites recorrentes, atraso de fala ou alterações de crescimento.