30/06/2026
No dia 30 de junho de 2002, o Brasil se despedia de uma das suas figuras mais emblemáticas e queridas: Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier. Mais do que a morte de um homem de 92 anos, aquele momento ficou marcado como o cumprimento de uma promessa e o ápice de uma vida inteiramente dedicada ao próximo.
Chico costumava dizer a amigos próximos que gostaria de partir em um dia em que o povo brasileiro estivesse muito feliz, para que a sua morte não trouxesse tristeza. E assim aconteceu. Naquela tarde de domingo, o Brasil conquistava o pentacampeonato mundial de futebol. Enquanto o país inteiro celebrava nas ruas com bandeiras e sorrisos, Chico Xavier, discretamente em sua cama em Uberaba (MG), cerrava os olhos e iniciava o seu processo de desencarnação.
Para o Espiritismo, a desencarnação de Chico Xavier não foi um ponto final, mas sim o retorno triunfal de um espírito missionário à sua verdadeira pátria. Após décadas psicografando mais de 450 livros, consolando milhares de mães em luto e doando cada centavo dos seus direitos autorais para a caridade, sua transição para o plano espiritual foi descrita por testemunhas e relatos posteriores como um momento de profunda paz e leveza.
O dia 30 de junho se tornou, desde então, uma data de dupla memória: a celebração de uma conquista coletiva no esporte e o aniversário de saudade de um homem que ensinou o país a entender que "o amor não morre" e que a vida continua, vibrante e plena, além da matéria.