21/10/2023
De acordo com a intensidade das características presentes é possível classificar o autismo em 3 níveis. Porém, para simplificar, podemos pensar nesses níveis como uma paleta de cores. Sabe quando você vai à loja de tinta e pede, por exemplo, a cor azul e o vendedor te traz uma paleta de tons azuis? Desde os tons mais escuros aos mais claros, é basicamente isso que vemos com relação ao espectro:
➡️Nível 1 - Apresenta uma funcionalidade melhor, com uma comunicação mais ou menos funcional e sem comprometimento cognitivo.
➡️Nível 2 - Consegue falar, mas possui mais dificuldade em manter uma comunicação funcional e apresenta mais dificuldade nas relações sociais.
➡️Nível 3 - Necessita de mais apoio nas áreas mais acometidas, como na comunicação, interações sociais, nas áreas cognitivas e comportamentais. Cerca de 30% destas pessoas possuem deficiência intelectual e outras comorbidades.
Ler e escrever são direitos de todos os cidadãos brasileiros, garantido pela Constituição, mas a alfabetização em crianças com autismo pode ser um desafio para os pais e professores. Isso acontece porque que os alunos com autismo experimentam desafios específicos em relação ao processo de aprendizagem. A escrita, por exemplo, é um desafio para muitos estudantes autistas, pois envolve coordenação, força muscular, habilidades motoras, habilidades de linguagem e organização. Por isso, pode ser necessária a ajuda de diversos profissionais da educação e realizar uma avaliação neuropsicopedagógica para avaliar a cognição e psicomotricidade, além das formas de se relacionar com o mundo. Essas questões são fundamentais para criar estratégias na hora de alfabetização e adequar o ambiente às necessidades da criança com TEA.