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24/12/2020
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17/05/2017
O que pode levar uma criança a não ir bem na escola?
Nem sempre é a falta de estudo, ou falta da estratégia, por vezes a criança não está livre para viver sua própria vida, para simplesmente ser uma criança que br**ca, come doces e vai a escola para aprender. Ela não está livre porque está em um emaranhamento sistêmico. Vou explicar contando um exemplo de minha vivência como Consteladora Familiar...
É a história de um garoto que ia muito mal na escola, era pálido, não br**cava e nem se interessava pelos doces como as outras crianças, era muito apático. Juntando tudo isso com o fato de em um determinado momento do nosso contato ele me olhar e dizer a frase "Vou sentir saudades!", dando um profundo suspiro depois de dizer isso, me levou a pensar na pergunta: Saudades de quem? Pois estava na cara que de mim é que não seria, ele estava comigo muito pouco tempo, acabara de me conhecer, como poderia sentir saudades? A mãe estava ali, não tinha irmãos, então em privacidade perguntei para a mãe sobre o pai. A pergunta saiu de uma forma que desmontou a mãe, ela não estava preparada para ouvir aquilo. Perguntei o que aconteceu com o pai dele? E dessa pergunta cheguei ao que impedia o menino de poder viver sua própria vidinha de criança.
A mãe desmoronou com a pergunta e revelou o segredo, o que havia acontecido com pai.
O pai biológico, que havia se separado da mãe ainda na fase do namoro, morrera logo em seguida envolvido com dr**as. Tudo isso aconteceu quando a mãe ainda estava grávida dele. Ela, em pouco tempo, se apaixonou e se casou com outro homem que assumiu o menino como seu filho legítimo e o registrou como tal. O menino nunca soube dessa história, para todos os efeitos ele era filho do marido da mãe.
De forma totalmente inconsciente o menino estava ligado ao pai falecido, mas como na consciência não sabia de nada, só era capaz de sentir, sentir saudades! E se vincular a ele na morte.
E assim conectado ao destino do pai não era possível ter energia e foco para olhar e seguir para sua própria vida, br**cando e se dando bem na escola.
A solução para ele passava pela decisão da mãe de contar a verdade e além disso permitir que o menino amasse o pai biológico. Se isso fosse possível o conectaria com pai de uma forma saudável, que lhe daria força ao invés de tirar.
Agora a mãe sabia o que precisava fazer para ajudar o filho, porém a decisão ficou ela e com o tempo necessário para isso.