A filosofia educacional Agostiniana se fundamenta no educar para a vida, busca a humanização do ensino, focando o corpo docente, discente, administrativo, familiar e comunitário como um pilar unificado onde as ramificações são apenas metodológicas, servindo como apoio indissolúvel no processo educacional. Embora cada um acrescente aspectos diferenciados em relação ao ensino-aprendizagem e à avalia
ção, o enfoque está sobre os atores desse processo, enquanto agentes sociais, capazes de interiorizarem o conhecimento e inseri-lo na comunidade, transformando-se mutuamente. Para tanto, deve-se observar a ação desta unidade escolar, onde o aluno já desenvolve a atua em projetos assistencialistas, sendo que o intuito é ampliar esses horizontes. É preciso ir além das fronteiras do conhecimento e adentrar na realidade e, através da ação, demonstrar inconscientemente – uma consciência voltada para as urgências da sua comunidade, revendo valores como amizade, compromisso, fraternidade, religiosidade tendo como alicerces a compaixão e a humildade. Nossa prioridade é o que o aluno aprende e não o que o professor ensina. Neste âmbito, compreendemos que o foco do aprendizado está além da sala de aula. Sendo assim, há que entremear a família no contexto escolar e “outras instituições que fazem parte desse universo”. Faz-se necessário, então, que o educador seja heterogêneo para atender a diversidade e complexidade que exige sala de aula e o mundo. Dessa maneira, a formação profissional deve ultrapassar as barreiras da especialização para abranger um saber transdisciplinar - aquele que responde às expectativas reais da aprendizagem como um todo. Como afirma Rubem Alves, "quanto maior a visão em profundidade, menor a visão em extensão". A educação atual não exige apenas o professor especialista, mas sim um articulador, que conheça sua realidade e seja capaz de conduzir os alunos a realizar tarefas que levem à processualização e à prática do conhecimentos e habilidades múltiplas. Pro isso, vale lembrar a filosofia agostiniana a qual afirma que "todos somos condiscípulos, o que significa que, enquanto educadores agostinianos, há de existir preocupação adjacente com o como atingir as necessidades do educando, respeitando-o enquanto indivíduo e coletividade. Logo, é viável manter diálogos entre a escola e a comunidade, retomando valores que em muitas instituições, especialmente particulares, estão sendo esquecidas. Apesar de Perrenoud apresentar dez novas competências para ensinar, dois critérios primordiais precisam ser ressaltados: os da sensibilidade e o da afetividade. Além desses, em particular, o Colégio Nossa Senhora Mãe de Deus, acrescentamos o quesito compaixão uma vez que esta se define como uma adesão total e completa ao sentimento pelo outro, igualando-se ao outro humildemente.