19/08/2026
*Como se constitui o currículo na Eureka?*
Compreendemos o currículo como um percurso que se constrói no encontro entre aquilo que as crianças revelam e aquilo que o educador, intencionalmente, propõe a partir das habilidades e competências previstas na legislação da Educação Infantil. Por isso, nosso ponto de partida não acontece a partir de uma temática pré definida por algum adulto . *Nosso ponto de partida é a escuta das crianças!*
Uma pergunta, uma hipótese, uma descoberta, uma brincadeira, um fenômeno que provoca espanto, curiosidade… tudo isso pode revelar ao educador algo que merece ser investigado com as crianças.
*Mas, seguir as curiosidades das crianças não signif**a deixar o currículo ao acaso*.
Há um educador que observa, documenta, interpreta, conhece os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento e, a partir disso, toma decisões: oferece materialidades, reorganiza espaços, formula perguntas, cria encontros e planeja experiências capazes de ampliar, complexif**ar e aprofundar o pensamento das crianças. Além de uma escola inteira que pulsa a pesquisa! Todos os adultos precisam estar envolvidos, atentos e presentes no pensar de uma educação diferente.
É nesse encontro entre curiosidade infantil e intencionalidade pedagógica que nosso currículo ganha vida.
Talvez esse seja um dos maiores privilégios de sermos uma escola dedicada exclusivamente às infâncias: Poder construir um currículo que não precisa antecipar respostas, porque tem tempo e disponibilidade para acompanhar as perguntas.
E assim, pode garantir os direitos das crianças dentro dos percursos pedagógicos. Desde a investigação dos bebês às grandes teorias formuladas pelas crianças maiores.
Acreditamos em uma escola na qual aprender pode nascer do desejo de descobrir, de investigar, de pesquisar, de sentir-se pertencente a algo maior.
Sabe o que é o mais gratif**ante? É ver o desenvolvimento incrível das nossas crianças quando vão para o ensino fundamental, provando que o estímulo certo no momento adequado desenvolve não somente recursos emocionais, mas também cognitivos!
E para você, qual foi a última pergunta curiosa que uma criança te fez por aí? Conta para a gente!
02/08/2026
Estamos com muuuuita saudade! 💜
10/06/2026
Confira um pouco do que vai ter na nossa festa ! 🎉
Dia 20 de junho - sábado - Rua Antônio Turra, ao lado da escola !
08/06/2026
🔥🍿Vai ter Festa Junina na Rua!!!💃🎉
Nossa festa junina já está sendo organizada e queremos ver a rua cheia de gente festejando conosco!
A festa é aberta para toda a comunidade, então podem convidar familiares, amigos, vizinhos… todo mundo é bem-vindo!
Vai ter música, comidas gostosas, encontros, amizade e também venda de produtos feitos por empreendedores locais da nossa comunidade.
Neste ano, ampliamos o fornecimento de alimentos com outras empresas parceiras para evitar filas e deixar a festa mais leve e divertida para todos.
Ingresso: R$ 5,00
Crianças não pagam.
Os ingressos devem ser retirados na coordenação da escola, preferencialmente até o dia 12 de junho, para conseguirmos ter uma previsão de público para o evento.
Em caso de chuva, a festa será cancelada.
Agora é só preparar o traje caipira e vir aproveitar esse arraiá com a gente!
WhatsApp através do link na bio!
15/05/2026
A turma do Pré IA esteve intensamente envolvida em uma projetualidade sobre os animais marinhos, mergulhando em um universo de descobertas, encantamentos e investigações. Ao longo do percurso, as crianças puderam ampliar seus repertórios sobre diferentes espécies e fenômenos do fundo do mar, explorando conceitos científicos como crustáceos, moluscos, peixes bioluminescentes, animais marinhos gigantes, algas, cardumes, ondas e os diferentes modos de vida presentes nos oceanos.
As investigações aconteceram de maneira viva e sensível, respeitando as curiosidades do grupo e valorizando o protagonismo das crianças. Entre pesquisas, hipóteses, observações e conversas, também houve muito espaço para o brincar simbólico, para as experiências corporais e para o movimento, permitindo que o conhecimento fosse construído de forma integrada entre corpo, imaginação e linguagem.
As crianças exploraram diferentes riscantes, suportes e materialidades, experimentando múltiplas possibilidades artísticas que deram forma a esse grande “mar de descobertas”. Pinturas, desenhos, construções, produções tridimensionais e experiências sensoriais compuseram a trajetória do projeto, revelando as marcas singulares de cada criança em seu processo investigativo.
As famílias tiveram participação fundamental ao longo dessa caminhada, contribuindo assiduamente com micro pesquisas, materiais, curiosidades e referências que sustentaram e ampliaram as investigações das crianças. Essa parceria fortaleceu a relação entre escola e casa, tornando o processo ainda mais signif**ativo e coletivo.
Encerrando esse percurso de maneira afetiva e celebrativa, no dia 14, as famílias reuniram-se no bosque da escola para partilhar um momento especial de convivência. Em torno de um peixe frito, conversas, brincadeiras e encontros, a turma pôde celebrar as aprendizagens construídas ao longo da projetualidade, fortalecendo vínculos e criando memórias afetivas que certamente seguirão ecoando nas experiências das crianças. .cstlhs
22/04/2026
Quem é o professor que pesquisa?
Em uma escola que assume a pesquisa como parte do cotidiano, é essencial olhar com atenção para o papel do professor. É ele quem sustenta, provoca e acompanha os caminhos investigativos das crianças, não como quem conduz "de cima", mas como quem constrói junto.
Para que uma infância pesquisadora aconteça de verdade, é preciso um compromisso coletivo: escola, educadores e famílias caminhando na mesma direção.
Trazemos algumas reflexões para esse percurso:
* Onde está a criança no processo de pesquisa? Conseguimos reconhecer suas produções, suas narrativas, suas perguntas?
* Controle ou participação? É preciso desmistif**ar a ideia de “domínio de turma” e abrir espaço para a escuta e a construção coletiva.
* Processo ou produto? Mais do que o resultado final, importa compreender como a criança aprende, experimenta, testa e transforma.
* Estética da infância: estamos disponíveis para rever nossos próprios olhares e ampliar o que entendemos como “belo” nas produções das crianças?
* Empréstimo emocional: nosso envolvimento afetivo também é ferramenta — é ele que sustenta vínculos e possibilita a pesquisa.
* E que tal devolver a pergunta?
“Profe, por que as nuvens não caem do céu?”
“E você, o que acha que acontece?”
* Ser um docente pesquisador é também assumir o compromisso com o estudo, a ciência e a constante atualização.
* E, por fim, é fundamental conhecer profundamente o desenvolvimento infantil. Nem sempre o que esperamos está, de fato, ao alcance das crianças , e isso precisa ser respeitado. A medida que tomamos posse do conhecimento, temos mais facilidade em entender os percursos.
Ser professor pesquisador é, antes de tudo, sustentar a curiosidade, acolher o não saber e caminhar junto na descoberta. É também aprender junto coisas que não sabemos, é se colocar em um lugar diferente do que aprendemos, é também ser base forte que sustenta e alicerça esse lindo processo de estar no mundo!
Obs: Mostramos aqui alguns registros das nossas docentes em pesquisa com as crianças; no entanto, eles não contemplam toda a equipe da Eureka.
13/03/2026
Pela primeira vez na história, a obesidade infantil superou a desnutrição entre crianças e adolescentes em idade escolar no mundo. Segundo relatório do UNICEF (2025), mais de 1 em cada 10 crianças já vive com obesidade. Entre os fatores que impulsionam esse cenário estão o alto consumo de alimentos ultraprocessados, ambientes alimentares obesogênicos e o uso de telas durante as refeições.
No Brasil, o cenário também preocupa: desde 2000, a obesidade infantil triplicou, alcançando cerca de 15% da população entre 5 e 19 anos em 2022, enquanto a desnutrição caiu para cerca de 3%. Hoje, o país ocupa o 7º lugar no ranking mundial de obesidade infantil.
Diante de dados tão alarmantes, nós, da área da educação, sentimos a responsabilidade de ampliar a reflexão:
Como estão acontecendo os momentos de alimentação na sua casa? E na sua escola?
Aqui na Eureka, acreditamos que o modo como as crianças se relacionam com a comida importa tanto quanto o que está no prato. Inspirados pela Escola Universo Mágico, de Porto Alegre, passamos a organizar as refeições de forma que as próprias crianças possam se servir.
Esse gesto simples trouxe mudanças signif**ativas: mais autonomia, mais consciência sobre a quantidade de comida e, inclusive, redução do desperdício.
Além disso, sempre que possível, utilizamos nossas áreas externas para partilhar refeições.
Confiem nas crianças.
Observem, escutem e estejam presentes de verdade nesses momentos.
Os resultados são potentes e, muitas vezes, surpreendentes.
05/03/2026
8 de março
Como gestora de uma equipe majoritariamente formada por mulheres (das 35 pessoas da equipe, temos apenas um homem, nosso professor de capoeira) sinto a responsabilidade de trazer uma reflexão por aqui.
Sabemos da origem histórica deste dia, que ao longo do tempo acabou sendo, em parte, diluída pela comercialização de algo tão importante, como também acontece com outras datas signif**ativas.
Mas gostaria de propor uma reflexão: como estamos educando nossos meninos e meninas para agir quando se depararem com uma sociedade que, por vezes, ainda é muito cruel com as mulheres?
No Brasil, em média, 4 mulheres são mortas por dia. Mais de 70% desses casos acontecem por pessoas do convívio da vítima, alguém em quem ela confiava. E sabemos que ainda existem muitos casos que sequer chegam a ser registrados. Nos últimos 10 anos, esse tipo de crime cresceu 316%.
Tudo começa na infância, e não f**a nela, se estende pela vida adulta. A construção de limites emocionais claros e consistentes inicia-se cedo, e é responsabilidade das famílias ajudar a estruturá-los. Da mesma forma, o contrário também se aprende: burlar regras, desrespeitar combinados e relativizar responsabilidades são comportamentos que nossas crianças observam e aprendem a partir de nós, adultos.
Que tipo de exemplo estamos sendo?
Como lidamos quando nossos filhos precisam enfrentar a frustração?
Como reagimos quando algo não sai como gostaríamos?
Como tratamos as nossas relações?
Quando erram, ensinamos que basta pedir desculpas e tudo está resolvido?
Vale refletir sobre como essas pequenas atitudes cotidianas reverberam na vida adulta.
Ninguém deseja ser pai ou mãe de alguém que cometeu uma violência. Muito menos de alguém que a sofreu.
Escolhemos aqui imagens de meninos e meninas na pureza das relações que vivem hoje. Que possamos preservar esses olhares, essa forma genuína de se relacionar e essa humanidade tão presente na infância pelo maior tempo possível.
Que neste 8 de março possamos olhar com mais atenção para nossas atitudes e comportamentos do dia a dia, tanto na forma como educamos nossas crianças quanto na maneira como respeitamos, ou não, as pessoas ao nosso redor.
Monique Fraga
16/01/2026
🤍 O retorno à Bosqueureka sempre é construído com tempo, presença e cuidado. Por isso, dedicamos a primeira semana ao acolhimento das crianças que já caminhavam conosco no ano anterior, antes do início das novas adaptações.
Mesmo para quem já conhece e pertence à escola, voltar é sempre um processo de readaptação. Uma nova sala, uma nova professora, outros ritmos, novos vínculos.
O que permanece como referência segura é a própria comunidade/escola: as memórias construídas, a saudade, os amigos, os espaços e o tempo garantido como direito para brincar, compartilhar e habitar.
Escolhemos iniciar assim porque acreditamos que o vínculo precisa ser continuamente retomado, reestruturado, fortalecido e investido.
É no encontro cotidiano, no olhar atento e no corpo disponível do adulto que a criança reencontra o sentimento de pertencimento e a confiança necessária para seguir explorando e descobrindo o mundo.
Nossa equipe, sempre presente e disponível, esteve inteira nesse processo. Com afeto, escuta sensível e atenção às singularidades, as professoras inventaram possibilidades, sustentaram os encontros e construíram, junto às crianças, novos caminhos de aprendizagem.
As imagens que compartilhamos revelam esse cuidado: educadoras em afeto, em escuta e em presença! Exaltamos o trabalho dessas mulheres, que "emprestam" seu self com propósito e intensão para nossas crianças e famílias. 🤍
13/01/2026
Reservar um dia inteiro para a formação da equipe é, antes de tudo, um gesto de cuidado.
Cuidado com quem cuida, com os tempos do pensamento, com os vínculos que sustentam o cotidiano que pensa a escola. 🌳
Vivemos um dia de imersão: toda a equipe foi convidada a vivenciar propostas, brincar, experimentar, organizar ideias, sentir no corpo aquilo que, proporcionamos para os meninos e meninas no cotidiano Eureka. Porque formar também é criar contexto, provocar deslocamentos e permitir-se atravessar pela experiência.🦋
A partir dessas vivências, construímos juntas um mapa de percurso psicopedagógico: um mapeamento coletivo que nos ajuda a olhar para as crianças em sua inteireza, a respeitar ritmos, a planejar com intenção e sensibilidade.
Entre brincadeiras, trocas, escutas e organização, fomos alinhando o planejamento de 2026, reafirmando escolhas pedagógicas que nascem do cotidiano, da observação atenta e do compromisso com uma educação da pesquisa, signif**ativa e humana.
Seguimos acreditando que uma escola potente se constrói assim: com tempo, com estudo, com presença, com pensamento compartilhado e com pessoas que caminham juntas. ⭐️