17/07/2017
Tem sido pauta de conversas e preocupações de pais e educadores, um transtorno conhecido como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). A ele tem sido alegada a responsabilidade de muitas situações que dificultam o dia a dia de muitas crianças, adolescentes e também adultos.
O TDAH é uma das desordens neuropsiquiátricas mais comuns na infância, ocorrendo em 3 a 10% das crianças, principalmente do s**o masculino. Alguns podem ter apenas o déficit de atenção, outros o de hiperatividade e ainda outro grupo pode ter a soma dos dois. O TDAH aparece na infância e se caracteriza basicamente por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade, em mais de um ambiente. Os portadores deste transtorno parecem ter alterações na região pré-frontal do cérebro e nos neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina). Essa região cerebral é responsável pelo autocontrole do comportamento social, pela capacidade de prestar atenção, memória executiva, organização e planejamento.
Acredita-se que o transtorno possa ter causas genéticas (filhos de pais com TDAH têm maior chance, congênitas (exposição ao álcool, cigarro ou medicações durante a gestação aumentam a incidência) ou ambiental. Alguns ou muitos dos sintomas diminuem ou desaparecem com o avançar da idade, e na vida adulta o transtorno pode reduzir expressivamente. Entretanto, também pode retornar em caso de privação de sono, uso de dr**as, ou outros fatores ambientais.
Em se tratando de crianças ou não, o diagnóstico de TDAH é bastante complexo, pois, pessoas diagnosticadas podem ter sintomas diferentes, além de, em muitos indivíduos, estarem sobrepostos a outras desordens ou carências. Outro ponto dificultador é o fato do diagnóstico ser essencialmente clínico, pois, não existem exames que possam detectar o problema. Esse aspecto atribui maior vulnerabilidade aos diagnósticos, muitas vezes contaminados por interpretações equivocadas e o uso precoce de medicações desnecessárias. Diante disso, a avaliação por equipe multidisciplinar, integrada por neuropediatra, psicopedagogo, neuropsicólogo, além de observações de pais e professores, indubitavelmente dará maior segurança ao diagnóstico que será o primeiro passo para o tratamento adequado.
Fonte: Revista Essentia Pharma- abril 2017-11ª Edição