23/09/2026
O choro não é um som a ser interrompido.
Ele é, antes de tudo, uma forma de comunicação, especialmente na infância, quando a criança ainda não possui linguagem ou maturidade emocional para explicar o que está sentindo.
Fome, medo, cansaço, frustração, dor, excesso de estímulos, insegurança ou necessidade de proximidade podem se manifestar da mesma maneira: pelo choro.
Por isso, antes de interpretar o choro como “manha” ou “manipulação”, precisamos tentar compreender o que ele está comunicando.
Nos primeiros anos de vida, a criança ainda está desenvolvendo sua capacidade de autorregulação. Nesse processo, a presença do adulto com acolhimento, previsibilidade e segurança auxilia a criança no aprendizado para reconhecer sua emoções e o que fazer com elas.
Acolher o choro, seja em casa ou na escola, não significa ceder ao que a criança gostaria. É reconhecer o seu sentimento e, se for o caso, ainda assim manter o limite.
A Educação Positiva não significa eliminar as frustrações da infância, mas ajudar a criança a vivência com segurança, respeito e presença.
Com o tempo, a regulação emocional que inicialmente acontece com a ajuda do adulto contribui para que a criança desenvolva seus próprios recursos de autorregulação, autonomia e inteligência emocional.
Por isso, diante de um choro, devemos nos perguntar “o que esse choro está tentando comunicar?”.
E existe ainda outra pergunta importante para nós, adultos: “o que esse comportamento desperta em mim?”.
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Escola com Selo Educação Positiva
WhatsApp: (19) 98933-4411
Foto da Maya Eigenmann - Educação Positiva em nossa formação.