20/08/2026
Mestranda, mestrando: olha só.
A OpenAI News publicou em junho de 2026 um paper de pesquisa sobre como agentes de IA transformam o trabalho. O estudo acompanha um ano de uso do Codex, dentro da própria OpenAI e entre usuários individuais e organizacionais.
O conceito central é a troca de unidade: o trabalho do conhecimento deixa de ser a interação curta com o chatbot e passa a ser a tarefa longa delegada ao agente. Agente, neste sentido, não é resposta instantânea. É um sistema que opera por minutos ou horas, chama ferramentas, itera e entrega solução.
Isso interessa a quem escreve tese, dissertação ou artigo por três razões. A adoção mais rápida foi entre quem não programa. Departamentos como Jurídico, Finanças e Recrutamento tornaram o Codex a ferramenta principal de IA. E mais de um quarto do trabalho de funções de negócio com o Codex já era engenharia ou código, o que move a fronteira do que cada pessoa executa sozinha.
A ressalva é honesta: a fonte é a própria OpenAI falando do próprio produto. Não é avaliação independente. Os números descrevem usuários com acesso amplo na fronteira, não a média de qualquer laboratório.
Comenta “VOE” que eu te explico como funciona.
Voe alto, voe leve.
Dra. Nathalia Cavichiolli
20/08/2026
Mestranda, doutoranda e pesquisadora: olha só.
A Agência FAPESP noticiou a segunda edição da chamada Atlânticas: Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência, com inscrições abertas até 30 de setembro. A iniciativa é parceria do CNPq com os ministérios da Igualdade Racial, das Mulheres e dos Povos Indígenas e concede bolsas para parte da pesquisa de doutorado ou de pós-doutorado em instituições no exterior.
O edital se destina a cientistas negras (pretas e pardas), quilombolas, indígenas e ciganas, em três modalidades (DEJ, DES e PDE), com duração de até 12 meses. O valor global previsto é de R$ 4,925 milhões. Os benefícios podem incluir mensalidade, auxílio-deslocamento, auxílio-instalação, seguro-saúde e adicional de localidade, quando aplicável.
Para quem escreve tese ou projeto de pós-doutorado, a chamada abre tempo em instituição de excelência fora do país. A submissão é da própria proponente, pela Plataforma Integrada Carlos Chagas, com resultado preliminar em 15 de dezembro e implementação entre março de 2027 e dezembro de 2028.
A ressalva é clara: não há prorrogação do período da bolsa e a implementação só começa em 2027. O projeto precisa nascer redondo já na submissão.
Se você vai escrever o projeto para essa chamada, comenta “3D” que eu te explico como o Curso Projeto 3D ensina a estruturar esse texto.
Voe alto, voe leve.
Dra. Nathalia Cavichiolli
20/08/2026
A música para os meus ouvidos. 🎶 Quem sonha com esse som todo dia?
19/08/2026
Mestranda, mestrando: olha só.
A OpenAI News trouxe o caso do imunologista Derya Unutmaz, professor no Jackson Laboratory e na University of Connecticut, que no fim de 2025 reabriu com o GPT-5 Pro um experimento de 2022 sobre glicose e especialização de células T.
O cerne não é encantamento de modelo. É um laboratório que engavetou dados porque o resultado não batia com a hipótese de energia escassa, e um sistema que sugeriu interferência na proteína IL-2, barreira no caminho para células Th17. Em seguida, o mesmo modelo previu corretamente o desfecho de um ensaio com CD8+ contra linfoma ainda não publicado.
Para quem escreve na pós, sobram três movimentos úteis. Guardar o que não fechou, em vez de descartar sob pressão de prazo. Usar IA para varrer literatura e simular caminhos antes de gastar meses na bancada ou no texto. Manter o julgamento final: sem expertise, insight brilhante e ruído se misturam.
A ressalva é honesta. O próprio Unutmaz deixa claro que a ferramenta não substitui quem avalia significância e plausibilidade. Acelerar o ciclo experimental ou a leitura de papers não terceiriza a responsabilidade científica.
Se você está escrevendo projeto, dissertação, tese ou artigo e quer um método para conduzir a escrita com clareza, comenta “VOE” que eu te explico como funciona.
Voe alto, voe leve.
Dra. Nathalia Cavichiolli
19/08/2026
Mestranda, mestrando: olha só.
Ethan Mollick publicou no One Useful Thing uma análise sobre o crepúsculo dos chatbots e sobre como o trabalho muda ao longo da curva exponencial da IA. O texto reúne medições de METR, do AI Security Institute do Reino Unido, do GDPval e da Epoch.
O ponto central não é que a IA responde mais rápido. É que ela passa a executar blocos longos de trabalho real, com agentes que operam por horas, usam ferramentas e se corrigem, chegando a cobrir o equivalente a semanas de esforço humano a partir de um prompt.
Para quem escreve pesquisa, três movimentos importam. O uso migra da co-inteligência com chatbot para a gestão de agentes. Na OpenAI, um quarto dos funcionários já mantém pelo menos quatro agentes ativos ao mesmo tempo toda semana, e áreas como jurídico e RH acompanham o ritmo dos programadores. O que prevê melhor resultado não é a profissão de quem opera, e sim o quanto a pessoa domina o tema: mais domínio, mais sucesso e mais resultado útil por prompt.
A ressalva: a fronteira segue irregular, os modelos ainda falham em muitos pontos e rodar esses sistemas nem sempre é barato. Gráfico limpo esconde serrilha.
O Método V.O.E. é o sistema passo a passo para escrever e publicar texto acadêmico com clareza. Ele organiza projeto, dissertação, tese e artigo. Comenta “VOE” que eu te explico como funciona.
Voe alto, voe leve.
Dra. Nathalia Cavichiolli
19/08/2026
Mestranda, mestrando: olha só.
A Retraction Watch publicou que a Clarivate pausou no Web of Science a cobertura de novos conteúdos de uma coleção de periódicos de cirurgia do IJS Publishing Group. Entre eles está o International Journal of Surgery, que em 2022 chegou a fator de impacto 15,3 e ficou em segundo na categoria, atrás apenas do JAMA Surgery.
A apuração de março mostrou que a citação obrigatória de diretrizes de relato inchava esse fator e tornava o título mais atraente para autores. Uma semana depois, a Clarivate colocou em espera os seis títulos do grupo que tinham fator de impacto, citando preocupações com a qualidade do conteúdo.
Indexação nessa base é tratada como selo central: garante visibilidade em buscas e entra na contagem de citações. Se o periódico sai da Master Journal List, perde o fator de impacto e as submissões tendem a cair. A própria Clarivate informa que cerca de 85 por cento dos títulos colocados em espera acabam excluídos após a reavaliação.
Para quem está escrevendo, o caso serve de alerta na escolha do veículo. Ranking alto não substitui checagem de indexação, de histórico e de práticas editoriais. A Wolters Kluwer, dona do grupo desde 2022, retirou parte das exigências polêmicas depois da investigação, e um especialista em bibliometria lembrou que efeito de inflação não se reverte rápido.
A ressalva: a matéria descreve a espera e o mecanismo de reavaliação, sem fechar o desfecho individual de cada um dos seis periódicos até a data da reportagem.
Se você está escrevendo projeto, dissertação, tese ou artigo, o Método V.O.E. é um sistema prático para organizar a escrita científica com clareza. Comenta “VOE” que eu te explico como funciona.
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Dra. Nathalia Cavichiolli
19/08/2026
Mestranda, doutoranda, docente: olha só.
A Agência FAPESP noticiou o Programa Aurora Mães Cientistas, iniciativa da Capes para estimular a continuidade da trajetória acadêmica de docentes da pós-graduação stricto sensu gestantes ou que se tornaram mães recentemente.
O apoio funciona assim: a Capes concede uma bolsa de pós-doutorado no país, de 24 meses e R$ 5.200 mensais, a um pesquisador ou pesquisadora doutor que presta suporte técnico-científico às atividades da docente beneficiária. São elegíveis professoras grávidas a partir do segundo trimestre, mães de crianças com até 2 anos e quem formalizou adoção ou guarda nos últimos dois anos. O edital prevê ainda ações afirmativas para mães de filhos com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento.
Para quem escreve e orienta, o programa interessa porque transforma cuidado em equipe de pesquisa, e não só em licença no calendário. Também cabe a quem planeja conciliar maternidade com o vínculo docente e quer manter o grupo ativo.
A ressalva: o acesso depende de projeto e de plano de trabalho bem escritos. Sem clareza no texto, a bolsa de suporte não se sustenta diante da avaliação.
Comenta “3D” que eu te envio o Curso Projeto 3D, para você estruturar o projeto que esse edital pede.
Voe alto, voe leve.
Dra. Nathalia Cavichiolli
19/08/2026
O milagre da síntese (e da omissão). ✂️ Quem cortou 100 páginas em 10 slides?
18/08/2026
Mestranda, mestrando: olha só.
A Wired AI publicou, na newsletter AI Lab de Will Knight, o FLARE-AI, site coletivo para reportar e rastrear danos causados por sistemas de inteligência artificial. A plataforma concentra relatos de usuários, permite verificação em código aberto e encaminha os problemas aos fabricantes e a organizações como a MITRE, num desenho comparado ao Downdetector.
O FLARE-AI não é selo de qualidade nem ranking de modelos. É um canal de alarme criado por Avijit Ghosh, da HuggingFace, com Elaine Zhu e Shayne Longpre, em colaboração com 49 especialistas de 32 organizações. O diagnóstico deles é seco: não havia via centralizada e responsável para denunciar falhas de IA, e cada empresa aplica padrões diferentes sobre dano psicológico, viés, discriminação e desinformação.
Isso interessa a quem escreve pesquisa por três motivos. Primeiro, porque chatbot já entrou na rotina de leitura, revisão e busca, e falhas deixam de ser anedota. Segundo, porque viés e desinformação contaminam a base com a qual dialogamos. Terceiro, porque o tema entrou na pauta legislativa dos EUA, com projeto de lei que pede ao NIST padrões de reporte e um banco central de falhas.
A ressalva é necessária: iniciativas assim enfrentam enxurrada de relatos fracos e só ganham força com respaldo institucional crível. O site sozinho não corrige modelo nenhum.
Está escrevendo projeto, dissertação, tese ou artigo? O Método V.O.E. é o método de escrita acadêmica que organiza o texto do começo ao fim. Comenta “VOE” que eu te explico como funciona.
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Dra. Nathalia Cavichiolli
18/08/2026
Mestranda, mestrando: olha só.
A OpenAI News publicou o relatório AI Jobs Transition Framework for the EU, da OpenAI Economic Research. O estudo estende à Europa o quadro criado para os Estados Unidos em abril de 2026 e cruza a taxonomia ESCO com dados de emprego do Eurostat.
O conceito central não é uma conta de quantos postos somem. É um mapa de preparação: a capacidade da IA cruza fronteiras rápido, mas o emprego muda no ritmo de licenças, instituições locais e do trabalho de cuidado, educação, justiça e serviço público. Por isso o framework separa quatro arquétipos de transição, e não entrega prognóstico de vagas.
Cerca de 12 por cento do emprego na UE está em ocupações que podem crescer com a IA. Cerca de 14 por cento tem maior potencial de automação no curto prazo. Outros 27 por cento devem se reorganizar, com mudança de fluxos e de competências. Os 47 por cento restantes tendem a sentir mudança menos imediata. Luxemburgo, Suécia e Países Baixos puxam a fatia de crescimento. Alemanha, Grécia e Itália concentram mais automação potencial.
Isso interessa a quem escreve porque redesenha o mercado que absorve quem se forma, porque coloca a reorganização do trabalho no centro da conversa, e porque cobra leitura fina por ocupação, antes que a mudança apareça só na estatística agregada.
A ressalva honesta: o próprio relatório trata o quadro como mapa para fazer perguntas melhores, não como previsão fechada. Monitoramento e planos nacionais de prontidão ainda estão em construção.
Está escrevendo projeto, dissertação, tese ou artigo? O Método V.O.E. é o sistema passo a passo da Nathalia para escrever e publicar com clareza e constância. Comenta “VOE” que eu te explico como funciona.
Voe alto, voe leve.
Dra. Nathalia Cavichiolli