Prof Dr Thomaz Lipparelli

Prof Dr Thomaz Lipparelli

Compartilhar

Biólogo, Mestre e Doutor em Biologia pela UNESP Rio Claro. Professor e Pesquisador em Zoologia.

22/07/2024

Eu alcancei a marca de 100 seguidores! Quero agradecer o apoio contínuo. Nunca teria conseguido isso sem cada um de vocês. 🙏🤗🎉

19/05/2024

A IMAGEM MAIS ICÔNICA DO MUNDO SOBRE A EVOLUÇÃO ESTÁ ERRADA?

A imagem usualmente denominada “A marcha do progresso” representa a evolução humana e é uma das ilustrações mais famosas de todos os tempos. No entanto, ela pode levar o leitor a interpretações equivocadas a respeito da evolução.

A imagem foi criada pelo artista Rudolph Zallinger para ilustrar o volume Early Man (1965) escrito pelo antropólogo Francis Clarck Howell para a série de livros de capa dura da Lifes Nature Library, publicados pela Time-Life. Ela aparece simplificada em página dupla, decorrente de uma montagem gráfica de cinco lâminas dispostas continuamente e com quatro dobras, originalmente com 15 tipos de primatas. Veja na figura uma foto do caderno original aberto, expondo as cinco lâminas.

A ilustração invadiu a cultura popular e foi replicada, parodiada ou adaptada para fins comerciais. Apesar de ser tão popular e divulgar a evolução humana, a imagem incomoda alguns biólogos e frequentemente recebe críticas, incluindo grandes divulgadores da evolução como Stephen Jay Gould.

MAS QUAL É O PROBLEMA?

A imagem transmite a ideia de que a evolução é um processo unidimensional, que gradual e previsivelmente transforma organismos em versões “melhores” de seus ancestrais. No caso, o Homo sapiens aparece como o objetivo final. Entretanto, a evolução não produz novas espécies linearmente. Na realidade, ela é semelhante a uma árvore com galhos, de tamanhos e comprimentos variados, que podem crescer em novos galhos ou serem cortados pelas tesouras de extinção.

Outro problema é que a evolução não produz organismos “melhores” ou “mais evoluídos”. As espécies que emergem e sobrevivem o fazem por meio de uma combinação de adaptação ao ambiente e ao acaso, e não acumulando passivamente “melhorias” ao longo do tempo.

12/02/2024

Charles Robert Darwin, Shrewsbury, 12 de fevereiro de 1809 –19 de abril de 1882) foi um naturalista, geólogo e biólogo britânico, célebre por seus avanços sobre evolução nas ciências biológicas.Juntamente com Alfred Wallace, Darwin estabeleceu a ideia que todos os seres vivos descendem de um ancestral em comum, argumento agora amplamente aceito e considerado um conceito fundamental no meio científico, e propôs a teoria de que os ramos evolutivos são resultados de seleção natural e sexual, onde a luta pela sobrevivência resulta em consequências similares às da seleção artificial.

10/02/2024

CONHEÇA MELHOR O MOSQUITO DA DENGUE E ACERTE NA PREVENÇÃO

A dengue, típica de regiões quentes, é uma doença que ameaça cerca de metade da população mundial. Com uma estimativa de 100 a 400 milhões de infecções ocorrendo a cada ano, a doença pode evoluir para formas graves e até fatais (ver abaixo os sintomas*).

O vírus da dengue é transmitido aos humanos pela picada de mosquitos infectados, principalmente o Aedes aegypti. Outra espécie, o Aedes albopictus, também pode atuar como vetor, mas a sua contribuição é menos importante. A prevenção e o controle da dengue dependem do controle do mosquito. Assim, é importante conhecê-lo melhor, principalmente como se reproduz.

Ao contrário do pernilongo comum (Culex quinquefasciatus) que apresenta coloração marrom uniforme, o mosquito da dengue (Aedes aegypti) é preto e tem listras brancas no corpo e nas pernas. O pernilongo comum busca alimento depois das 18h, emite zumbidos e a sua picada costuma provocar coceira e vermelhidão. Por outro lado, o mosquito da dengue é ativo durante a luz do dia, é mais arisco, não faz barulho e a sua picada não costuma coçar, nem deixar marcas.

Na realidade, esses insetos alimentam-se predominantemente de líquidos adocicados de plantas (néctar e suco das frutas), mas as fêmeas podem ingerir sangue na época reprodutiva para maturação de seus ovos. Ambas as espécies costumam colocar por volta de 100 ovos por postura, mas podem alcançar até 150 ou 200 ovos.

Há diferenças importantes sobre a postura e os ovos desses mosquitos e tal conhecimento é essencial para o combate da proliferação desses insetos. Os ovos do pernilongo (Culex quinquefasciatus) são depositados juntos, diretamente em água suja e rica em detritos. Uma substância viscosa prende os ovos uns aos outros, formando uma “jangada” que flutua na superfície da água. Esses ovos murcham quando removidos da água.
(continua nos comentários)

31/01/2024

O MOVIMENTO BROWNIANO E A EXISTÊNCIA DE ÁTOMOS

Em 1827, o botânico Robert Brown observou através de um microscópio, que os grãos de pólen de uma planta suspensos na água moviam-se caóticamente em várias direções - ver https://encurtador.com.br/hnKNT . Ele pensou inicialmente que era um fenômeno peculiar à vida. No entanto, experimentos posteriores mostraram que partículas de cristais de quartzo, também se comportavam daquela maneira na água. Portanto, o fenômeno observado por Brown não era inerente à vida! Esse padrão de movimentação aleatória de partículas minúsculas ficou conhecido como "Movimento Browniano".

No início do século XX, o físico Albert Einstein raciocinou que partículas minúsculas visíveis ao microscópio tinham uma massa suficientemente pequena para se movimentarem ao receberem o impacto de moléculas. Assim, em 1905, Einstein publicou um artigo com detalhes precisos descrevendo que os movimentos irregulares e aleatórios observados por Brown podiam ser explicados quantitativamente por colisões das moléculas de água.

Em 1908, o físico Jean Baptiste Perrin apresentou um trabalho baseado em experimentos que ele idealizou e conduziu sobre o movimento browniano, e que confirmou a explicação de Einstein. Nessa época, a teoria atômica ainda era muito debatida e muitos cientistas ainda a rejeitavam, apesar da descoberta do elétron quase uma década antes por Joseph Thomson.

Foi um fenômeno - o "Movimento Browniano"- descoberto por um botânico e explicado por Einstein e Perrin que definitivamente estabeleceu o consenso científico da existência de átomos e moléculas.

REFERÊNCIAS

https://www.yumpu.com/en/document/read/23079402/molecular-reality-the-contributions-of-brown-einstein-and-perrin

http://koyre.ehess.fr/.../905/bigg_evident_atoms_shps.pdf

https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0039368108000563?fbclid=IwAR0fIEWzh5QMaAEEAopKTGQUvvaAAHjn_zHfNreh6_1M1pgz43vdGxJ9bTA

https://swarajyamag.com/science/when-atoms-and-molecules-were-simply-conceptual-tools-and-hotly-debated?fbclid=IwAR0V35NJITIxnj-1LxoocUKhjXCM1lje0IlrwY7oGQ0IBwtDIXRMRJOIi10

19/01/2024

MAIS DE 200 OSSOS EM NOSSO CORPO

O osso é formado por células vivas que secretam uma matriz de colágeno, mineralizada por cálcio e fosfato, o que o torna uma estrutura rígida. Tal matriz é reticulada, o que faz com que os ossos sejam relativamente leves.

Os ossos permitem a fixação de músculos para locomoção, protegem órgãos vitais e tecidos moles (cérebro, coração, pulmões), constituem em reservatório de íons para todo o organismo (principalmente cálcio e fosfato). Além disso, é no interior dos ossos, na medula óssea, que são produzidas as células sanguíneas (glóbulos vermelhos e brancos e as plaquetas).

O esqueleto é responsável por cerca de 15% do nosso peso corporal. Ao nascer, os humanos têm cerca de 270 ossos moles (muitos ainda constituídos por tecido cartilaginoso). À medida que crescem, alguns se fundem e na idade adulta, as pessoas têm entre 206 e 213 ossos. A razão para a diferença é que algumas pessoas têm mais ou menos ossos nas costelas, vértebras, dedos das mãos e dos pés.

O maior osso do corpo humano é o fêmur (usado na locomoção) e o menor é o estribo do ouvido médio (um dos três ossiculos responsáveis pela audição), com cerca de 3 milímetros de comprimento.

Sem ossos você não se moveria, não falaria e nem ouviria. Seu pulmão não se encheria de ar e o seu grande cérebro seria rapidamente destruído. Os ossos são muito mais que alicerces dos seres humanos e de qualquer vertebrado do planeta.

09/01/2024

O DESCONFORTO DA ALTITUDE EM NOSSOS OUVIDOS

Quando mudamos rapidamente de altitude, em uma viagem de automóvel ou de avião, sentimos uma sensação estranha e desconfortável nos ouvidos.

No fundo do canal auditivo há uma delicada membrana, o tímpano, que capta as vibrações sonoras do ar. No lado interno desta membrana há o ouvido médio. A pressão do ar no canal auditivo (ouvido externo) é usualmente igual à do ouvido médio. Quando nos deslocamos de modo rápido de um local de elevada altitude para outro de baixa altitude há mudança na pressão atmosférica. Isso ocorre porque em áreas mais baixas o ar é mais denso, consequentemente a pressão atmosférica é maior. A pressão maior do ar no lado externo pressiona a membrana do tímpano, causando a sensação desconfortável (o oposto ocorre quando nos deslocamos do baixo para o alto). Com o tempo essa sensação desaparece naturalmente, devido a presença de um estreito canal (trompa de Eustáquio) que comunica o ouvido médio com a nasofaringe (parte de trás do nariz e a parte superior da garganta). Tal canal permite que o ar flua para dentro ou para fora do ouvido médio, equalizando a pressão em ambos os lados do tímpano.

Você pode aliviar a sensação causada pela diferença de pressão, ajudando o trânsito de ar pela trompa de Eustáquio ao abrir e fechar a boca várias vezes, ao mascar chiclete, beber pequenas quantidades de líquido ou bocejar. Há ainda uma eficiente manobra em que você pode tentar inspirar e expirar suavemente enquanto mantém as narinas e a boca fechadas. Apenas tenha cuidado ao fazer isso. Se você expirar subitamente e com muita força, pode causar danos no tímpano.

26/12/2023

O APARECIMENTO DO OXIGÊNIO NA TERRA

A Terra surgiu há 4,5 bilhões de anos e possivelmente a composição de sua atmosfera era similar à dos planetas vizinhos. Mas ao longo do tempo essa atmosfera se modificou completamente. Uma das principais mudanças foi o incrível aumento de oxigênio. Existe evidências do incremento permanente de concentrações de oxigênio entre 2,4 e 2,1 bilhões de anos atrás. Este aumento é conhecido como o "Grande Evento de Oxidação". A existência desse evento foi inferida pelas impressões em rochas sedimentares. Foi observado que a partir dessa época aparecem registros de solos vermelhos enferrujados, consequência da oxidação de ferro. Além disso, os sedimentos mais antigos continham minerais como a pirita, que depois desapareceram. A pirita é facilmente oxidável e, portanto, se desfaz na presença de oxigênio.

Dados fósseis mostram que as cianobactérias foram os primeiros organismos produtores de oxigênio por fotossíntese e os responsáveis pelo "Grande Evento de Oxidação". A elevada quantidade de oxigênio criou condições para o aparecimento dos primeiros animais no ambiente marinho. Assim, o "Grande Evento de Oxidação" foi o grande passo para a explosão da vida na Terra.

REFERÊNCIA

Lyons, T., Reinhard, C. & Planavsky, N. The rise of oxygen in Earth’s early ocean and atmosphere. Nature 506, 307–315 (2014). https://doi.org/10.1038/nature13068

21/12/2023

Caros amigos. Estaremos ministrando o curso paralelo de Biologia no Colégio Nota 10, a partir de 21 de fevereiro de 2023. Agradeço seu compartilhamento.

07/12/2023

Foi um ano fantástico 😀 Gratidão 🙏

Quer que seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Campo Grande?

Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Localização

Entre em contato com a escola/colégio

Telefone

Endereço


R. Padre João Crippa, 2371
Campo Grande, MS
79002-390

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00