15/09/2026
Hoje completei 47 anos. E, entre tantas mensagens de “parabéns por mais um ano de vida”, me peguei pensando: será mesmo mais um ano? Talvez seja, também, um ano a menos.
Um ano a menos de uma vida cujo tamanho desconhecemos. Um ano que não volta, que já cumpriu seu papel e agora faz parte da minha história.
E essa percepção, longe de me entristecer, me faz olhar para a vida com ainda mais respeito. Porque quando entendemos que o tempo não é infinito, começamos a compreender o verdadeiro valor de estar aqui.
Aos 47, percebo que a vida não deveria ser medida apenas pelos anos que acumulamos, mas pelas marcas que deixamos e pelas pessoas que encontramos pelo caminho. Em alguns momentos somos necessários. Em outros, somos apenas companhia. Para algumas pessoas, somos úteis; para outras, somos queridos, admirados, lembrados. E existem aquelas relações especiais em que não precisamos oferecer absolutamente nada além da nossa presença — e talvez sejam justamente essas as mais bonitas.
Com o passar dos anos, também aprendemos que nem todo mundo permanecerá. Algumas pessoas chegam para uma estação, outras atravessam anos conosco. Algumas deixam saudade, outras deixam aprendizado. E tudo bem. Cada encontro, de alguma maneira, ajuda a escrever quem somos.
Hoje não quero contar apenas os meus 47 anos. Quero contar os afetos, as histórias, os tropeços, as gargalhadas, as pessoas que passaram, as que ficaram e tudo aquilo que ainda tenho vontade de viver.
Se ganhei mais um ano ou se tenho um ano a menos, não sei. Mas sei que tenho o hoje. E talvez esse seja o maior presente de todos.
Por isso, meu agradecimento sincero a cada pessoa que separou alguns minutos do seu dia para lembrar de mim, mandar uma mensagem, fazer uma ligação, me abraçar ou simplesmente desejar coisas boas. Em um mundo tão corrido, ser lembrada é uma forma bonita de carinho.
Obrigada por fazerem parte, de alguma maneira, dos meus 47 anos de história. ❤️
E que eu tenha sabedoria para não desejar simplesmente mais tempo, mas para fazer valer verdadeiramente o tempo que ainda me pertence.