Gepale - Grupo de Pesquisa - FE/Unicamp

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O GEPALE é um grupo de pesquisa da Faculdade de Educação da Unicamp, voltado para estudos e investigações no campo da política e avaliação educacional.

19/06/2026

Confirmada a participação do GEPALE no XIV Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as nacional em Brasília.
O minicurso será sobre as Metodologias de pesquisa em ações afirmativas, em que as pesquisadoras falarão sobre o uso de bancos de dados e as plataformas R e Locker Studio.

Photos from Gepale - Grupo de Pesquisa - FE/Unicamp's post 27/05/2026

Em 2024, a Unicamp aprovou o programa piloto de concursos para docentes e pesquisadores pretos e pardos (negros). Neste ano de 2026, algumas unidades começaram a divulgar as provas relacionadas ao processo seletivo.

A e o estão com uma vaga cada para professor doutor. Enquanto o está com 2 vagas para pesquisadores nas áreas de humanas e exatas.

Photos from Gepale - Grupo de Pesquisa - FE/Unicamp's post 19/05/2026

O GEPALE entrou em GREVE!

13/05/2026

A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, costuma ser apresentada nos livros de história como um gesto da monarquia brasileira. Em Minas Gerais e em todo o Brasil, porém, a abolição da escravidão foi resultado direto de décadas de resistência negra, articulação comunitária, rebeliões, fugas coletivas e mobilizações populares que desafiaram o sistema escravista até torná-lo insustentável.

Ressignificar essa data tem sido a luta dos movimentos sociais da população negra. O dia em que, nos livros de história a Lei Áurea foi assinada, não significou na prática, a abolição da escravatura.

Então, 13 de maio é marco do quê? Do início da dívida. Da liberdade vigiada. Da cidadania pela metade. Comemorar sem reparar é cinismo histórico. Enquanto representação política, teto, vida e direito de envelhecer forem privilégio branco, o 13 de maio será só feriado para livro didático.

06/05/2026

O trabalho infantil no Brasil ainda tem um recorte racial evidente. Crianças negras representam 62,7% da mão de obra infantil no país, número que sobe para 73,5% no trabalho doméstico, onde mais de 94% são meninas. Esses dados refletem um processo histórico que começa na escravidão e se mantém após a abolição, que não garantiu acesso a direitos, renda ou condições dignas de vida para a população negra.

Especialistas apontam que essa realidade está ligada ao racismo estrutural, que ao longo do tempo limitou o acesso da população negra à educação, ao mercado de trabalho e a oportunidades básicas. Esse cenário faz com que muitas famílias ainda vivam em situação de pobreza, o que aumenta a incidência do trabalho infantil entre crianças negras.

Além disso, há uma naturalização dessa desigualdade: crianças negras são mais expostas ao trabalho nas ruas, à informalidade e à evasão escolar, muitas vezes vistas como pertencentes a esses espaços. Esse contexto reforça um ciclo histórico de exclusão que atravessa gerações.

Falar de trabalho infantil no Brasil é entender que ele não é apenas uma questão social, mas também racial, construída ao longo da história e ainda presente hoje.
Leia mais em:
https://livredetrabalhoinfantil.org.br/especiais/trabalho-infantil-sp/reportagens/trabalho-infantil-negro-e-maior-por-heranca-da-escravidao/

06/05/2026

O trabalho infantil no Brasil ainda tem um recorte racial evidente. Crianças negras representam 62,7% da mão de obra infantil no país, número que sobe para 73,5% no trabalho doméstico, onde mais de 94% são meninas. Esses dados refletem um processo histórico que começa na escravidão e se mantém após a abolição, que não garantiu acesso a direitos, renda ou condições dignas de vida para a população negra.
Especialistas apontam que essa realidade está ligada ao racismo estrutural, que ao longo do tempo limitou o acesso da população negra à educação, ao mercado de trabalho e a oportunidades básicas. Esse cenário faz com que muitas famílias ainda vivam em situação de pobreza, o que aumenta a incidência do trabalho infantil entre crianças negras.
Além disso, há uma naturalização dessa desigualdade: crianças negras são mais expostas ao trabalho nas ruas, à informalidade e à evasão escolar, muitas vezes vistas como pertencentes a esses espaços. Esse contexto reforça um ciclo histórico de exclusão que atravessa gerações.
Falar de trabalho infantil no Brasil é entender que ele não é apenas uma questão social, mas também racial, construída ao longo da história e ainda presente hoje. REFERÊNCIA: SOARES DIAS, Guilherme. Trabalho infantil negro é maior por herança da escravidão. Livre de Trabalho Infantil, s.d. Disponível em: https://livredetrabalhoinfantil.org.br/especiais/trabalho-infantil-sp/reportagens/trabalho-infantil-negro-e-maior-por-heranca-da-escravidao/

01/05/2026

O Dia do Trabalhador não é apenas uma data comemorativa. Ele marca uma trajetória histórica de lutas por direitos, reconhecimento e melhores condições de vida. Ao longo do tempo, conquistas como a limitação da jornada de trabalho, o descanso semanal e a valorização do salário foram fundamentais para redefinir o lugar do trabalho na sociedade.

Hoje, esse debate ganha novos contornos. Em um cenário de intensificação das rotinas e aumento do adoecimento físico e mental, cresce a reflexão sobre o equilíbrio entre trabalho e vida. Nesse contexto, propostas recentes, como a apresentada pela deputada Erika Hilton, recolocam no centro da agenda a discussão sobre o tempo do trabalhador.

A chamada PEC que propõe o fim da escala 6x1 sugere a reorganização da jornada para modelos mais equilibrados, como a semana de quatro dias de trabalho e três de descanso, com redução da carga horária semanal para cerca de 36 horas . A ideia parte do reconhecimento de que o trabalho não deve ocupar a totalidade da vida, mas coexistir com o direito ao descanso, ao convívio social e ao bem-estar.

Esse debate também dialoga com movimentos sociais contemporâneos, como o Movimento Vida Além do Trabalho, que denunciam os impactos da escala 6x1 na saúde e na qualidade de vida, defendendo uma reorganização que priorize o ser humano e não apenas a produtividade .

Mais do que uma mudança técnica, discutir a jornada de trabalho é pensar o modelo de sociedade que queremos construir. Trata-se de refletir sobre como distribuímos o tempo, a riqueza e as oportunidades — e sobre o papel do trabalho na promoção de uma vida digna.

Neste 1º de maio, o convite é para ampliar o olhar: reconhecer as conquistas do passado, compreender os desafios do presente e imaginar futuros possíveis, em que trabalhar não signifique abrir mão de viver.

27/04/2026

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15/04/2026

Orgulhosamente, nosso membro André Luis Dolencsko representa o GEPALE em cenário internacional! 🌎📚

📅 Data: 16 de abril
⏰ Horário: 10h
📍 Local: Facultad de Filosofía y Letras – UNAM (Salón 206)

Historicamente, a identidade docente é atravessada por políticas, reformas, influências neoliberais e disputas de poder que impactam e descaracterizam a práxis, a subjetividade e a autonomia na função social educacional. Produzir pesquisa a partir destes fatores requer compreender as variáveis e as diferentes dimensões históricas que a docência enfrenta, sem desconsiderar a sua prática política e intencional. Nesse sentido, a presente Conferência, apresentada pelo Prof. André Luis Dolencsko, na Universidade Nacional Autónoma do México, como requisitos para a conclusão de suas atividades pós-doutorais, agrega produção à sua participação enquanto membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Política e Avaliação Educacional – GEPALE.

Photos from Gepale - Grupo de Pesquisa - FE/Unicamp's post 18/03/2026

Manuela Queiroz de Souza, nossa mestranda do Gepale, apresentou 3 trabalhos no 50° ANNUAL
NATIONAL COUNCIL FOR BLACK STUDIES CONFERENCE ( ), na cidade de Baltimore em Maryland nos Estados Unidos.
O primeiro trabalho feito junto com a Doutoranda Ana Rita Ferreira, apresentado no dia 12/03, tensiona e reflete sobre a criminalização da juventude negra através do encarceramento em massa e outras ferramentas de opressão, como o racismo estrutural e institucional, o trabalho trás como exemplos prisões arbitrárias e perseguições culturas como os Rolezinho, Lei Anti-Oruam e as batalhas de rima.

O segundo trabalho fala sobre o Lei Anti-Oruam, foi apresentado no dia 13/03, em que se debate sobre o apagamento cultural negro e periférico por parte do Estado.

O último trabalho foi sobre o potencial das batalhas de rima brasileiras de formarem e informarem as juventudes negras e periféricas a partir do freestyle, este foi apresentado no dia 14/03 e recentemente teve seu artigo publicado em português pela revista .nzinga

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