03/04/2019
Como o FEEDBACK pode melhorar a performance do meu filho..
O feedback específico é essencial para o desenvolvimento, aprendizagem, motivação e perseverança das crianças. Mark Prensky (escritor e palestrante na área da aprendizagem e educação) refere que um dos motivos que as crianças ficam viciadas em jogos é devido ao fluxo constante de feedback que essa atividade lhes dá pois em cada nível aprendem o que funciona e não funciona e usam isso para avançar no jogo. Imagine conseguir promover este nível de entusiasmo e dedicação noutros campos…
Provoco-o também a usar a palavra feedforward em vez de feedback já que na prática a nossa intenção é mudar o comportamento futuro.
Seja específico e ligue o feedforward à observação de factos: Quando dizemos “isso não está bem” não estamos a ajudar a pessoa a melhorar. Quando dizemos “bom trabalho” não estamos a reforçar o comportamento específico que nos agradou. Referir os factos que observamos em vez de uma observação abstrata parece menos arbitrário e aumenta a probabilidade de que a pessoa o considere e faça algo para melhorar. Alguns exemplos:
Precisas de melhorar a tua comunicação. -> Foi difícil para mim perceber o que explicaste hoje na reunião. A tua apresentação tinha muita informação em particular os 3 primeiros slides e observei que respondias muito depressa, sem ouvir as questões até ao fim, interrompendo quem estava a falar.
És muito desarrumado! -> Hoje não arrumaste o quarto: deixaste brinquedos espalhados pelo chão.
Por isso, se quer mesmo melhorar a performance dos seus filhos, observe e partilhe a sua observação. Esforce-se para que, sempre que possível, o seu feedforward seja descritivo em vez de avaliativo.
Experimente aceitar que a sua impressão pode não ser a realidade (como pode ter a certeza que alguém está nervoso, desfocado, desmotivado?) mas a sua interpretação da realidade…por isso seja específico e enquadre o feedforward como sendo a sua visão do que aconteceu usando palavras como “observei, pareceu-me, na minha opinião”.
Evite colocar etiquetas comportamentais (“és desarrumado”, “és mau comunicador”, “és uma má influência”) porque na realidade as pessoas não são o seu comportamento e ao colocar essa etiqueta começa a convencer-se e possivelmente também a elas que na realidade essa é a sua natureza. Do ponto de vista da motivação para melhorar é mais fácil melhorar um comportamento do que a nossa natureza, seja lá isso o que for.
02/04/2019
15/05/2015