27/01/2023
✨ Um dos nossos desafios no consultório psicopedagógico é diferenciar a presença da disgrafia da dificuldade na grafia a “letra feia”.
✨ A disgrafia é um transtorno específico da aprendizagem que tem como uma das suas características a dificuldade na grafia. Mas existem diferenças importantes entre ter disgrafia e ter somente a letra que não é redondinha, aquela considerada letra feia.
✨ Na “letra feia” nós conseguimos identificar um padrão e com intervenções pedagógicas adequadas é possível fazer com que a criança avance muito em direção a legibilidade do que ela escreve, da organização espacial, dos traços padronizados e da agilidade. No caso da existência da disgrafia, mesmo com estímulos pedagógicos adequados a faixa etária e ano escolar, a criança permanece com irregularidades na escrita quanto a sua legibilidade, padronização e organização espacial. Isso porque a intervenção nesse caso exige que a intervenção pedagógica seja feita em consonância com outros estímulos. A pessoa sabe escrever, mas não consegue.
✨ Tanto no caso da dificuldade, quanto do transtorno as intervenções são inúmeras. A estimulação da coordenação motora fina, o atendimento individualizado e o lúdico são ferramentas importantes para as duas situações. Quando falamos do transtorno em específico, é importante que haja um estímulo ainda mais intenso da psicomotricidade para proporcionar condições/ estratégias eficazes para se avançar na habilidade da escrita.
✨ Mas é importante que o que vai definir quais as melhores formas de intervir, qual ferramenta utilizar, o que precisa ser mais trabalhado é uma avaliação detalhada de cada indivíduo em específico. A dificuldade ou o transtorno não é uma receita de bolo que ao saber da sua existência, basta seguir. Diagnósticos nos apontam caminhos, possibilidades mais gerais e a avaliação da pessoa nos mostra o que ela mais precisa.
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27/01/2023
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