Centro Espírita De Umbanda Pai João De Aruanda e Caboclo Sete Flechas

Centro Espírita De  Umbanda  Pai João De Aruanda e Caboclo Sete Flechas

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É um terreiro de linha Branca de Raiz, Ubirajara Peito de aço e Ogum Inaruê!!

19/08/2026

Inarue ogum do Oriente
é uma entidade que atua na Umbanda, unindo a energia de corte, lei e abertura de caminhos do Orixá Ogum com a sabedoria, o estudo e a cura da Linha do Oriente. Ele trabalha no plano espiritual ajudando a esclarecer a mente, combater injustiças e trazer equilíbrio.O Papel na UmbandaGuardião da Retidão: Une a força da espada de Ogum com a consciência elevada dos mestres orientais.Cura e Equilíbrio: Atua no alívio de dores mentais, obsessões e aflições espirituais profundas.Trabalho e Ordem: Ajuda a organizar a vida de quem o procura, cortando energias negativas e demandas pesadas.Características da LinhaFaz parte das falagens que misturam a energia de Ogum com tradições de povos orientais e antigos.Preza pelo conhecimento, pela ética e pela caridade nos terreiros.

Photos from Centro Espírita De  Umbanda  Pai João De Aruanda e Caboclo Sete Flechas's post 18/08/2026

Já estamos aceitando doações
Para nossa festa de Cosme e Damião !!!!
Nos ajude a fazer uma linda festas para nossas crianças !
Doação pode ser entregue no terreiro ou também pode ser pix 451.567.860-49.
Gratidão.

18/08/2026

UM DOS MOTIVOS QUE LEVAM AS PESSOAS A SE DESILUDIREM NA RELIGIÃO

Muitos entram para a religião achando que tudo será um mar de rosas.

"Quero sair de um terreiro. Como faço?"
Da mesma forma que entrou: conversando com o zelador(a) da casa.
Fale a verdade. Mentir para diretor espiritual é perder tempo.
Todo diretor espiritual já passou por um terreiro, ou por vários.
Não tenha medo de conversar. A verdade liberta.

O que acontece muito é o médium, por medo ou insegurança, acabar mentindo sobre sua saída.

Quais os motivos que levam um médium a querer sair de um terreiro?

1. Piolho
É aquele que vai pela cabeça dos outros. O amigo saiu, e ele também quer sair.

2. Idade
O médium acha que está com idade avançada e não aguenta mais f**ar muito tempo no terreiro.
Mas isso depende. Existem idosos com mais fôlego que muitos jovens.

3. Decidiu mudar de terreiro
Aquela velha história: "a grama do vizinho é mais verde".
Só que muitas vezes essa grama é artificial.

4. "Meu diretor espiritual não me dá atenção"
O diretor espiritual está ali para zelar da sua espiritualidade.
Se estiver com algum problema, peça para conversar e exponha.
Agora, se for carência, busque suprir isso em outro lugar: arrume um companheiro(a), faça cursos, ocupe sua mente com algo que agregue.

5. "No terreiro de fulano os rituais têm 599 tipos de ervas, banhos e defumações. No meu é só um copo d’água e uma vela branca. Meu terreiro é fraco, quero mudar"
Meu amigo, quem precisa mudar é a sua cabeça e ganhar maturidade.
Terreiros não são iguais. Você não conhece os fundamentos guardados a sete chaves.
Já ouviu: "Não julgue o livro pela capa"?
Aprenda primeiro o que é ter AXÉ. Aí você vai entender.

6. "No meu terreiro não tenho amigos"
Terreiro não é lugar para fazer "amigos".
É lugar de evolução espiritual, de caridade e de respeito.
O que não pode faltar é o respeito.

7. "Quero cargo e não tenho"
Nesse caso, é melhor sair da religião.
Porque religião não é lugar de EGO.

8. "No meu terreiro alguns médiuns se encontram para sair ou fazer churrasco e não me chamam"
Em qualquer lugar existe afinidade entre pessoas.
Não queira mudar para ser aceito.
Terreiro não é lugar de fazer amizades. Se tiver que nascer uma amizade, ela nascerá naturalmente, porque os afins se atraem.

9. "Já alcancei o que eu queria materialmente"
Nesse caso você nem deveria ter entrado. Deveria ter f**ado apenas na assistência.

10. "Minhas entidades não quer que eu fique mais na casa"
Nesse caso, não apareça nem para visitas.

18/08/2026

Não basta incorporar as entidades, filho(a). É preciso incorporar as lições que elas ensinam.

De nada adianta chamar por Preto-Velho e continuar alimentando a ingratidão. De nada adianta pedir a força de Ogum e fugir das batalhas que a vida apresenta. De nada adianta louvar Oxalá e semear discórdia pelo caminho.

Os Guias iluminam, aconselham e amparam, mas a verdadeira transformação acontece quando seus ensinamentos são vividos no dia a dia.

A caridade dos Pretos-Velhos, a coragem dos Caboclos, a justiça de Xangô, a fé de Oxalá e a determinação de Ogum devem estar presentes não apenas na gira, mas também em nossas atitudes.

A melhor homenagem aos Orixás e Entidades é praticar aquilo que eles nos ensinam.

Saravá a Umbanda! 🤍

17/08/2026

Convidamos a todos irmãos e irmãs Frequentadores de nosso terreiro para nesta quinta-feira dia
20 /08/2026 virem prestigiar nossa
Sessão de caridade na vibração dos queridos e amados Pretos Velhos e Pretas da umbanda
Nosso encontro se inicia as 20h
Os portões abrem as 19:30 h
Para retirada de fichas.
Crianças e Maiores de 60 anos não precisa Tirar fichas pois tem prioridade no atendimento.
São 6 fichas para Orientação espiritual
São 3 fichas para Consulta para saúde
São 50 fichas para passe.
Esperamos por vocês.

ATENÇÃO!!!!!
Nesta quinta-feira também é dia dp passes dos pets, traga a coleira , cobertas , ursinho ou amenas o nome , algum pertence do seu pet para ser irradiando boas energias pra ele

Nosso endereço é Rua Nilza Maria Konrad , 16

17/08/2026

✨ O MÉDIUM ENFERMO: A HUMILDADE COMO CAMINHO DE CURA ✨

Existe uma crença silenciosa que pesa sobre muitos ombros mediúnicos: a de que quem cura não pode adoecer. Que quem serve de canal para as energias superiores estaria, de alguma forma, imune às leis da carne e da causalidade.

Ramatís, no capítulo 15 de "Mediunidade de Cura", desfaz essa ilusão com a delicadeza de quem conhece profundamente a alma humana.

🕊️ O médium não é um anjo. É um aprendiz.

Um espírito encarnado, em processo — sujeito à própria carga cármica, ao desgaste do corpo, às leis que regem toda existência material.

💭 E quando adoece, sofre duas vezes:
A dor do corpo... e o peso do julgamento imaginado. O medo de "perder o direito" de servir. O receio do descrédito diante de quem se ajudou.

🔍 As causas são muitas — e todas humanas:
→ Cármicas, ecos de vidas passadas
→ Psicossomáticas, fruto da absorção de fluidos densos e da negligência com o próprio equilíbrio
→ Fisiológicas, o corpo pedindo repouso em nome de uma "caridade" que esqueceu de si mesma

🙏 E então vem a lição maior:
A doença retira o médium do pedestal de "quem cura" e o coloca no lugar de quem precisa ser cuidado. Não é castigo — é convite. Um chamado à resignação, à paciência, ao reencontro com a própria fragilidade.

⚕️ E a ciência? Faz parte do caminho.
Ramatís é claro: o amparo espiritual não substitui o médico. Aceitar o tratamento humano é, também, um gesto de humildade — e um exemplo para quantos observam.

✨ No fim, f**a a pergunta que ecoa como semente:
Se não aprendermos a curar a própria alma, que cura estaremos, de fato, oferecendo ao próximo?

A enfermidade do médium não é fracasso. É espelho. É pausa sagrada para o autoexame e a renovação interior.

Você já sentiu culpa por precisar se afastar da tarefa mediúnica por motivo de saúde? Compartilhe nos comentários.

Photos from Centro Espírita De  Umbanda  Pai João De Aruanda e Caboclo Sete Flechas's post 15/08/2026

Na imensidão da praia, onde a areia encontra o infinito do mar, cada passo é um ato de entrega. O homem caminha em silêncio, deixando para trás os pesos da vida, as dúvidas e as dores que carregou por tanto tempo. À sua frente, as águas revelam a presença majestosa de Iemanjá, a Grande Mãe, soberana dos mares, acolhedora de todos os corações sinceros.

Não há medo nesse encontro. Apenas respeito, fé e a certeza de que quem se aproxima do oceano com o coração aberto jamais volta igual. As ondas parecem sussurrar palavras que a alma compreende, lavando antigas feridas, renovando a esperança e fortalecendo o espírito para uma nova caminhada.

Iemanjá não chama apenas os que sofrem; ela acolhe também aqueles que desejam agradecer, recomeçar e reconhecer que toda transformação nasce da confiança. Diante de sua grandeza, o homem compreende que algumas respostas não chegam por palavras, mas pela paz que invade o coração.

Cada pegada na areia representa uma história. Cada onda que toca seus pés leva embora aquilo que já não precisa permanecer. E, quando o olhar encontra a Rainha do Mar, nasce a certeza de que nunca caminhamos sozinhos. O amor materno de Iemanjá envolve, protege e guia aqueles que seguem seu caminho com humildade, fé e verdade.

Que possamos sempre encontrar coragem para caminhar em direção à luz, confiando que, mesmo nas maiores tempestades, existe um oceano de amor divino esperando para nos abraçar.

Arte: C Razi

15/08/2026

A DOUTRINA DA UMBANDA

A opção religiosa pela UMBANDA quase sempre é precedida de muitas manifestações de preconceito, de ignorância e de intolerância.
Em todos os campos de nossa vida em algum momento veremos pessoas se manifestando contra nossa opção ou querendo entender PORQUE nos tornamos MACUMBEIROS.

A nossa trajetória espiritual é individual e intransferível e mesmo assim afeta direta e indiretamente tantas pessoas e por isso acabamos tendo que nos justif**ar, nos defender, tentar explicar essa opção, de foro tão intimo e que nos faz pensar em nosso livre arbítrio.
O criador nos manda a TERRA para sermos felizes e a busca pela FELICIDADE é uma caminhada onde teremos nossos tropeços, erros, acertos, duvidas e a UMBANDA não é diferente das outras religiões quando tem como objetivo levar o ser humano ao seu AUTOCONHECIMENTO, as respostas espirituais de nossa origem e nossa missão enquanto encarnados.
Poderíamos simplesmente fechar a cara, abrir a boca e dizer “SOU MACUMBEIRO, SOU UMBANDISTA, É UM ASSUNTO MEU E ISSO NÃO LHE DIZ RESPEITO” e ainda assim não colaboraríamos em nada na construção da tão sonhada IDENTIDADE UMBANDISTA.
Outros não conseguem se justif**ar e irão usar o mesmo expediente. Mas aí estão as duas questões importantes?

Porque temos de justif**ar nossa opção?
Porque as vezes não conseguimos justificá-la e ajudar na construção de uma identidade Umbandista?

Porque nos faltam os ARGUMENTOS! Porque nos falta o DISCURSO POLÍTICO!

Somos considerados como RELIGIÃO há mais de 100 anos e nesses mais de 100 anos somos perseguidos. Por sermos médiuns, por sermos uma religião que mescla influências africanas, por nos pautarmos pela tolerância e pelo amor fraternal incondicional sem preconceitos, por não segregarmos, por acolher a todos. Representamos uma ameaça.
Estamos adormecidos.
Não reconhecemos a nossa força.
E a nossa força está na nossa organização, está no desenvolvimento e na doutrina de nossos iniciantes, de nossos jovens para que amanhã, devidamente esclarecidos tenhamos um panorama mais favorável.

Porém o desconhecimento de nossa filosofia, de nossos dogmas e da nossa religião beneficia a muitos.
Aos nossos inimigos reais, aos nossos perseguidores e aos FALSOS UMBANDISTAS, AOS FALSOS SACERDOTES que se utilizam do saber que NÃO TEM para prender na ignorância e na fé cega aqueles que amedrontados estão na religião por entender que a MEDIUNIDADE É UM ESTIGMA, UMA DOENÇA, UM PROBLEMA e somos obrigados a compartilhar de nossa energia numa casa de Umbanda sob a ameaça de nossos ZELADORES, ORIXÁS , GUIAS E PROTETORES.
Quantos em sua caminhada não ouviram de algum dirigente mal intencionado a frase” VOCÊ TEM QUE BOTAR BRANCO OU ENTÃO SUA VIDA NÃO VAI ANDAR, OU SEU GUIA VAI TE CASTIGAR” É preciso buscar pela VERDADE.

A verdade LIBERTA e nos possibilita o poder de análise, o senso crítico e a escolha pela direção correta.
A necessidade do estudo religioso é um fato real e isso está latente em todas as outras religiões, doutrinas e filosofias de vida como o kardecismo, a Igreja católica, protestante, etc.

Será que só na Umbanda o estudo não é necessário?

Será que o umbandista tem maior capacidade religiosa, cultural, humana, social e espiritual que as pessoas seguidoras de outras religiões por isso não lhe é necessário o estudo religioso?
Nossa crença por sua origem ancestral e tradição ORAL pauta se na transmissão de conhecimento, na prática religiosa dentro do templo, vendo, vivendo e aprendendo tudo.
Porém o mundo mudou e a informação hoje está acessível a todos em todos os níveis.
Essa quantidade de informação apenas INFORMA, portanto não FORMA ninguém e por isso não aceito a forma como EMPRESAS comercializam o conhecimento espiritual via INTERNET e outros já oferecem CURSOS SUPERIORES DE FORMAÇÃO DE PAIS DE SANTO.
Precisamos repensar a religião como PROCESSO como CAMINHADA na construção de um saber real e não VIRTUAL.
Por outro lado entendo que hoje só está na ignorância quem quer.

E VOCÊ? CONHECE SUA RELIGIÃO? ESTUDA SOBRE ELA?

Sarava a Umbanda!

Fazer o bem , sem olhar a Quem !

14/08/2026

A FIDELIDADE AO TERREIRO

Frequentar mais de um Terreiro ao mesmo tempo!

Você já deve ter ouvido falar...

Que não devemos estar frequentando mais de um Terreiro ao mesmo tempo...

Que isto pode vir a nos prejudicar...

Mas muitos imaginam que seja por pura vaidade do dirigente da casa...

E por desconhecimento ou falta de uma explicação plausível não cumprem...

Indo a vários Terreiros e participando das sessões...

Sem ter noção do que pode acontecer...

Quando escolhemos um Terreiro para trabalhar...

É porque nos identif**amos com a casa...

Certamente somos intuídos pelo mundo espiritual...

Nossos Guias e protetores que já tem alguma ligação com aquela casa...

E nos levam até lá!

A não ser em alguns casos em que nos deixamos levar...

Por fraqueza nossa mesma, nos iludimos pelas aparências...

Ou pela vaidade e teimamos com nós mesmos...

Não ouvimos nossos guias e quase sempre nos damos mal...

Depois botamos a culpa na Umbanda...

E mudamos para outra religião!

Que certamente também não vai dar certo...

Bom mas o assunto é frequentar mais de um terreiro...

Ou outros lugares/pessoas que fazem trabalho, e seus perigos...

Sim, isso mesmo, perigos!

Cada terreiro tem um dirigente espiritual...

Ou seja qual for o nome que seja utilizado...

O Diretor Espiritual

Na Umbanda, por não existir uma padronização por escrito...

Como acontece em outras religiões!

Cada casa trabalha de uma maneira...

Embora exista uma linha a ser seguida...

Ela pode ter muitas diferenças de uma casa para outra...

Isto é devido a formação do dirigente...

De quem passou os ensinamentos a ele...

E principalmente do seu caráter!

Do que ele pretende com a seu terreiro...

Embora os nomes das entidades sejam iguais para todas...

Os espíritos que trabalham não são os mesmos...

Ex: O caboclo Sete Flechas de uma casa não é o mesmo Sete Flechas de outra casa...

Então um terreiro vai ter varias entidades...

Usando o mesmo nome de outros terreiros...

Mas os espíritos que vem com estes nomes são totalmente diferentes...

Cada terreiro tem seu grupo de trabalho terreno...

Que são os médiuns e seu grupo de trabalho espiritual...

Que são os guias!

Estes grupos estão ligados ali por pura sintonia vibracional...

Formam um grupo de trabalho em busca de um objetivo...

A faixa vibratória em que estão os trabalhadores...

De uma casa para outra pode variar muito...

E é neste ponto que temos que f**ar atento...

Pois não devemos exigir que nossos guias...

Que trabalham em nosso grupo espiritual...

Em uma faixa vibracional dentro de nosso terreiro...

Nos acompanhe a outro terreiro...

Até mesmo trabalhando em outra faixa vibracional...

Se os dois grupos compartilham os mesmos objetivos...

A mesma faixa vibracional não vai dar problema...

Mas se formos a um terreiro!

Ou casas/pessoas que façam "trabalhos" particulares...

Com uma faixa de vibração mais baixa, ai é que mora o perigo...

No inicio podemos ser protegidos...

Mas se insistirmos certamente iremos arranjar um grande problema...

Seja com nossos guias!

Que irão nos deixar seguir conforme nosso livre arbítrio...

Certamente iremos largar um dos terreiros...

A escolha será nossa e as consequências também...

Ou até mesmo pegando cargas e levando pro terreiro onde frequentamos...

E podendo até prejudicar os trabalhos...

E nossos irmãos de corrente!

Por isto devemos sair para outros terreiros...

Somente para visitas oficiais!

Em que sejam tomados alguns cuidados por parte do dirigente...

Antes e depois da visita!

Para evitar problemas futuros para nós mesmos...

E para nosso grupo!

Lembrem-se sempre!

Todo trabalho é conquistado pelo grupo...

E a segurança para atingir a vitória também...

Lembre-se, quem não tem persistência não cria raiz...

O diretor espiritual que cuida de seu Ori é um só!

(A Magia da Umbanda)

Saravá Fraterno!

Jonathas de Ogum.'.

13/08/2026

Ela achava que estava tendo apenas depressão… até descobrir que o verdadeiro peso não estava na mente, mas em algo que vinha de muito antes dela mesma.

A confusão mental gerada pelas ressonâncias do passado, latentes de culpas que brotavam de seu inconsciente, estava-a perturbando de tal maneira que já se tornava difícil um sono tranquilo.

A princípio tomou remédios, pensando tratar-se de uma depressão. Depois a fé a levara para buscar na oração um alento. De igreja em igreja, de novena em novena, o alento era lento demais e o sofrimento, insuportável.

Quando sua capacidade mental já não suportava mais e o desequilíbrio tomava conta, Deus sorriu e mandou que um anjo a conduzisse, talvez para o lugar mais humilde por onde andara até então.

A convite de uma amiga, foi até um terreiro de umbanda em um bairro distante do centro da cidade. Situado nos fundos de uma construção simples, o local, além de apertadinho, era pobre demais.

Seu estado depressivo era tão grande que, ao ouvir o ponto cantado de abertura, as lágrimas começaram a escorrer pela face, levando-a logo a soluçar sem controle nenhum.

Acalmada por um cambone, logo que iniciaram as incorporações, foi levada ao atendimento de um preto velho.

Sentando-se em frente ao médium incorporado, sentindo em seu corpo etérico as vibrações emanadas da entidade, a emoção voltou e o choro recomeçou.

O carinho com que se lhe seguravam as mãos, as palavras simples, mas carregadas de amor do preto velho, aguçadas pelo cheiro da erva verde macerada, agiam como verdadeira comporta que se abria dentro de seu coração, liberando todas as emoções.

— Deságua toda essa tristeza, zi fia. Deixa que o nego véio leve s'imbora essa dor e alivie o peito de zi fia. Esse nego véio sabe que zi fia chora porque tem uma culpa que nem sabe de que…

— Isso mesmo… sinto culpa e tristeza e tenho pesadelos terríveis quando consigo dormir.

— E com que zi fia sonha?

— O sonho se repete. Vejo crianças dentro de um lago lamacento e, quando tento tirá-las de lá, me puxam e eu acordo sufocada, como se estivesse morrendo afogada.

Nesse instante, no ambiente astral do terreiro que, diferentemente do físico, era grande, organizado e onde um grande número de trabalhadores espirituais auxiliavam o trabalho dos médiuns encarnados, já era mostrada para o preto velho a história triste de um passado remoto, onde aquela mulher atuara como uma avó relapsa.

Dama requintada de uma sociedade rica da época e mãe de uma linda moça que criara com todos os mimos, viu-se na situação em que a filha, apaixonada e inexperiente, engravidava de um moço pobre.

Escondendo até onde pôde a gravidez, ao ser descoberta foi providenciada para mãe e filha uma longa viagem, até que nascesse a criança.

Assim que o parto se efetivou, às escondidas da filha mandou que jogassem a criança num lago próximo à cidade, amarrada a uma pedra, para que nunca fosse descoberta.

Para a filha, mentiu que a criança nascera morta e, assim, a vida da rica dama continuou, sempre fingindo que era feliz.

Agora, nessa encarnação, desencadeou um processo culposo a partir do nascimento da primeira neta.

Retornava outra vez o mesmo espírito que fora jogado no lago e, ao deparar com aqueles olhinhos azuis a fitá-la no berço, acordou em seu inconsciente o que apenas dormia, apesar dos séculos.

Durante o sono, essa culpa estampava-se em seu corpo emocional e, na tentativa de desfazer o mal do passado, dirigia-se ao mesmo lago e lá tentava resgatar o corpo da neta assassinada.

Toda essa desordem era fomentada pela presença de espíritos obsessores que vibravam na mesma energia e se compraziam em vê-la sofrer, atiçando assim sua culpa.

O preto velho Pai Antonio, ao observar o quadro que se desenrolara no passado daquela mulher, acionou por seu comando entidades que realizavam uma limpeza em seu campo magnético, impregnado de larvas e de fluidos energéticos densos, semelhantes a uma lama negra.

Enquanto isso, um guardião da linha dos exus seguia por um cordão que saía de seu corpo espiritual até um lago lamacento, que na verdade era uma criação mental acionada por sua culpa e que estava plasmado no plano astral denso, formando um bolsão onde habitavam outros espíritos afins com a energia.

Lá estavam muitos espíritos deformados, de criaturas humanas que haviam sido mortas e atiradas na água para terem seus corpos escondidos e que sugavam sua energia através daquele cordão energético.

Pela atuação de falangeiros de Ogum, foi providenciado o socorro daqueles seres e eliminado o local pela transmutação das energias.

— Zi fia sabe que precisa ter fé em Deus e fazer suas rezas antes de dormir, pedindo proteção para seu sono. Nego véio não tem as palavras bonitas, mas vai explicar para a filha que seu espírito viaja enquanto seu corpo físico dorme no leito e é preciso preparar essa viagem.

Com o pensamento elevado, a filha precisa pedir ajuda aos seus protetores, como também precisa aprender a se perdoar pelos erros do passado. O perdão a nós mesmos e aos outros pelas faltas cometidas não é aquele da boca para fora, mas sim o arrependimento e o verdadeiro sentimento de humildade e entendimento de que todos ainda somos seres falíveis.

E fazer do erro, do outro e dos nossos, um aprendizado com o objetivo firme de evoluir. Carregar culpas é como andar juntando pedras no caminho e carregá-las nas costas. Vai chegar um momento em que teremos que parar, pois o peso vai se tornar insuportável.

A borracha que apaga as culpas do passado se chama caridade. Se matamos, vamos agora incentivar a vida, vamos socorrer, curar. Se roubamos, vamos agora trabalhar dobrado e incentivar o progresso e a justiça. Se magiamos para o mal, agora é hora de magiar através do amor e transformar em luz aquilo que nossas mãos escureceram.

Pense nisso, filha e, antes que volte na próxima lua, nego véio pede que vá até uma cachoeira, acenda uma vela em cima de uma pedra e lá tome um banho de corpo inteiro, pedindo que se limpem essas energias que estão interferindo no seu sono.

Pai Antonio sabia que a ordem do banho de cachoeira tinha um sentido muito maior do que uma limpeza. Na cachoeira, um dos centros de força da natureza, encontraria aquilo que no nível energético já se fazia, ali no terreiro.

No encontro de seu corpo físico com os elementos da água, dos minerais, do vegetal, da terra, do ar, do éter e do fogo estaria repondo as energias perdidas no processo obsessivo sofrido.

Além disso, seriam despolarizados de seu mental os quadros culposos através da vibratória de Xangô, que regia sua coroa e que, por estar atuando dentro de seu ponto de forças, alcançaria maior êxito.

Além disso, Mamãe Oxum, derramando sobre ela suas águas fluídicas, imantaria seu coração com amor, para que pudesse, no presente, alimentar somente esse sentimento pela neta que voltava ao seu convívio.

Ao sair do terreiro, a mulher sentia-se renovada. Seu coração já não estava apertado e dolorido e, ao beijar as mãos do médium que dava passagem ao Pai Antonio, de seus lábios saíam luzes azuladas que se espalharam pelo ambiente, provando que não há mal impossível de ser desfeito quando o que atua é a energia do amor.

Amor que se faz presente nos lugares mais simples, através da presença de um mensageiro das mais altas hierarquias celestiais, travestido de um humilde preto velho que, independentemente da crença dos humanos, desce ao plano terreno e, pitando um ca****bo, realiza a profilaxia necessária à manutenção da ordem na vida dos seres.

Manipulando uma erva cheirosa, a transforma em verdadeiro medicamento que, atuando na coesão molecular, transmuta e cura. Riscando ou cantando pontos, movimenta falanges que, sem tempo ou distância que os atrapalhe, desmantelam verdadeiros exércitos atuantes das trevas, desfazem magias e colocam de volta os seres no caminho da evolução.
*
História presente na obra Vovó Benta: Casos de Umbanda Vol 2.

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