19/10/2020
Faz algum tempo que queria escrever sobre fatos do cotidiano. Mensagens motivacionais, de encorajamento ou de reflexão. Escrever sobre coisas que acontecem comigo e que alguma forma possam ajudar outros. Arquivei fotos e fatos, mas ainda não tinha escrito nada, até agora.
Ontem aconteceu algo muito bacana e acho digno começar assim...
Moro em frente a uma cafeteria. Amo cappuccino na taça com muito creme e com todas aquelas bobagens que o deixam irresistível. Mas hoje não era dia pra café. Não tinha nada de especial pra comemorar. Parecia um dia comum até que algo incomum aconteceu.
Estávamos na parte de fora limpando, varrendo, arrancando mato, plantando. Subi pegar alguma coisa dentro de casa quando ouvi alguém batendo palmas. Quando fui atender a porta me surpreendi. Eram dois meninos que trabalhavam na cafeteria trazendo três cafés na taça: um sem creme, um com creme, canudo de chocolate e bolachinhas e outro com creme, canudo de chocolate e várias bolinhas coloridas – a cara de nossa família. E ainda três pastéis quentinhos, um de cada sabor - pra agradar a gregos e troianos.
Quem me conhece sabe que sou bastante expressiva e não costumo saber as caras e bocas que faço até que eu veja no rosto dos outros a reação a minha ação, ou, cara. Minha primeira fala foi: - É engano, não pedimos café. Os meninos, sem jeito, logo falaram: - Mas, pediram pra entregar aqui. Até falaram que a Fran estava em casa.
Bem, a Fran sou eu. Mas tive que perguntar: - Isso tudo está certo? Já está pago? (a esta altura é preciso garantir). E sim! Estava tudo certo, era só receber e degustar estas delicias! Ao pegar perguntei quem havia enviado e não sabiam. Fiquei realmente surpresa e chamei ajuda pra carregar o agrado.
Enquanto degustávamos este delicioso café com pastel ficamos pensando em quem poderia ter feito esta surpresa. Inclusive olhamos pra ver se em frente a cafeteria havia algum carro conhecido, mas não. Buscamos algum bilhete ou algo escrito no pacote e, nada. Verificamos as mensagens de celular e também nenhum indício.
Entre sorrisos apreciamos o lanche e imaginávamos a autoria da gentileza. Nós temos muitos amigos, mas, uma surpresa dessas? Não arriscamos dar muitos palpites. No entanto, enquanto eu comia e me alegrava com o acontecido ficava imaginando outras pessoas que conheço, que admiro e que ficariam igualmente felizes e supressas se eu lhes fizesse um agrado assim. Gentileza gera gentileza não é?
Ah, e sim, descobrimos...
Ao devolver as taças, não resistimos e perguntamos novamente de onde veio a tal encomenda. Buscaram no celular a mensagem e pra nossa surpresa, nem nos pensamentos havíamos chego perto. Aliás, a autoria do agrado veio de bem longe. Ninguém da rua, nem da cidade, nem ao menos do país.
Uma pesquisa, uma mensagem, uma surpresa. Uma gentileza que alegrou meu dia. As pequenas também são grandes coisas. E longe ainda dá pra estar bem perto.
Quando liguei pra agradecer perguntei a motivação do ato. E a resposta foi tão espontânea quanto minha reação: Acordei de bom humor hoje!
Alegrias podem não apenas ser compartilhadas mas multiplicadas.
Por mais gente de bom humor no mundo e por mais deliciosos cafés na taça cheiinhos de creme!
Obrigada querida Daila! Amamos a surpresa e amamos você!