22/12/2017
Texto do Movimento Ocupa Penedo sobre o fechamento da EEEFM Professora Maria Penedo
Hoje, 22 de dezembro de 2017, sexta-feira, encerraram-se mais um ano letivo na escola Professora Maria Penedo e algo que deveria ser uma notícia boa devido aos diversos desafios superados, lutas travadas e, sobretudo, um novo passo para o futuro dos alunos - passo esse em que os professores têm um papel fundamental ajudando, orientando e construindo sonhos - é algo que parte o coração de alunos, professores e comunidade, uma vez que agora, quando a escola será fechada, será diferente, pois tudo irá terminar junto com o ano letivo. Dessa vez, o Governo do Estado e a Secretaria de Educação (SEDU-ES) destruíram histórias, enterraram o passado e roubaram nosso futuro, porque hoje, com as aulas, finda-se o nosso Penedo e, de uma hora para outra, não temos mais nossa escola, que acima de tudo, foi casa, foi abrigo, foi base, foi chão, pois de uma hora pra outra, pegaram a minha, a sua, a nossa escola e mataram, para que um projeto sujo possa viver e beneficiar uma minoria da população.
Os alunos lutaram muito por essa escola, para vê-la melhor para todos e quando finalmente conseguimos conquistar, tivemos nossos sonhos roubados por um governo que não escuta alunos, profissionais e, tão menos, comunidade. E agora, cansados de lutar, utilizamos nossos últimos esforços para repudiar veementemente a este pseudo-projeto denominado "Escola Viva". Gostaríamos de esclarecer que viva mesmo foi a EEEFM Professora Maria Penedo, que resistiu por várias décadas com todas as suas limitações e dificuldades, garantindo ainda sim um ensino de qualidade e de referência a todos os seus alunos, escola que acolheu, ensinou e transformou-nos, não em simples alunos, mas em seres humanos capazes de evoluir, crescer e ajudar os outros, tornou-nos cidadãos com direitos e deveres e com um mundo bem maior para aventurar-nos nessa magia de viver; cidadãos que mesmo com muitas limitações, não temos fronteiras pra sonhar e aos que virão apenas posso garantir que: Viver de verdade foi estar no Penedo!