07/06/2026
Uma honra ter participado do Ciclo de Seminários “A Reforma Curricular das Licenciaturas do IFCH e a Formação Docente” a convite do , através des professores e .
O encontro teve como objetivo ‘discutir de que maneira as reformas das Licenciaturas (Resolução CNE/CP nº 4, de maio de 2024) podem contribuir para qualificar o exercício da docência e fazer uma ‘análise dos desafios da atuação de licenciados em Filosofia e Ciências Sociais na Educação Básica’.
Foi um importante momento para falarmos da evidência da epidemia do adoecimento docente na Educação Básica, a partir de dois levantamentos recentes. O primeiro, feito enquanto minha colega e eu estávamos na direção ELEITA da EMEF N. S. do Carmo - antes de sermos retirados da escola de forma compulsória por esta gestão da SMED. De um grupo de 60 professoras(es), em seis meses 56 tinham precisado tirar pelo menos um atestado médico. Outro levantamento, recém publicado pelo CPERS, com relatos que indicam crescimento de estresse e exaustão; problemas de saúde mental e afastamentos por questões físicas e psicológicas em profs. de escolas públicas.
O sucateamento, o abandono e a entrega do serviço público são tão evidentes quanto o descaso e o desreconhecimento social da Educação no Ensino Básico. A parceria com a Universidade Pública pode ser um antídoto de resistência, a partir de sua presença na escola em estágios e extensões universitárias.
Uma alegria ter apresentado a desde a diretoria de comunicação que ocupo nesta primeira gestão da associação, repartir a mesa com a colega representando a .nacion e estar acompanhado de e compartilhando também suas experiências docentes (e se divertindo nas 📸).
07/03/2026
Em 2005, o trabalho de Hélio me salvou da conclusão de que não havia crítica de cinema nos jornais de Porto Alegre.
Suas críticas me permitiam concluir assim o TCC em jornalismo (e à sua salvação agradeço a distinção recebida pela pesquisa “Crítica de cinema: interpretação e informação - análise de jornais de Porto Alegre”!).
No último parágrafo eu podia afirmar:
“Prova desses fatores seria a coluna que “satisfaz” a noção de crítica aqui empregada, publicada por Hélio Nascimento, no Jornal do Comércio, uma vez por semana” (p. 103).
O que também me dava o prazer de poder citar Barthes com gosto, pois parecia que o semiólogo se referia ao próprio Hélio ao definir o que é ‘crítica’.
“A crítica não é uma ‘homenagem’ à verdade do passado, ou à verdade do ‘outro’, ela é construção da inteligência do nosso tempo” (Barthes, 1970, pág. 163).
Como bônus pela leitura de seus textos - tanto no Jornal do Comércio como no excelente livro de coletânea de seu trabalho “O Reino da Imagem”, ganhei o Prêmio Nacional de Críticas P F Gastal no ano seguinte. Entre o conjunto das três críticas vencedoras, uma era sobre um filme de seu cineasta preferido, como singela homenagem à tanta inspiração: Morangos Silvestres, de Ingmar Bergman.
Nas imagens acima, trechos do TCC sobre as críticas de Hélio, em especial no qual ele analisa o belo “O Cachorro”, de Carlos Sorín (Argentina, 2004) - sobre o qual, coincidentemente (?!) também escrevi (glansondiz.wordpress.com/category/o-cachorro/)
Obrigado, Hélio.
Vida longa à perseverança (outro nome do cinema, e da crítica!)
06/03/2026
Felizes em reunião na FACED-UFRGS com equipe do curso de extensão “Territórios Da Resistência: A Construção de um Serviço de Promoção da Vida na Educação”.
O curso transformou em metodologia o projeto SEPROVIDA-Edu - Serviço de Promoção da Vida na Educação, criado na escola pública para combater violências com uma série de projetos de escutas, cuidados, reconhecimentos; que diminuiu em quase 50% índices de RACISMO, de ASSÉDIO, de BULLYING, entre outros; que conquistou 40h como setor dentro da escola e que foi ABANDONADO pela atual gestão da SMED.
A iniciativa foi uma parceria do , coordenado pela incansável , profa. da FACED, com o grupo Rodavida da - Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre, parceiro de primeira ordem do SEPROVIDA, representado aqui pelas igualmente imparáveis psicanalistas Denise Lahude e Suzana Fortes.
Agora é a fase de implantar o SEPROVIDA em novas escolas.
A primeira, da diretora , EEEF J. Barbosa, e em seguida o Colégio de Aplicação da UFRGS, do orientador .
Abaixo, trecho da linda mensagem de Rita:
Vamos apresentar o SEPROVIDA , Serviço de Promoção da Vida na Educação, um projeto que nasce da urgência de enfrentar as violências, os adoecimentos e a cultura de emergência permanente que atravessam a escola, organizando ações contínuas de prevenção, escuta e cuidado para estudantes, profissionais e famílias.
Onde antes havia apenas registros dispersos de conflitos, o SEPROVIDA propõe diagnóstico sério, projetos com perenidade, periodicidade e visibilidade, e a construção de uma cultura de paz que sustente, de fato, as aprendizagens.
Será uma roda de conversa para escutar professores e funcionários, identificar o que mais nos desafia, como racismo, bullying, indisciplina, sofrimento psíquico, uso excessivo de celular e conflitos naturalizados, e decidir juntos quais pontos precisamos tocar com nossos estudantes para construir a escola que queremos.
O SEPROVIDA não vem para punir, vem para criar pontes. Não vem para aumentar tarefas, mas para dar sentido, organizar o que já fazemos e fortalecer nossa potência coletiva.
05/03/2026
* Karime KIener
é ex-Diretora eleita de escola RME, Pedagoga, Mestranda em Educação e teve que deixar a escola onde era diretora eleita em função indicação de outra direção pela atual gestão da SMED
** André Pares
é ex-vice-Diretor eleito de escola da RME, Prof. de Filosofia, Jornalista, Mestre em Comunicação, Mestrando em Filosofia e foi retirado de escolas onde trabalhava pela atual gestão da SMED
*** Lizeane Fortes
é ex-Diretora eleita de escola da RME, Prof. de Matemática, Mestra em Matemática e foi retirada de escolas onde trabalhava pela atual gestão da SMED
18/01/2026
Uma alegria conversar sobre felicidade (ou vice-versa) na com , sob produção de , e direção de , e poder tocar um pouco nas filosofias brasileiras e autóctones de , , David Kopenawa.
13/01/2026
Além da honra, foi reconfortante estar junto de quem admiro nas XIII .kusch: O Pensamento de Rodolfo Kusch, sob o tema Améfrica Profunda, Feminina e Popular, que promoveu o encontro dos pensamentos do filósofo argentino e da filósofa e antropóloga brasileira Lélia Gonzales , .
Entre Grandes Filósofes
Na mesa para a qual fui gentilmente convidado pela seminal organização do evento a cargo da filósofa - “Diálogos sobre a Educação e a experiência do pensar-sentir” - estive ao lado de ninguéns mais ninguéns menos que o filósofo uruguaio Maurício Langón, a filósofa uruguaia .profe e o diretor do , Daniel González, no lindo Auditório Ipê do .
As Revoluções do Pensamento de Kusch
A revolução kuscheana, dentre tantas, que mais me toca é a inserção do Estar como categoria de enfrentamento a toda uma história hegemônica filosófica calcada no Ser. Poder dizer que Estar nela foi e é minha salvação foi um conforto que só a admiração fraternal pode nos oferecer. Assim é com .profe e com Maurício Langón, e com e (presidenta da ): figuras seminas do pensamento - e e da ação - em Abya Yala.
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Obrigado aes fotógrafos da ocasião, indefectíveis e .
Na última imagem, o prazer de ser levado autoctoneidade adentro, com obras de Kusch, como o Ezbozo de Una Antropología Filosófica Americana (1978) e o segundo tomo de textos de Langón, organizado por Sandra Tejera e Juan Carlos Iglesias.
Sorte de hoje (ao contrário de poucos anos atrás) ter o apoio de um curso como para andar por estes temas no campo acadêmico da filosofia. E agradecimentos às Jornadas Kusch por, junto a outras iniciativas, associações, eventos, pesquisas com a força da autodeterminação, manterem a resistência na defesa do direito de pensarmos por nosotres mismes.
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08/01/2026
Golpistas de oito de janeiro de 2023 presos em menos de três anos. 🇧🇷
Pela primeira vez, o Brasil acertou as contas com seu passado. 🇧🇷
Pra que ninguém esqueça, pra que hunca mais aconteça.🇧🇷