“ARRETADO”
- Zé, por que tu tá arretado?
- Um cabrunco ali já mim fezou logo cedo. Já veio com migué. Já peguei ar!
- Arre égua, macho, o que ele fez?
- O abestado quis botar boneco no jumento que tô vendendo. Ficou mangando de mim. A peste nem dinheiro tem, é amostrado e liso.
- Não ligue pra isso. Venda o jumento para outro!
- Oxente, tu ainda acha que quero papo com aquele mizera?
- Deixe de fuleragem, macho. Não ligue para isso! Quem é o homi?
- Aquele amancebado com Geralda, a moca, do pé da serra de Porteiras.
- Toim de Geraldo é um baitola, macho. Só frescando com você. Não leve a sério!
- É um bocoiô mesmo. Vou ali, Maneco, ver se vendo esse jumento!
- Vá com Deus e esfrie a muringa!
Francisco de Assis Ferreira
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CATIVEIRO DOS INOSCENTES
“Há muito o que se pensar, quando uma mente humana se sente obrigada a repensar todo o processo que o trouxe ao cativeiro, diante daquilo que fez em sua consciência insana fazê-lo erros no passado que deixaram cicatrizes até o presente. O processo de dor começa no erro, pois de uma forma ou outra a consciência vai martelando na alma e maltratando o ser. Mas a final onde vai parar toda essa angústia escondida? Na alma! Sim, no infinito das entranhas do coração que agora sofre”.
Francisco de Assis Ferreira
CATIVEIRO DOS INOSCENTES
“Há muito o que se pensar, quando uma mente humana se sente obrigada a repensar todo o processo que o trouxe ao cativeiro, diante daquilo que fez em sua consciência insana fazê-lo erros no passado que deixaram cicatrizes até o presente. O processo de dor começa no erro, pois de uma forma ou outra a consciência vai martelando na alma e maltratando o ser. Mas a final onde vai parar toda essa angústia escondida? Na alma! Sim, no infinito das entranhas do coração que agora sofre”.
Francisco de Assis Ferreira
Para lá e para cá, num vai e vem, a enxada de neco, bem amolada, ia aos poucos criando dentes, arrastando-se entre os pedregulhos naquele sertão árido cearense. A esperança era que, mesmo com toda aquela seca do sertão, São José fizesse chover para que a colheita de milho, arroz e feijão desse para encher os tambores de duzentos litros e alimentar a família até o próximo inverno. Que certeza tinha neco? Nenhuma! Mas o sertanejo vive de esperança, essa que alimenta toda sua alma e faz acreditar em dias de chuva.
Escaldante o sol, tão forte quanto a moleza de chiquinho, o filho mais novo do casal de lavradores. Ia se arrastando a enxada vagarosamente e ora ou outra olhava com cara de piedade para o pai, na esperança de que o velho falasse para o filho descansar embaixo do pé de pitomba. O desejo foi tão forte que neco não aguentou e falou para o filho tomar um ar na sombra. O sorriso estampou na cara de chiquinho, que não pensou duas vezes e logo foi beber um gole de água da cabaça ao pé de pitomba.
( Livro: Sertão Velho; Autor: Francisco de Assis Ferreira) Em breve!
Eu quero construir um mundo... Apenas com caneta e papel na mão. Eu me reinvento a cada momento. Transporto-me para lugares fascinantes, sem sair do lugar. Crio personagens e histórias tão reais, que até eu mesmo acabo acreditando nesse mundo imaginário. Não, não sou louco, meu caro leitor. Sou apenas um pobre escritor! Francisco de Assis Ferreira
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01/04/2024
Eu quero construir um mundo... Apenas com caneta e papel na mão. Eu me reinvento a cada momento. Transporto-me para lugares fascinantes, sem sair do lugar. Crio personagens e histórias tão reais, que até eu mesmo acabo acreditando nesse mundo imaginário. Não, não sou louco, meu caro leitor. Sou apenas um pobre escritor! Francisco de Assis Ferreira
Professor/Enfermeiro O Sertanejo 08/11/2022 Francisco de Assis 0 contos e crônicas Para lá e para cá, num vai e vem, a enxada de neco, bem amolada, ia aos poucos criando dentes, arrastando-se entre os pedregulhos naquele sertão árido cearense. A esperança era que, mesmo com toda aquela seca do sertão, São… Rea...
"rosas que exalam perfumes às vezes têm espinhos!"
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