04/07/2017
NÃO LEIA, PORQUE O QUE DIREI PARECERÁ LOUCURA SE VOCÊ É DOUTRINADO. Obs.: Por isso, ao final, situarei as devidas fontes.
Cavalheiros e damas, meu nome é Lucas Cenci, sou o administrador mais novo da página. Me interessei por política e economia ainda cedo e reconheci a forma de governo monárquica como a mais eficiente.
Sei que para você que prefere a República pode parecer loucura. E era exatamente isso que eu pensava, mas o que nós pensamos, pode, às vezes, estar muito longe da verdade. Sendo assim, espero que, como eu estudei, você também possa estudar e admitir que a Monarquia é melhor, ou que tem demonstrado mais eficiência no passar dos anos. Isso, de forma alguma, você pode contrariar, pois contra fatos, não há argumentos.
Lá estava eu, ainda criança, lendo sobre romantismo e estudando sobre dois escritores, Machado De Assis e Monteiro Lobato, e, de repente, eu constato que ambos apoiavam o sistema monárquico - o que despertou minha curiosidade. Logo pensei: "Como homens tão inteligentes apoiariam um sistema tão retrógrado e escravocrata? Não deveriam ter vivido esta época". E, após pesquisar, verifiquei que os mesmos nasceram quando o país era uma monarquia ainda.
Machado De Assis disse: "Quanto às minhas opiniões políticas, tenho duas, uma impossível, outra realizada. A impossível é a república de Platão. A realizada é o sistema representativo [a Monarquia]. É sobretudo como brasileiro que me agrada esta última opinião, e eu peço aos deuses (também creio nos deuses) que afastem do Brasil o sistema republicano, porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou".
Depois de ler isso, pensei: "Ah! esse escritor deveria ter nascido de um burguês, ter frequentado as melhores escolas, para apoiar um sistema que favorece a escravidão" e, após algumas pesquisas, percebi que Machado de Assis era exatamente o contrário, de origem pobre, neto de escravos alforriados e de família pobre. Estudou em escolas públicas e nunca frequentou o ensino superior.
Então pensei: "Ah! então esse escritor só sabe escrever mesmo, porque, para apoiar um sistema tão retrógrado, tem que ser, no mínimo, desconhecedor de acontecimentos políticos".
Depois de algumas horas de pesquisa, descobri que o mesmo ocupava um alto posto no funcionalismo público da Corte. Isso deixava-o mais próximo dos fatos e, também, vulnerável às mudanças políticas.
Poxa! Um escritor, político, que nasceu no império, que acompanhou o golpe da Republica, de família pobre, neto de escravos, apoiar um sistema como esse? Tem alguma coisa de errada nisso. Lá fui eu pesquisar sobre países e suas formas de governo, países mais desenvolvidos, países com maior liberdade, países com mais felicidade, países mais democráticos e constatei que, dos 10 melhores países para se viver, 7 deles são Monarquias. Fui pesquisar os países mais pobres, menos democráticos e constatei que dos 10 países piores para se viver, os 10 são Republica.
Na hora, eu não acreditei no que eu estava vendo e pensei: "Mas, se Monarquia é tão melhor assim, por que a Republica entrou no Brasil?"
Através das fontes que estão disponíveis no fim do texto, descobri que a Republica foi instaurada por escravocratas que se revoltaram por causa de a família real ter abolido a escravidão e por estar disposta a indenizar todos os ex-escravos.
Dom Pedro II e o Barão de Mauá eram amigos e planejaram juntos o futuro dos escravos pós-abolição. Infelizmente com o golpe militar de 1889, apoiado pelos burgueses fazendeiros que perderam seus escravos, os planos foram interrompidos, criando aglomerados de socialmente excluídos, conhecidos hoje como “favelas". E, oficialmente, a primeira grande favela, na cidade do Rio de Janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a proclamação da república e o cancelamento de subsídio financeiro que o Império pagava aos ex-cativos por ocasião da abolição até que tivesse consolidada sua inserção social.
José do Patrocínio criou uma guarda especialmente para a proteção da princesa Isabel, devido a promulgação da Lei do Ventre Livre e, depois, com a abolição, a princesa recebia diariamente ameaças contra sua vida e de seus filhos, ameaças estas financiadas pelos grandes cafeicultores e latifundiários escravocratas.
A família imperial não possuía escravos. Todos os negros, brancos e servidores públicos, à serviço do Império do Brasil, em contato direto com a família imperial, eram alforriados e assalariados, em todos imóveis da família.
Pedro II tentou no parlamento, no Rio de Janeiro, a abolição da escravatura desde 1848 criando uma luta contra os poderosos fazendeiros brasileiros por longos 40 anos e, por isso, foi deposto, por ter libertado os escravos.
A princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu Palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas, e isso era considerado um verdadeiro escândalo para uma época em que afrodescendentes eram consideradas uma sub-raça. Na casa de veraneio em Petrópolis, a princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugitivos de senzalas e arrecadava numerários e doações de outros poderosos de bom coração para pagar pela alforria deles. Os filhos da princesa Isabel editavam um jornal totalmente abolicionista que circulava em Petrópolis. E para a minha surpresa nem mesmo D Pedro I era a favor da escravidão, quem dera D Pedro II e sua família?
Passando um ano de estudos intensivos sobre o tema, minha professora, no ano seguinte, diz algumas coisas sobre Monarquia e a Família Real, e eu a abordo dizendo: "Isso tudo é mentira!". No momento, ela espanta seus olhos, f**a pálida e me pergunta: "Como assim 'mentira'?"; e eu: "D. Pedro II pretendia abolir a escravidão. Já dizia o Historiador Manuel Correia: 'Nos fins do Império, mais precisamente em maio de 1889, o gabinete João Alfredo incluía na Fala do Trono de abertura dos trabalhos legislativos a necessidade de desapropriação de áreas marginais às estradas de ferro, em construção, e aos rios navegáveis, a fim de que nelas fossem implantadas colônias agrícolas; colônias que abrigariam agricultores pobres sem terra e escravos recém-libertos pela Lei Áurea. O poder dos latifundiários, porém, era tão grande que em junho do mesmo ano o gabinete João Alfredo foi derrubado, após uma campanha de desmoralização contra ele movida no parlamento e na imprensa, e em novembro do mesmo ano caia também a Monarquia, com a 'proclamação' da República.'". Naquele momento, ela se espanta e diz que eu estou f**ando louco - logo eu, quem ela mais considera da turma; e eu digo: "Professora, eu nunca seria desrespeitoso contra a senhora, mas uma coisa é fato, um historiador como Manoel Correia, ou uma escritora como a Lilia Moritz, professora da USP, ou também fontes como o Museu de petrópolis nos dá muito mais credibilidade do que é certo se comparado à senhora, professora.
Aquela dia ela se enfureceu, mas infelizmente a verdade tem que ser dita mesmo que doa em muitos.
Depois dos meus estudos, também descobri que a monarquia custa barato (comparado à república), tampouco reis servirem de enfeite. Manter uma família imperial é muito mais barato do que um presidente. Lula, por exemplo, nos custou mais caro que as monarquias europeias. Segundo dados do governo federal, de janeiro a setembro de 2006, a Presidência da República custou R$ 288,6 milhões ao contribuinte brasileiro (ou US$ 165,1 milhões à época). No mesmo ano, a Coroa Britânica custou ao povo do Reino Unido US$ 73,3 milhões, a Coroa Dinamarquesa, US$ 15,6 milhões e a Coroa Sueca, US$ 23,2 milhões. Isto é, somadas, as três gastaram juntas, em 1 ano, quase 32% menos do que o governo brasileiro gastou em 8 meses!
E de forma alguma um rei serve só de enfeite. Fora sua função moderadora, um rei é como um diplomata: ele representa a cultura de seu país, negocia acordos entre nações, media conflitos, dissolve parlamento, líder dar forças armadas, chefe de estado, entre outras coisas. É como um "embaixador de alto nível''. Segundo Benjamin Constant, sua concepção, a função do poder real em uma monarquia constitucional seria a de um mediador neutro, capaz de resolver os conflitos entre os poderes instituídos, o Rei NUNCA está a par de um partido, ele é apartidário (sem partido, coisa que não existe em um presidente).
Depois de conhecer a grande história do Império, descobri que em 1880 o Brasil atingiu o patamar de 4ª economia mundial, sendo o 9º maior Império da história humana. Nessa época, existiam apenas 14 impostos no Brasil, atualmente são 92 impostos diferentes. No mesmo período, a moeda do Império tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina, e a Marinha do Império do Brasil era a segunda maior e melhor marinha do mundo, f**ando atrás apenas da marinha do Maior Império da História Humana, o Império Britânico.
O Império Brasileiro foi o maior construtor de estradas de ferro do mundo, com mais de 26 mil km pavimentados. A média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em 1880 era de R$ 8.958,00 em valores atualizados para a unidade monetária de hoje. Entre 1860-1889 a média do crescimento econômico brasileiro era de 8,81% ao ano, quase 30 anos de crescimento vertiginoso constante. Dentro desse período, o Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.
Entre o período de 1850-1889, a média da inflação era de 1,08% ao ano. A liberdade de expressão era altíssima, e as mídias e a imprensa livres para pregar qualquer ideal, inclusive o ideal republicano, e até mesmo para falar mal do Imperador do Brasil.
"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros”, conta o historiador José Murilo de Carvalho. “Schreiner, ministro da Áustria, afirmou que o Imperador era atacado pessoalmente na imprensa de modo que ‘causaria ao autor de tais artigos, em toda a Europa, até mesmo na Inglaterra, onde se tolera uma dose bastante forte de liberdade, um processo de alta traição’. "Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. “Imprensa se combate com imprensa”, dizia o Imperador.
Dom Pedro II ordenou o fim da guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a proclamação da república, a guarda voltou a existir. Por ocasião do golpe militar de 1889, D. Pedro II tinha 90% de aprovação popular. O golpe foi inconstitucional e sem aprovação popular, tanto que era uma ditadura militar e não um sistema representativo aprovado por voto direto do povo.
O imperador brasileiro, Dom Pedro II, recebeu 14 mil votos no estado da Filadélfia, nos Estados Unidos, para a eleição presidencial de lá, devido à sua popularidade mundial, pois, na época, os eleitores americanos podiam escrever na cédula o nome de quem quisessem votar nas eleições. Uma senhora milionária do sul dos Estados Unidos, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Dom Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil e ele respondeu literalmente com dois “never!” (nunca) bem enfáticos.
Dom Pedro II fez um empréstimo pessoal em um banco europeu para comprar a fazenda que hoje é o Parque Nacional da Tijuca. Numa época em que ninguém sequer fazia ideia do que fosse ecologia ou desmatamento, o imperador mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa. A mídia da época do Brasil Império ridicularizava com charges e críticas em artigos a figura de Dom Pedro II por usar roupas extremamente simples para os padrões convencionais europeus de imperadores, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis, mas ele agia assim porque não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Mesmo ele sendo o alvo de charges diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão, liberdade total de imprensa e nenhuma censura de qualquer espécie. Os grandes inventores Thomas Edison, Louis Pasteur e Alexander Graham Bell fizeram teses acadêmicas em homenagem ao Imperador brasileiro, Dom Pedro II.
O Brasil Império precisa voltar para moralizar a política nacional, porque essa corja maligna e corrupta que criou tentáculos em todas as esferas do poder brasileiro transformaram o Brasil de um dos países mais desenvolvidos do mundo na época do Império em um dos países mais miseráveis do mundo atualmente. É necessário que o Brasil volte a ser um império urgentemente, pelo bem da moralidade, da decência e da ética na política nacional, resgatando assim tudo de bom o que um dia esse país foi. Vivemos em um golpe que se perdura até os dias de hoje e saia dessa matrix que se chama Republica Federativa Do Brasil. Nesses 126 anos de República, quais foram as vitórias? Três golpes de estado, cinco repúblicas, três ditaduras, seis constituições, inflação na casa dos quadrilhões (não, você não leu errado), censura aos meios de comunicação, tortura, estagnação econômica, moeda fraca, aumento da desigualdade social, e por aí vai.
Entretanto, num passado não tão distante, o Brasil tomava um rumo diferente em busca da plena democracia, crescimento econômico e tecnológico. Você vai conhecer esta parte do Império que foi esquecida (ocultada, na verdade) dos livros de história aqui na página Monarquia Brasil.
Fontes:
Biblioteca Nacional, IMS, Coleção Teresa Cristina, Diário de Pedro II, Correspondências do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas do Imperador, Imperador Cidadão, Filho de uma Habsburgo, Chico Xavier e D. Pedro II, Cartas da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, D. Pedro II Ser ou Não Ser, Acervo Museu Histórico Nacional,internet, os bestializados, Democracia Coroada e Internet. Participação dos textos de André Luís Neto da Silva Menezes, pseudônimo: Tiranossaurus Rex – publicitário, inventor, filósofo, músico, integrante da Royal Society Group, membro da Confederação Brasileira de Letras, também do site:https://www.digasimamonarquia.com.br/