26/04/2018
Alan Mathison Turing foi um matemático, lógico, criptoanalista britânico. É conhecido como o pai da computação, podendo ser atribuída a ele a criação e desenvolvimento da ciência da computação devido ao seu trabalho na formalização do conceito de algoritmos e computação com a Máquina de Turing, que deu a teoria de base para os computadores modernos. Também foi pioneiro em inteligência artificial.
Durante a Segunda Guerra mundial, trabalhou para inteligência britânica em Bletchley Park, sendo responsável por tentar quebrar mensagens alemãs criptografadas. Turing foi protagonista neste processo, planejando diversas técnicas para quebrar os códigos alemães e com isso ajudando os Aliados a derrotar nazistas em situações cruciais. Estima-se que seus esforços tenham encurtado a guerra em mais de dois anos e salvado mais de 14 mil vidas. O filme “O Jogo da Imitação” faz referência a esse período de sua vida.
Após a guerra, Turing trabalhou no Laboratório Nacional de Física do Reino Unido, onde projetou o primeiro computador eletrônico com um programa armazenado do Reino Unido, o ACE. Posteriormente interessou-se por química e biologia matemática, escrevendo um artigo sobre a base química da morfogênese e predizendo reações químicas oscilantes como a reação de Belousov-Zhabotinsky, que só foram observadas pela primeira vez na década de 1960, alguns anos após sua morte.
Em 1952, Turing foi condenado pelo governo britânico por sua homossexualidade, que era crime na época. Em troca de sua liberdade, aceitou submeter-se ao tratamento de castração química. Morreu em 1954, apenas 16 dias antes de completar 42 anos, devido a um envenenamento por cianeto. Um inquérito determinou que a causa da morte foi suicídio, embora não se descarte a possibilidade de um envenenamento acidental.
Em 2009, após uma campanha virtual, o primeiro ministro britânico Gordon Brown fez um pedido de desculpas público pelo tratamento dado a Alan Turing. A Rainha Elizabeth II concedeu a ele um perdão póstumo em 2013, e a “lei Alan Turing” se tornou um termo informal para uma lei de 2017 do Reino Unido que perdoa retroativamente homens advertidos ou condenados por atos homossexuais sob a antiga legislação que condenava homossexualidade.
"Se é esperado de uma máquina que ela seja infalível, ela também não pode ser inteligente"