Em defesa da Torá

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Comprometemo-nos a defender a autenticidade da Torá em consonância com os ensinamentos de Yeshua, visando promover a compreensão e a harmonia entre as tradições judaicas com os escritos apostólicos.

22/03/2026

Em se tratando da bíblia, o que você gostaria que fosse ensinado pra você? Qual dúvida é pertinente em sua mente?

10/01/2026

Mateus 23 é usado há séculos como se o Messias estivesse atacando o judaísmo e anulando a autoridade dos fariseus e da Torá. Mas será que o texto diz isso mesmo?

Quando ele fala da cadeira de Moisés, ele está destruindo a autoridade ou revelando quem a estava usando errado?

Escrevi um estudo mostrando por que o problema nunca foi a Torá, nem a estrutura, mas a hipocrisia de alguns que pararam de viver o que ensinavam.

Leia aqui:

https://www.defesadatora.org/2026/01/a-cadeira-de-moises-mateus-23.html

04/11/2025

Criei um grupo no WhatsApp para essa comunidade. Podem entrar:

“Por anos, me fizeram acreditar que eu estava roubando o Criador. Eu dava com medo. Achava que se não entregasse o dízim...
19/10/2025

“Por anos, me fizeram acreditar que eu estava roubando o Criador. Eu dava com medo. Achava que se não entregasse o dízimo, o devorador ia devastar a minha casa e eu perderia o meu direito de vida eterna"💔

Este livro nasceu da dor e da busca por respostas. São mais de 200 páginas que desmontam o mito do dízimo moderno com base bíblica e histórica, sem medo de confrontar o que está errado. Não é sobre rebeldia, é sobre libertação espiritual e intelectual. Depois que você ler, nunca mais verá o dízimo da mesma forma.

Link para adquirir a obra: https://lp.m3mbers.com.br/os-dizimos/

09/08/2025

Tema: Cristãos: A Origem Esquecida

Por Cleiton Gomes

A primeira ocorrência do termo “cristãos” aparece em Atos 11:26, Antioquia da Síria. No primeiro século, era a terceira maior cidade do Império Romano, depois de Roma e Alexandria, com uma população estimada entre 200 e 500 mil habitantes. Era um centro multicultural, com forte presença grega, romana e judaica, o que explica por que se tornou um ponto estratégico para a expansão da mensagem de Yeshua aos gentios.

Se considerarmos o ano 33 d.C. como o início do ministério apostólico e situarmos o surgimento do termo “cristãos” em Antioquia entre os anos 42 e 44 d.C., temos um intervalo aproximado de 9 a 11 anos entre esses eventos. Isso significa que os primeiros cristãos apareceram em momento posterior ao estabelecimento inicial da comunidade de discípulos. F**a claro, portanto, que a comunidade primitiva não nasceu sob o título de “cristãos”, tal como concebido nos séculos posteriores.

Os registros do primeiro século mostram que os discípulos de Yeshua eram conhecidos como “os do Caminho” e identificados como integrantes da “Seita dos Nazarenos” (נְצָרִים, netsarim), um título que refletia seu enraizamento nas promessas proféticas e seu compromisso com a observância da Torá. O termo netsarim tem raízes anteriores ao primeiro século, ligado ao verbo hebraico נָצַר (natsar), que significa “guardar” ou “vigiar”, usado no Tanach para descrever o zelo em preservar os mandamentos e a aliança (Dt 33:9; Sl 25:10; Pv 4:4).

Os netsarim foram os primeiros seguidores de Yeshua, identificados como uma seita judaica que permanecia fiel à Torá e às boas tradições de Israel, rejeitando, contudo, as tradições humanas destituídas de fundamento bíblico (Tito 1:14; Cl 2:8), conforme o próprio Yeshua ensinou em Marcos 7:6-8.

Antes de tornar-se discípulo, Paulo perseguiu de forma intensa esse grupo, obtendo autorização para prender homens e mulheres que seguiam o Caminho (Atos 9:2; 22:4). Posteriormente, já convertido, ele próprio afirmou pertencer à mesma seita que antes combatia (Atos 24:14). No contexto do primeiro século, o termo “seita” não possuía a conotação negativa que lhe foi atribuída nos períodos posteriores, mas indicava um segmento ou vertente dentro do judaísmo, como a “Seita dos Fariseus” (Atos 15:5) ou a “Seita dos Saduceus” (Atos 5:17). Tal designação transmitia a noção de continuidade e não de ruptura, evidenciando que o movimento nazareno era visto como uma expressão legítima da fé de Israel, preservando sua essência e interpretando-a à luz da obra e do ensino do Messias.

Os primeiros cristãos, como já visto, surgiram em Antioquia entre os anos 42 e 44 d.C., quando alguns discípulos nazarenos, próximos aos apóstolos, se refugiaram naquela região durante a perseguição promovida por Paulo (Atos 11:19-30). Ali, anunciaram a mensagem sobre Yeshua e muitos gentios creram. Ao tomar conhecimento do fato, a liderança dos netsarim enviou Barnabé para averiguar, e ele confirmou a autenticidade da obra. Em seguida, buscou Paulo, e juntos passaram a discipular os novos crentes, estabelecendo uma base sólida de ensino. Esse foi o início de uma convivência harmoniosa entre judeus nazarenos e cristãos gentios, que perdurou por aproximadamente 56 a 58 anos, período em que ambos compartilharam a mesma fé, a mesma doutrina e a mesma base na Torá.

Desde o surgimento dos primeiros cristãos é possível identificar registros que evidenciam a preservação do Shabat, a observância das festas bíblicas e o uso de símbolos judaicos nos locais de culto das comunidades gentílicas, sempre sob orientação dos netsarim.

Essa harmonia, contudo, foi abalada no final do primeiro século. Por volta do ano 100 d.C., as cartas de Inácio de Antioquia marcam o início documentado de um movimento de apostasia entre cristãos gentios. Nelas, percebe-se a rejeição explícita do Shabat, a adoção de uma autoridade eclesiástica centralizada e um afastamento intencional das práticas herdadas do judaísmo nazareno. Essas mudanças não apenas romperam com o modelo de liderança que prevalecera desde os apóstolos, mas também abriram caminho cada vez mais desvinculado das suas raízes hebraicas.

Essa separação marcou uma nova fase na história: formaram-se as bases para o cristianismo gentílico como uma identidade independente e institucionalizada. A partir de então, judeus nazarenos e cristãos gentios passaram a trilhar caminhos distintos. Enquanto os netsarim mantinham-se fiéis à Torá e à interpretação messiânica de Yeshua, grande parte da comunidade gentílica começou a afastar-se das raízes judaicas, rompendo com a liderança nazarena e adotando doutrinas e costumes alheios ao contexto bíblico. Nesse processo, práticas que por décadas haviam sido transmitidas e vividas segundo a observância da Torá foram reinterpretadas ou simplesmente abandonadas.

O distanciamento da Torá e o surgimento de interpretações teológicas desvinculadas do contexto original criaram um cenário propício ao desenvolvimento do antissemitismo religioso, que ao longo dos séculos se tornaram um dos elementos mais trágicos da história eclesiástica. Assim, aquilo que no início do movimento era um testemunho unificado, foi gradualmente substituído por uma estrutura religiosa que passou a ver a herança judaica não como fundamento, mas como algo a ser descartado.

Em suma, compreender esse percurso histórico não é apenas revisitar fatos do passado, mas reconhecer como escolhas e desvios moldaram a fé que chegou até nós. O resgate da perspectiva original permite não apenas corrigir distorções, mas também recuperar a integridade do testemunho que uniu, no primeiro século, judeus e gentios em torno da Torá e do Messias de Israel.

Seja iluminado!!!

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22/07/2025

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ESCRAVATURA NO ISRAEL BÍBLICOPor Cleiton GomesA escravatura no contexto bíblico hebraico deve ser compreendida como uma ...
22/07/2025

ESCRAVATURA NO ISRAEL BÍBLICO

Por Cleiton Gomes

A escravatura no contexto bíblico hebraico deve ser compreendida como uma instituição social regulada pelo ETERNO, distante do modelo de exploração desumana que muitos imaginam. É importante saber que, a servidão funcionava como um mecanismo de proteção social em épocas de dificuldade econômica, permitindo que famílias endividadas evitassem a miséria absoluta (Êxodo 21:1–6). Esse sistema era cercado de garantias legais que protegiam a dignidade humana.

No hebraico bíblico, o termo mais comum para “escravo” é עֶבֶד (ebed), que também pode ser traduzido como “servo” ou “serviçal”. Sua raiz (עָבַד, abad) significa “trabalhar”, revelando que a condição do ebed era antes um vínculo servil de trabalho do que mero objeto de propriedade. Além do ebed israelita, o vocábulo נָכְרִי (nokri) aparece para designar “estrangeiro” ou “servo estrangeiro”, enquanto שִׁפְחָה (shipchah) refere-se à “escrava” ou “serva” do s**o feminino.

As pessoas se tornavam ebedim (servos) por três principais razões:

Endividamento: Quando um israelita não conseguia pagar suas dívidas, vendia provisoriamente sua força de trabalho para quitação (Êxodo 21:2). Durante esse período o credor tinha o dever de garantir moradia, alimentação e condições de trabalho dignas. Ao chegar o shemitá todas as dívidas pessoais eram canceladas e o ebed recuperava sua liberdade, ainda que pudesse optar por permanecer por vontade própria.

Pobreza extrema: Em épocas de seca, praga ou colheitas insuficientes, famílias à beira da fome ofereciam um membro da casa como ebed para assegurar sustento e proteção. Essa servidão durava até a melhora das condições econômicas e não se estendia além do ciclo de shemitá, que restaurava a liberdade e reconduzia o ebed à vida comunitária (Levítico 25:39–40).

Captura em conflitos: Prisioneiros de guerra eram integrados como ebedim, mas não se tornavam mercadoria sem direitos. As normas do ETERNO proibiam a venda destes para outros estrangeiros e exigiam tratamento humano. Mulheres capturadas tinham período de luto antes de servirem e todos podiam, após certo tempo, reivindicar proteção legal ou liberdade caso fossem lesionados (Deuteronômio 21:10–14; Êxodo 21:26–27).

As condições exigidas para a servidão incluíam a entrega voluntária diante de duas testemunhas e do sacerdote (Êxodo 21:5–6), garantindo formalidade e registro público. Diferente do sistema de escravidão permanente de outras culturas, o vínculo do ebed cessava automaticamente no shemitá, salvo se o servo optasse por permanecer por vocação, ato que também ocorria de forma ritualizada diante do sacerdote.

Leia o conteúdo completo:

Esse sistema era protetivo, temporário e alicerçado na dignidade humana.

14/06/2025

Sexualidade e Santidade: Um Convite ao Arrependimento Verdadeiro

Por Cleiton Gomes

Vivemos uma era marcada por uma inversão inquietante de valores. O que antes era considerado profano hoje é celebrado como liberdade. O que antes era visto como virtude agora é ridicularizado como atraso. A humanidade se afasta cada vez mais da verdade revelada, tornando-se cega e de coração endurecido. Muitos já não creem mais nas palavras do Criador, mas sim em versões adulteradas dEle, forjadas à imagem de suas próprias paixões. Construíram para si um deus feito à semelhança do desejo humano, um deus permissivo, domesticado, complacente com o erro, um deus que não exige arrependimento, que não condena o pecado, e que se alegra com a abominação. Um deus moldável, manipulável, ajustável às vontades do indivíduo, onde, se a regra celestial incomodar, ela pode ser reinterpretada até se tornar palatável.

A verdade do Criador, porém, não é subjetiva nem mutável. Ela é eterna, firme como os céus. A Torá não se curva às vontades humanas. Ela não é moldada pelas tendências sociais nem pelos movimentos culturais. A Escritura chama de abominação o que muitos hoje defendem como direito e identidade. E entre essas práticas está o envolvimento sexual entre pessoas do mesmo s**o. O Criador não deixou dúvida quanto ao Seu juízo sobre isso. Ele não apenas condena o ato, mas mostra que sua persistência revela um distanciamento profundo da luz.

Em Levítico 18, está escrito que homem não deve se deitar com outro homem como se deita com mulher, pois isso é abominação. Esse termo não é usado de forma leviana. Ele descreve algo que provoca repulsa espiritual diante do ETERNO. Não se trata de nojo humano ou cultural, mas de uma violação sagrada da ordem estabelecida no princípio. O mesmo capítulo associa essas práticas à contaminação da terra, à quebra da aliança, à destruição de povos inteiros.

O apóstolo Paulo, no primeiro capítulo de sua carta aos romanos, vai ainda mais fundo. Ele descreve o processo espiritual que leva uma sociedade à decadência. Quando a verdade do Criador é rejeitada, Ele permite que o coração siga seus próprios desejos desgovernados. Homens deixam o uso natural da mulher, e mulheres deixam o uso natural do homem. Isso não é evolução da consciência. É degradação espiritual. Não é descoberta de identidade. É rendição a um espírito de engano. A mente que se rebela contra a verdade se torna reprovada, já não distingue mais o que é santo do que é impuro. Chama amor ao que é apenas lascívia. Chama liberdade ao que é escravidão da carne. Celebra-se o direito de fazer o que quiser com o próprio corpo, como se o corpo não fosse criação sagrada, como se não tivesse sido feito para refletir a imagem e a ordem do ETERNO.

O que vemos hoje é uma humanidade que já não busca o que é verdadeiro, mas o que é conveniente. Um mundo em que se pratica s**o be***al, múltiplo, desenfreado, onde a fidelidade é ridicularizada, e a pureza é motivo de vergonha. Muitos pensam que o Criador se alegra com casamentos entre pessoas do mesmo s**o. Chegam a celebrar cerimônias em Seu nome, ignorando que Ele mesmo chama isso de abominação. Não é apenas erro. É transgressão do plano divino para a sexualidade. É a substituição da união sagrada por um pacto carnal e depravante. E aqueles que anunciam essa verdade são vistos como ofensores, intolerantes, opressores. A verdade foi silenciada, não por falta de voz, mas por ser considerada inconveniente demais para uma geração apaixonada por si mesma.

E no entanto, apesar de tudo isso, o ETERNO ainda estende Sua mão. Ele não tem prazer na destruição, mas no arrependimento. Ainda há tempo de se voltar para Ele. Ainda há possibilidade de libertação para aqueles que se rendem à Sua palavra. O pecado pode ser vencido. O engano pode ser desfeito. Mas isso exige humildade. Exige o reconhecimento de que os desejos da carne não podem governar a alma. De que não somos livres para redefinir o bem e o mal. De que há um Juiz acima de nós, e Ele é justo. Sua vontade não muda. Sua palavra permanece.

Aqueles que se entregam à prática homossexual, bi*****al ou a qualquer forma de conduta sexual fora dos parâmetros da Torá, precisam saber que não estão simplesmente vivendo uma escolha pessoal. Estão participando de uma rebelião contra o plano do Criador. E toda rebelião tem consequência. Mas toda alma que se arrepende pode ser restaurada. A graça não é licença para pecar. É oportunidade para sair do pecado. A compaixão do Criador não cancela Sua justiça. Ela caminha ao lado dela, esperando que os que estão em trevas desejem voltar à luz.

Hoje, a verdade foi colocada de lado. Mas ela continua viva. E mesmo calada aos olhos do mundo, ela grita nos corações que ainda temem ao Santo de Israel. Que essa verdade não seja escondida. Que não seja reescrita. Que não seja ajustada. Que seja proclamada com amor, firmeza, humildade e temor. Porque o dia do acerto final virá. E só permanecerão de pé aqueles que não se envergonharam de andar na luz.

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