20/01/2023
Psicológicas
Estudos estabelecem relações importantes entre a procrastinação e distúrbios mentais como ansiedade, problemas de autoestima e comportamento autodestrutivo.
Segundo o autor David Allen, criador do método Getting Thing Done (GTD), traduzido para o português como
A arte de fazer acontecer, existem duas razões psicológicas que levam a pessoa a procrastinar.
A primeira categoria diz respeito aquelas tarefas menos importantes, que servem apenas para atrapalhar o fluxo natural de uma sequência de acontecimentos.
Como, por exemplo, organizar a sua mesa de trabalho para aumentar a sua produtividade.
Já a segunda é exatamente o oposto.
Representa aqueles compromissos mais sérios, que exigem um grau de responsabilidade muito grande e que podem vir a causar consequências de um impacto significativo.
Nesse caso, o exemplo pode ser um trabalhador que adia ao máximo a entrega de determinada demanda por medo dela não estar a altura do que o seu chefe deseja.
O perigo, em qualquer um dos casos, é subestimar a complexidade de uma tarefa, caso a procrastinação deixe de ser episódios esporádicos e passa a se tornar um hábito.
Fisiológicas
Quanto às raízes fisiológicas da procrastinação, a maioria dos estudos, levam ao envolvimento do córtex pré-frontal.
Para quem não sabe, essa área do cérebro tem como principais funções atuar no planejamento, controle de impulsos, determinação do foco e filtro de estímulos geradores da distração.
A pouco utilização dessa área, assim como pequenas lesões na região, podem levar ao aumento da procrastinação, uma vez que a pessoa se deixa levar mais facilmente por distrações externas.
É algo parecido ao que acontece com os pacientes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), em que o córtex pré-frontal é menos usado.