04/11/2021
Com o choque recessivo em 2020, o Ministério da Economia havia reportado a criação de 142,690 vagas formais no Brasil no acumulado do ano, resultado decorrente de 15,166 milhões de admissões e 15,023 milhões de desligamentos. Este resultado foi amplamente comemorado, visto que houve elevado nível de geração de empregos diante da brusca retração econômica.
No entanto, ontem (03/11) foram anunciados ajustes nos dados do Novo Caged, tendo em vista a mudança metodológica e os atrasos das informações pelas empresas. Agora o saldo de criação de empregos formais no Brasil em 2020 ficou em 75.883, resultado 46,8% inferior ao anunciado no começo de 2021. Ademais, as admissões foram revistas para 15,437 milhões e as demissões para 15,361 milhões.
Para Caxias do Sul, não houve ajuste expressivo. Neste município houve 56.181 admissões e 60.513 desligamentos com saldo negativo de 4.432 postos de trabalho.
Em nota, o Ministério do Trabalho e Previdência, informou que, mesmo com a revisão dos dados, 2020 continuou a registrar criação de empregos formais. “Ressaltamos que, mesmo com a mencionada revisão, o saldo do Caged de 2020 se mantém positivo, em que pese o pior momento da pandemia da covid-19”, destacou a pasta. Segundo o ministério, o prazo para ajustes dos dados do ano passado acaba no fim de 2021.
“A entrada de dados fora do prazo acontece quando as empresas declaram as informações de admissão e demissão após a competência em que a movimentação se realizou. A possibilidade de realizar esse tipo de declaração já existia no antigo Caged, havendo uma ocorrência um pouco maior neste momento devido ao processo de transição para a declaração via eSocial, que ocorreu para um número significativo de empresas ao longo de 2021”, acrescentou o Ministério do Trabalho e Previdência.
O Obstrab destaca que é natural acontecer ajustes nos dados após um ano corrido, porém a magnitude da diferença questiona a precisão das informações reportadas pelo Caged.