24/08/2026
Às vezes eu temos a impressão de que, quando falamos sobre mulher treinar luta, parece que estamos apenas vendendo nosso trabalho. Mas, sinceramente, não é sobre vender. É sobre preparar.
O caso da Giullia Falcão é mais um daqueles acontecimentos que nos obrigam a lembrar de uma realidade que muitas vezes preferimos ignorar: o perigo existe, pode estar mais perto do que imaginamos e nem sempre será possível contar com alguém para nos proteger.
E antes que alguém interprete errado: a culpa nunca é da mulher. A responsabilidade pela violência é sempre de quem agride.
Mas existe algo que podemos escolher: estar preparadas.
Treinar luta não significa viver com medo, nem achar que você será capaz de enfrentar qualquer situação. Significa desenvolver percepção, controle emocional, postura, condicionamento e ferramentas para reagir diante de uma situação de risco.
Então, se você é mulher e está adiando começar, pare de procrastinar.
E se você já treina, não trate seu treino como algo secundário.
Treine com seriedade. Treine para sua saúde, para sua confiança e, acima de tudo, para estar mais preparada para a vida.
Treinar não é paranoia. É preparação.